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Porto Alegre, segunda-feira, 09 de outubro de 2017. Atualizado às 23h01.

Jornal do Comércio

Economia

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varejo

Notícia da edição impressa de 10/10/2017. Alterada em 09/10 às 22h24min

Expectativa é de alta nas vendas do Dia das Crianças

Compras devem render R$ 66 milhões aos lojistas da Capital

Compras devem render R$ 66 milhões aos lojistas da Capital


/MARCO QUINTANA/JC
Guilherme Daroit
Após dois anos de queda, o comércio gaúcho poderá voltar a comemorar no Dia das Crianças. As expectativas de vendas das entidades do setor para a data são positivas, variando em torno de 5% de crescimento e justificadas pela queda na inflação e pela maior confiança dos gaúchos na manutenção de seus empregos. Tradicionais estrelas do período, os brinquedos seguem entre os principais objetos de interesse, mas, desta vez, contam com um parceiro no topo: as roupas, pela primeira vez, aparecem como o principal destaque entre os presentes para os pequenos.
O motivo, segundo o presidente do Sindicato dos Lojistas do Comércio de Porto Alegre (Sindilojas), Paulo Kruse, é a antecipação de compras obrigatórias como forma de economizar. "A crise fez as pessoas traçarem mais as suas metas de compras, então, além de presentear, já darão algo que as crianças vão usar no verão que se avizinha", comenta. As classes mais altas, entretanto, ainda passariam à margem da tendência, preferindo os presentes mais associados à diversão. Segundo pesquisa realizada pela entidade e pela Câmara dos Dirigentes Lojistas de Porto Alegre (CDL), o vestuário corresponde a 45,3% das intenções de compra, enquanto os brinquedos chegam a 44,3% - há, porém, mais 18% de intenções para brinquedos pedagógicos e jogos.
A projeção das entidades é de um aumento de 6,5% nas vendas como um todo no período, subindo dos R$ 62 milhões de 2016 para R$ 66 milhões neste ano. O tíquete médio deve crescer de R$ 82,00 para R$ 88,00. "O juro caiu, há mais dinheiro no mercado com consumidor e lojista tendo acesso a crédito mais fáceis, fatalmente as coisas serão melhores", argumenta Kruse. O presidente ainda prevê que o resultado pode ser até melhor, já que, esperançosos com as melhores condições, os lojistas compraram produtos a mais para a data. As principais beneficiadas, claro, serão as lojas que vendem os dois principais produtos, que têm no Dia das Crianças uma espécie de segundo Natal.
A pesquisa da Fecomércio-RS segue na mesma linha otimista. A estimativa da entidade é de que o crescimento no varejo gaúcho seja de 5% em números reais (descontada a inflação). Para o presidente da instituição, Luiz Carlos Bohn, o bom resultado é sinal de que, embora não consiga se descolar completamente, a economia dá indícios de não ser tão dependente das questões políticas. "Mesmo com alguns fatores complicadores, todos os indicadores econômicos são favoráveis. Juros, inflação, além de não existir mais aquele medo de perder o emprego", analisa Bohn.
De acordo com a pesquisa de Sindilojas e CDL, a grande maioria dos clientes do varejo ainda não efetivou suas compras. Quase dois terços (60,7%) responderam que iriam adquirir os presentes nesta semana, outros 14,3% admitiram que deixarão para visitar as lojas amanhã, véspera do Dia das Crianças, e até mesmo 3,3% afirmaram que só o farão no próprio dia 12 de outubro. "O fim de semana já teve uma boa movimentação, mas é a partir de agora que acontece a grande maioria das vendas", reitera Kruse. A previsão de chuvas fortes durante toda a semana preocupa os varejistas. "Mas, no comércio, somos sempre otimistas, vai chover de noite", brinca.

Comércio gaúcho deve movimentar R$ 270 milhões com a comemoração

A expectativa da Associação Gaúcha do Varejo (AGV) é que R$ 270 milhões sejam movimentados no Estado em razão do Dia das Crianças. O valor é 3,8% superior ao registrado em 2016. O presidente da entidade, Vilson Noer, acredita que quase 95% dos gaúchos comprarão presentes para a data, o que demonstra a possibilidade de retomada da confiança dos consumidores. "No ano passado, tínhamos uma inflação de 14%, hoje ela se reduziu para 3%, isso gera renda para a população, que não vai gastar tanto com o imposto", argumenta.
Ao mesmo tempo, a associação estima que 43,8% dos gaúchos manterão o mesmo valor e a quantidade de presentes que comprou em 2016. O tíquete médio para esta ocasião fica entre R$ 80,00 a R$ 110,00. A Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas (FCDL-RS) acredita que os brinquedos giratórios spinners, verdadeira febre entre a criançada desde sua chegada ao mercado, em março deste ano, serão os protagonistas das comemorações. Pelo levantamento da entidade, estes brinquedos custam entre R$ 29,00 e R$ 299,00. A entidade alerta para que os pais procurem pelo selo do Inmetro no brinquedo, que é contraindicado para crianças menores de seis anos.
A FCDL é ligeiramente mais otimista do que a AGV, ao estimar alta de 6% nas vendas para a data. Além dos spinners, bonecos miniaturizados, como os Shopkins, bonecas, carros articulados e os jogos mais tradicionais devem embalar as brincadeiras do Dia das Crianças. Para os adolescentes, o interesse deve ser por produtos tecnológicos, como smartphones e drones, que são o produto com maior preço médio.
Para a AGV, os fatores determinantes para a realização das compras ainda são o preço (62,5%), o desejo da criança (43,8%), a qualidade do produto e os descontos. Noer ainda explica que a data serve como termômetro para o Natal. Como, até o momento, as indicações são todas positivas, a percepção para a próxima data comemorativa significativa para o varejo é melhor na relação com 2016.
 

Lojas virtuais projetam faturar R$ 2,15 bilhões nos próximos dias

A Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm) estima faturamento de R$ 2,15 bilhões nas lojas virtuais no próximo Dia das Crianças. O valor representa um crescimento de 5% nas vendas em comparação às expectativas do mesmo período de 2016, que foi de
R$ 2,05 bilhões.
Segundo a ABComm, as lojas devem receber oito milhões de pedidos, com tíquete médio de R$ 269,00 entre os dias 25 de setembro e 11 de outubro. As categorias mais procuradas pelos consumidores são brinquedos, eletrônicos, moda, informática e lazer.
Apesar do crescimento em relação ao ano passado, as vendas estão abaixo da expectativa média de faturamento do comércio virtual em 2017, de crescimento de 12% em relação a 2016. A diferença deve-se à ausência de categorias de peso nas vendas deste período, como eletrodomésticos, móveis e acessórios automotivos.
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