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Porto Alegre, sexta-feira, 13 de outubro de 2017. Atualizado às 18h31.

Jornal do Comércio

Economia

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Tecnologia

Notícia da edição impressa de 04/10/2017. Alterada em 13/10 às 18h33min

Startup se credencia para vender a grandes empresas

Lemos (e) e Soares (d), da Runrun.it, empresa com sede em São Paulo

Lemos (e) e Soares (d), da Runrun.it, empresa com sede em São Paulo


ORACLE/DIVULGAÇÃO/JC
Patricia Knebel, de São Francisco
Há dois meses sendo acelerada pelo Oracle Startup Cloud Accelerator (Osca), programa de mentoria e aceleração da multinacional que está ativo no Brasil e em países como Índia, França e Israel, a Runrun.it quer aproveitar essa oportunidade para se credenciar a atender um novo mercado: o das grandes corporações.
A startup brasileira desenvolveu uma solução de gerenciamento de trabalho para equipes de alto desempenho, permitindo que os executivos aumentem a produtividade de suas organizações a partir da gestão de tarefas, tempo e desempenho. Até então, o foco eram as pequenas e médias empresas. "Percebemos que estávamos deixando muitas oportunidades de negócios na mesa ao negociar com as grandes companhias. Se é para aprender a vender para o mercado enterprise, que seja com a que companhia que melhor fazer isso no mundo, que é a Oracle", conta o cofundador do Runrun.it, Antonio Carlos Soares, direto de São Francisco, onde a Runrun.it está apresentando o seu case no Oracle Openworld 2017.
A startup foi uma das seis selecionadas, entre 500 que apresentaram seus projetos, para fazer parte do Osca. O trabalho começou em agosto e, nesse momento, está na frase de levantamento de necessidades de infraestrutura e tecnologia. Feito isso, a empresa vai iniciar a migração para a nuvem da Oracle o que, inclusive, vai permitir a inclusão de novas funcionalidades. "Toda camada de Inteligência Artificial que será adicionada na nossa ferramenta será tecnologia Oracle", conta o executivo.
A Runrun.it com, sede em São Paulo, tem cerca de 40 profissionais faz planos ousados para o futuro. "Queremos ser a empresa brasileira de software mais bem-sucedida do mercado global de todos os tempos. Pode demorar 40 anos, não estamos correndo sprint, mas queremos ser grandes", relata Soares.
Como a startup já recebeu cerca de US$ 5 milhões de dois investidores, um dos motivos que possibilitou que ela participasse do programa da Oracle foi o fato de a empresa não pegar participação das aceleradas. "Queríamos buscar os melhores, por isso decidimos não pegar equity", conta o vice-presidente de Inovação, Transformação Digital e Cloud da Oracle da Oracle na América Latina, Fernando Mattoso Lemos.
Uma das expectativas da multinacional com o Osca é fomentar o uso das suas tecnologias nas jovens empresas, que serão talvez os grandes players do futuro. A maioria das startups que entrou no programa não usava produtos Oracle - duas, porém, já estavam mirando a tecnologia porque precisavam de mais performance para processar muita informação, em pouco tempo. Esse cenário deve mudar agora. Lemos explica que o acordo é que, para participar, as empresas tenham pelo menos parte da operação na cloud da Oracle, além de fazer a expansão com a tecnologia da empresa. "Algumas coisas que eles pensavam em fazer em dois ou três anos, estão conseguindo realizar em dois meses, dentro do próprio período do programa", diz Lemos, destacando a contribuição que a tecnologia está dando para estas jovens operações.
O CEO da Oracle, Mark Hurd, acredita que a capacidade de plataforma de tecnologia da Oracle vai ajudar as startups a construir soluções diferenciadas e crescer rápido. "Cloud está disponível para todo mundo, o que significa a oportunidade também das jovens empresas a tirar vantagem. É bom para eles e também para a Oracle", afirma, destacando os resultados esperados com o Osca. As outras startups que estão participando do Osca no Brasil são a In Loco Media, Intelipost, Netshow.me, Nexus Edge e aNMIND & Meu Negócio Inteligente.

Oracle quer se aproximar de jovens empreendedores e dos consumidores do futuro

Aproximar-se dos jovens empreendedores a frente das startups e dos consumidores do futuro é uma das estratégias da Oracle, e que passa por uma renovação que começa dentro de casa.
"As novas gerações têm um pensamento diferente, os nossos clientes também passaram a ter que incorporar isso e nós precisamos ter pessoas que tenham essa nova mentalidade para gerarmos uma conexão", afirma o vice-presidente da América Latina da Oracle, Luiz Meisler. Um exemplo é a chegada de Rodrigo Galvão, aos 35 anos, à presidência da multinacional no Brasil. Além dele, a maioria dos vice-presidentes da operação tem entre 30 e 40 anos, apenas para mencionar os postos mais altos.
Meisler cita que os profissionais que estão há mais tempo no mercado foram criados em modelo de comando e controle, em que o presidente manda e todos devem obedecer. "No mudo novo, isso não funciona", aponta. Além disso, a postura das empresas também começa a mudar. Se antes todas eram guiadas por números, agora a causa passa a crescer em importância. Fechar um negócio de ERP de US$ 10 milhões é importante, mas saber que estamos ajudando a revolucionar o sistema de saúde de um país, passa a ter um grande significado", exemplifica o gestor.
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