Tudo que envolve o show de Paul McCartney em Porto Alegre

Tchê Jude! traz o serviço do evento, o palco, os fãs, a vizinhança e o impacto na economia


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Reportagem:
Amanda Xavier
Ana Carolina de Melo
Bruno Pedrotti
Edson Haetinger
Lucas Ferreira
Mariana Barcelos
Edição:
Tanira Lebedeff,
da ESPM-Sul
Patrícia Comunello,
do Jornal do Comércio
Conteúdo:
Disciplina de Mídia Local e Regional
6º semestre do Curso de Jornalismo da ESPM-Sul
Arte:
Thiago Machado
Quando o ex-Beatle Paul McCartney pisar no palco do estádio Beira-Rio, às 21h desta sexta-feira (13), muita coisa já terá rolado antes da cena. Sem contar o que o público vai assistir. Um megaevento impacta a vizinhança do estádio, os fãs, a economia, o trânsito. Seis estudantes de Jornalismo da ESPM-Sul, comandados pela jornalista e professora da disciplina Mídia Local e Regional, Tanira Lebedeff, mergulharam nos atos desse acontecimento. O resultado é o especial Tchê Jude!. Este show começa a partir de agora, pegue seu lugar!

Jorge & McCartney

Frank Jorge abrirá show atendendo à lei municipal que prevê presença de cantores gaúchos

Frank Jorge abrirá show atendendo à lei municipal que prevê presença de cantores gaúchos

PEDRO REVILLION/DIVULGAÇÃO/JC

Amanda Xavier
Diferentemente do que acontece em todos os shows de Paul McCartney pelo mundo, neste 13 de outubro, o gaúcho Frank Jorge abrirá o show do eterno Beatle. Por conta de uma lei municipal, todos os shows de cantores ou bandas internacionais, é obrigatório a abertura por uma banda gaúcha. 
O cantor e compositor subirá ao palco do Estádio Beira-Rio acompanhado de Luciano Albo, parceiro de Frank na banda Os Cascavelletes. Frank Jorge também integrou a banda Graforréia Xilarmônica, que ficou conhecida pelo hit Amigo Punk e, desde 2007, a Tenente Cascavel, união de duas grandes bandas do rock gaúcho, TNT e o primeiro grupo de Frank Jorge, Os Cascavelletes.
Recentemente, Frank Jorge lançou um novo disco Escorrega Mil Vai Três Sobra Sete, produzido pelo próprio músico ao lado de Alexandre Birck, baterista da Graforréia. O CD traz doze faixas inéditas de puro rock. O crítico Ricardo Seelig, ao falar do novo trabalho de Frank em seu site, diz que o álbum coloca “alguns toques sutis da psicodelia sessentista—The Byrds diz presente, além dos onipresentes Beatles—, e vai colocando um sorriso no rosto a cada nova canção que sai das caixas de som”.

O Beira-Rio em dia de show

MARCELO G. RIBEIRO/JC

Bruno Pedrotti
Apesar de ser a casa do time de futebol Sport Clube Internacional, o Estádio Beira-Rio não serve somente ao esporte. Outra função é sediar shows de bandas internacionais. Só neste ano, ele está sendo palco de seis grandes shows: Elton John, Bon Jovi, The Who, Paul McCartney, Green Day e John Mayer.
Estes eventos podem receber um público de até 50 mil pessoas por sessão - quando utilizar toda a área do estádio. Por causa disso, exigem uma preparação especial. Uma das principais preocupações é com o gramado. A estrutura física do local possibilita que os palcos sejam montados atrás de uma das goleiras, na parte de grama sintética. Além disso, quando os palcos são montados no gramado natural são usadas coberturas especiais. Tudo isso é feito com o acompanhamento da engenheira agrônoma Maristela Kuhn.
Outra preocupação importante é a montagem e desmontagem do palco. Segundo Carla Plentz, gerente de marketing da Brio, empresa parceira do Inter e responsável pela administração e gestão do complexo Beira-Rio, um show de estádio inteiro costuma levar entre 7 e 10 dias para ser montado e 4 dias para ser desmontado.
São três os modelos de palco usados para apresentações desse tipo no Beira-Rio: anfiteatro, anfiteatro ampliado e estádio inteiro. O formato anfiteatro é o menor (recebe no máximo 10.000 pessoas) e o que permite uma proximidade maior com o público. O palco é montado atrás da grelha, na grama sintética virado para a arquibancada do fundo. O palco usado no show do Los Hermanos foi montado dessa maneira.
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 O palco do show. Arte de Amanda Xavier sobre foto da Brio/Divulgação/JC
O formato anfiteatro ampliado, ou meio estádio, pode receber até 24 mil pessoas. Nesse caso, o palco fica entre o círculo central e a grande área. Elton John, Aerosmith e The Who são alguns exemplos de shows que usaram esse formato. O músico John Mayer (que tocará no Beira-Rio dia 24 de outubro) e a banda Green Day (com apresentação marcada para 7 de novembro) também terão seus palcos organizados assim.
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O palco do show. Arte de Amanda Xavier sobre foto da Brio/Divulgação/JC
No caso dos maiores shows, monta-se o palco atrás da goleira com a parte de trás virada para a arquibancada do fundo. Os lugares dessa arquibancada e outros que também não conseguem ver o palco são descartados, deixando 45 a 50 mil lugares disponíveis para o público. É o chamado estádio inteiro, que recebe Paul McCartney e também foi usado para o show de Bon Jovi.
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O palco do show. Arte de Amanda Xavier sobre foto da Brio/Divulgação/JC
Devido ao grande público, os shows de estádio inteiro envolvem muita organização e preparação. De acordo com Carla Plentz, da Brio, só na área de alimentação dentro do estádio (entre ambulantes e atendentes) trabalham em torno de mil pessoas.
Considerando segurança, limpeza, atendimento nos banheiros, produção de camarim, se envolvem entre 2.000 e 2500 pessoas no show. Agentes de controle de trânsito são deslocados para a região, e as linhas de transporte público são reforçadas. Além disso, existe um alinhamento junto aos órgãos de fiscalização e controle da prefeitura, como EPTC, Smic, Defesa do Consumidor, Juizado do Menor e Brigada Militar.
Para Carla, o estádio costuma ser escolhido por artistas internacionais devido a algumas vantagens estruturais. Uma delas, por exemplo, é a localização: o Beira-Rio fica entre duas grandes avenidas. Com isso, facilita-se o acesso e o deslocamento pós-show. Em caso de emergências, 50 mil pessoas podem ser retiradas do local em 8 minutos. Normalmente, os ocupantes das 5 mil e 500 vagas de estacionamento já deixaram o complexo em até 30 minutos.
Outro quesito importante para produtoras internacionais quando escolhem um palco é o transporte coletivo. Segundo o site do Internacional, a região é atendida por 25 linhas de ônibus. Além disso, Carla afirma que o estádio tem boa acústica e que seu formato ovoide favorece a montagem de palcos.
Devido a todos estes fatores, a gerente de marketing da Brio defende que “em um raio de São Paulo até Buenos aires, a melhor opção de shows no mesmo nível de São Paulo e Rio de Janeiro é o Beira-Rio”.

'All u need is Paul': programas para entrar no clima de Liverpool

Músico esteve em 2010 em Porto Alegre para show no Beira-Rio

Músico esteve em 2010 em Porto Alegre para show no Beira-Rio

JOÃO MATTOS/JC

Lucas Ferreira
Em poucos dias os gritos de torcida no Beira-Rio serão substituídos por um coro regido por Paul McCartney— na na na na-na-na-naa na-na-na-naa, hey, Jude. Mas já e possível sentir o espírito de Liverpool tomando conta de Porto Alegre. Para entrar no clima do show, sugerimos alguns programas para fazer na cidade, seja para sair com os amigos, com a família ou até ficar em casa mesmo. Tem Beatles pra todo mundo. 

Uma serenata para Paul

Já tem programa para o feriado e véspera do show? Dia 12, quinta-feira, ocorre o Porto Alegre canta Paul McCartney. O evento originalmente programado para acontecer no Parcão mudou de endereço por causa da (im)previsão do tempo. Será no OpenStage (Otto Niemeyer, 2415) a partir das 14h, reunindo a Orquestra Rosariense e varios artistas convidados. A ideia e gravar uma versão coletiva do clássico Hey Jude que será entregue a Paul McCartney. A entrada é franca e o evento é adequado para crianças.
> Assista à mensagem da banda Nenhum de Nós sobre o evento:

The Beatles Kids & Fans

E que tal um momento pra descontrair com as crianças e apresentar a banda para as novas gerações? Então, o evento The Beatles Kids & Fans é a escolha certa. Na exposição montada no Shopping Praia de Belas os visitantes podem conhecer itens de colecionador que pertencem ao acervo do Revolution, o único fã-clube da América Latina reconhecido oficialmente pela Apple Corp., corporação fundada pelo grupo que cuida da marca The Beatles.
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Além de lembrar a trajetória da banda, a exposição dedica uma área específica para Paul McCartney. O público infantil também tem um espaço com atividades especiais incluindo videogame—perfeito para celebrar o Dia das Crianças em ritmo de beatlemania.
Um #ficaadica: dê um pulo na exposição a caminho do show do Paul! The Beatles Kids & Fans está instalada no primeiro piso do shopping, na Praça da Magia, até o dia 15 de outubro.

Para curtir de pijama: It Was Fifty Years Ago Today! The Beatles: Sgt Pepper and Beyond

Quer entrar no clima beatlemaníaco sem precisar sair de casa? Tem novidade te esperando na Netflix! Lançado em 5 de outubro no serviço de streaming, o documentário comemora os 50 anos de um dos mais aclamados álbuns dos Beatles, o Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band. O filme é dirigido por Alan G. Parker, escritor e documentarista britânico especializado em biografias de estrelas da música .

O básico

O show da One on One Tour em Porto Alegre começa às 21h. Os portões do estádio beira-Rio abrem a partir de 17h30min. 
Por causa do grande movimento previsto para a região, a EPTC preparou um esquema especial de trânsito com alteração nas rotas de ruas e reforço em algumas linhas do transporte coletivo—como as transversais T2, T2A, T5, T7 e T1. Para a saída do evento será ativada a linha especial Futebol Beira-Rio, que sai da Rua Nestor Ludwig (transversal à Padre Cacique) e vai até o Largo Glênio Peres.
E prepare-se… Segundo o Metroclima, a previsão é de tempo bem instável para a sexta-feira na Capital. Assim como os fizeram fãs de Rolling Stones no ano passado, os de Paul McCartney devem cantar na chuva.

Além do setlist de Paul McCartney

Edson Haetinger
O grande dia está chegando! Sir Paul McCartney toca novamente em Porto Alegre, trazendo a turnê mundial One on One. A última passagem de Paul por terras gaúchas (que também foi a primeira) aconteceu em novembro de 2010 com a turnê Up and Coming. Para os mais atrasados, vale checar no site oficial de venda se ainda há ingressos, e lembrando que idosos e estudantes têm 50% de desconto.
Para os ansiosos que não aguentam mais esperar pelo show oferecemos um aperitivo: algumas faixas selecionadas do setlist que vem sendo divulgado na Internet. A One on One Tour começou em abril de 2016. O repertório de cada show inclui músicas da carreira solo de McCartney, músicas dos tempos de Wings e, claro, os obrigatórios clássicos dos Beatles.
Enquanto a sexta 13 não chega…
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A HARD DAY’S NIGHT (The Beatles)
Paul McCartney deve subir ao palco às 21h cantando A Hard Day’s Night, que foi lançada como single em 10 de julho de 1964 e é a faixa de abertura do disco de mesmo nome. O título da canção teria sido originado de uma conversa do baterista Ringo Starr com um DJ: Ringo, sem perceber que era noite, teria dito “Tivemos um dia difícil… noite”. É possível ver a letra original da canção escrita por John Lennon na Biblioteca Britânica (British Library), em Londres.
IN SPITE OF ALL THE DANGER (The Quarrymen)
Tudo bem se você não conhecer essa, não vamos te julgar... Essa é uma das primeiras músicas que Paul McCartney e John Lennon tocaram juntos, ainda na era pré-Beatles. Composta em 1958 por Paul McCartney e George Harrison, essa canção ficou “esquecida” no tempo até ser recuperada e regravada por Paul. Mas, se você acha que essa música é só mais uma para compor o show, mude essa perspectiva. A última vez que “In Spite of All the Danger” foi tocada em uma turnê foi em 2004. Portanto, sinta-se privilegiado!
SGT. PEPPER’S LONELY HEARTS CLUB BAND (The Beatles)
Em 1º de junho de 1967, chegou às bancas o oitavo disco dos Beatles. Intitulado “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band” o disco emplacou sucessos, rompeu barreiras, ficou por 27 semanas na lista de sucessos do Reino Unido e liderou por 15 semanas o ranking da Billboard. Em 2017, completou 50 anos, e é tido por muitos como o melhor disco de rock da história. A música de abertura do álbum leva o mesmo nome, e deve fazer parte do set do cantor.
BEING FOR THE BENEFIT OF MR. KITE (The Beatles)
Essa é mais uma música que não costumava entrar no setlist de Paul. O jornalista Lúcio Brancato faz um destaque para Mr. Kite pois, além de também ser do álbum Sgt. Peppers, é uma composição de John Lennon, e Paul costuma priorizar música compostas por ele, ainda que sejam assinadas como Lennon /McCartney. A música foi originada de um cartaz comprado por John Lennon em 1967, em um antiquário em Knole Park, sul da Inglaterra. Era o anúncio de uma apresentação do Circo Royal, em que Mr. Kite e Mr. Henderson seriam as estrelas. É possível identificar na letra várias frases do cartaz.
FOURFIVESECONDS (Rihanna, Kanye West e Paul McCartney)
Essa é para marcar presença em todas as épocas. Ainda que as partes de Rihanna e Kanye West sejam reproduzidas no show em covers/playback, a música deve sim fazer parte do setlist no próximo dia 13. Muitos fãs podem questionar sua presença no set, mas em 2015 a música figurou no top 10 de três das quatro categorias da Billboard, chegando a liderar a Billboard R&B/Hip-Hop.
LOVE ME DO (The Beatles)
O primeiro sucesso genuinamente The Beatles não poderia ficar de fora do set. Composta por Lennon/McCartney, em 1958, a letra de “Love Me Do” é bem simples e repetitiva (os versos básicos se repetem quatro vezes), característica das músicas pop da época, mas nem por isso é menos sonora e gostosa de se ouvir. Um clássico, com tanto valor histórico não poderia ficar de fora.
JET (Wings)
Para levantar a galera Paul deve cantar “Jet” entre a quarta e a sexta música. Segundo Paul, a música fala sobre um pônei que ele havia possuído, embora a letra não faça referência direta a isso. “Jet” foi lançada em 1974, já na era pós-Beatles, quando Paul integrava o Wings, e não chegou a emplacar como grande sucesso; sua melhor colocação nas paradas britânicas foi a sétima posição. De todo modo, é dançante e a performance de Paul deve valer a pena.
MY VALENTINE (Paul McCartney)
“My Valentine” é uma das faixas do álbum "Kisses on the Bottom”, lançado em 2012. A composição romântica foi escrita com a ajuda de Nancy, sua atual esposa, no Dia dos Namorados no Marrocos. O vídeo tem versões estreladas pela atriz Natalie Portman, pelo ator Johnny Depp e pelos dois. É lindo! Se você for solteiro ou solteira ao show, aproveite essa música para sair do 0 a 0.
LET IT BE (The Beatles)
Sem sombra de dúvidas o maior sucesso do derradeiro álbum do quarteto, “Let It Be” foi composta por Paul em um momento turbulento do grupo, e é praticamente um culto a obra dos Beatles. SPOILER: Prepare-se para se emocionar no show.
THE END (The Beatles)
Tradicionalmente a música que encerra os shows de Paul, “The End” deve novamente cumprir esse papel. A grande curiosidade escondida nessa música é o solo de 16 segundos de Ringo Starr na composição original. Essa é a única música com solo de Ringo em toda a discografia Beatles. Quis o destino que “The End” fosse a penúltima música do álbum Abbey Road, que seria a última produção dos Beatles.

Aqui, dentro de casa: os vizinhos de um palco internacional

LUCAS UEBEL/AFP/JC

Mariana Barcelos
"Gente, o que vocês acham do trabalho do bimestre ser um especial com serviço para o show do Paul McCartney?", bradou a mais nova professora do curso de Jornalismo da faculdade. Tanira é o nome dela. Aceitamos. 

Ah, vai ser fácil fazer isso.

Já fizemos tantas matérias, não é mesmo? Não. Tá, esta sou eu: Mariana, estudante do sexto semestre de Jornalismo na ESPM Sul e com certo desconhecimento sobre a obra dos Beatles ou do Paul McCartney. Escolhi o que achava ser o melhor assunto para minha reportagem: a vizinhança.
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Fonte: Google Imagens
A menina tímida, com interesse em assessoria de imprensa resolveu ir para a rua e fazer aquilo que para ela é um desafio: falar com a vizinhança ao redor do Estádio Beira-Rio. Naquela manhã de sábado a mocinha despertou e ficou na cama o máximo de tempo possível, só “tomando” um pouco de coragem. E lá foi ela, atravessou a cidade inteira (do bairro Sarandi até o bairro Praia de Belas) e, finalmente, chegou ao seu destino.
Lá fui eu com aquele pensamento de “quer saber, não tenho nada a perder, sabe?". Cheguei e fui direto para rua da frente do Estádio, que eu já tinha estudado em um mapa online. Primeira casa, número 17. Bato palmas três vezes e lá de trás sai um homem. Me apresentei, disse que estava fazendo um trabalho da faculdade e ele, prontamente: “Pode perguntar”. Alexandre Trindade, é seu nome. Mora ali desde que nasceu, há 50 anos.
Eu: “Alexandre, como é o movimento, o barulho aqui quando tem show?”
Alexandre: “Ah, quando tem show é tranquilo, agora quando tem jogo de futebol, é um porre”. 
Pensei que seria completamente ao contrário. Mas tá, segui com as perguntas…
Eu: “E daqui você escuta o show?”
Alexandre: “Sim, nesse último show que foi do Bom Jovi, eu gravei no celular daqui do pátio…. Dava para escutar as músicas perfeitamente, como se eu estivesse lá dentro”.
Eu: “E você gosta dos músicos e bandas que tocam aqui?”
Alexandre: “Não, eu curto um som mais pop, como Pet Shop Boys”.
Agradeci e me despedi animada com a primeira entrevista, pronta para bater palmas na próxima casa. 
Na casa da frente, dois cães me receberam aos latidos e mesmo com a casa aberta ninguém saiu. 
Casas três e quatro fechadas.
A casa branca da metade da rua me deu esperanças. Bati e palmas. Nada.
Quando eu entrei na rua, tinha avistado um senhor com seu cão de estimação. Os dois davam uma volta pelas redondezas. Bom, foi aí que Sérgio Gonçalves se aproximou…
“Oi! O senhor mora aqui?”
“Sim, moro aqui nessa rua. Mas tô vendo que desde que tu entrou tu tá meio perdida. Qual número tu tá procurando?”
Essa foi a deixa para essa jovem tímida que vos fala entrevistar mais uma pessoa. Acho que de início eu posso dizer que o Seu Sérgio e eu conversamos por mais ou menos dez minutos (ou mais), ali, no meio daquela rua sem saída na frente do Beira Rio. Tentando me ajudar ele disse: “Olha, aqui nessa casa só moram freiras e elas são bem quietas. Aqui do lado tem um colégio. Nessa casa da frente mora um senhor sozinho, daqueles que mora em um casarão mas sozinho”.
Eu falei: “Bah…”
E ele perguntou: “Mas o que tu precisa saber?”
Deixa número 2.
Eu: “Queria saber como é pra você, em dia de show, morando aqui na frente do Beira Rio? É muito movimento? Incomoda?”
Sérgio: “Olha, em dia de show é movimento pra caramba. Essa rua aqui enche de carrocinha de cachorro-quente. Não sei como tem tanta gente que diz que brasileiro não trabalha, por que aqui em dia de show você vê famílias inteiras vendendo seus produtos”
Eu: “Mas e o barulho, não atrapalha os moradores?”
Sérgio: “Pra mim não atrapalha. Mas eu também moro na parte de trás do primeiro prédio da rua então não escuto muita coisa. Acho que quem se incomoda com barulho morando na frente de um estádio de futebol deveria se mudar”.
Eu: “Mas e do Paul McCartney, o senhor gosta?”
Sérgio: “Eu não, ele tá muito velho. Quando eu era mais novo cheguei até a dar um disco dos Beatles para a minha mãe, mas hoje não curto mais eles. Parece que a juventude não fez novos ídolos”.
Com essa eu me despedi do Seu Sérgio, morador daquela rua há 22 anos, e fui falar com a Andreia Rodrigues, frentista do posto de gasolina vizinho ao estádio. Provavelmente em seu horário de intervalo, sentada em uma cadeira de praia e sem me dar muito papo, logo na primeira pergunta a moça já disse: “Eu não falo os meus dados pessoais”…
Eu: “Eu só queria saber… como é o movimento aqui em dia de show?”
Andreia: “Ah, o movimento é grande né? As vezes vai até duas horas da manhã a movimentação depois do show, mas é só”, finalizou Andreia sem me dar muita bola.
Deixei o bairro com a impressão de que a vizinhança nem se surpreende tanto quando chegam grandes artistas para fazer show ali, tão pertinho. Acham OK, legal, mas… como se já fosse parte da rotina.

A vizinha beatlemaníaca

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Monique no show do Paul McCartney no Estádio Beira-Rio em 2010. Foto Arquivo pessoal/JC
A exceção entre esses moradores eu conheci através de uma rede social. Monique Chadutt, é uma cinegrafista/fotógrafa apaixonada pelos Beatles que mora a poucas quadras do Beira-Rio.
Sua paixão pela banda começou quando ela ainda era criança, por influência de sua mãe. Como herança de família, hoje ela “ensina Beatles” para seu filho Gabriel, de apenas oito anos de idade. No vídeo abaixo ela nos conta mais sobre essa história.

Barulho bom: shows internacionais impactam a economia de Porto Alegre

Show da banda The Who também foi no Beira-Rio em 2017

Show da banda The Who também foi no Beira-Rio em 2017

FREDY VIEIRA/JC

Ana Carolina de Melo
Os fãs gaúchos de rock internacional estão tendo um ano cheio: só entre julho e setembro, a Capital já recebeu mais de vinte shows de diversas bandas. Em um momento de crise no país, tantas opções representam um desafio para o público, mas, também, uma oportunidade para os negócios da cidade. 

A experiência dos shows

Se uma pessoa fosse em todos os shows internacionais de grande porte (ver imagem abaixo) deste ano, sem descontos ou promoções, o mínimo que precisaria gastar seria R$ 2160,00, equivalente a mais de dois salários mínimos. Dependendo do tipo de ingresso, o valor pode chegar a quase 5 mil. Mas, apesar das dificuldades financeiras, muitas pessoas ainda fazem questão de ver suas bandas favoritas ao vivo.
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Preços referentes ao valor do 1º lote, conforme informado pelas produtoras 
“Os grandes shows representam momentos em que as pessoas buscam experiências por meio da música”, considera o produtor musical Rodrigo Corrêa.
É o caso da professora de português Aline Peterson, que já gastou R$1800 em ingressos este ano, somando The Cult, Mr. Big, Bon Jovi, The Who e Def Leppard à lista das mais de dez bandas internacionais a que já assistiu pessoalmente. Aline explica que, tendo concluído seu mestrado no último ano, não conta mais com o desconto de estudante e dividiu o valor em compras à vista e no crédito. Mesmo assim, a professora considera cada experiência de shows única.
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Aline Peterson no show de Def Leppard, em Porto Alegre. Foto: Arquivo pessoal/JC
 
“Costumo dizer que ir a shows é uma das coisas que mais gosto de fazer. Gosto muito de rock e sou fã de muitas bandas. A música, o rock and roll, tem uma grande importância na minha vida, fazendo parte do meu dia a dia. Escuto música praticamente o tempo todo, até para dormir, às vezes. Mesmo tendo ido a muitos shows, cada um é único. Tem muita coisa especial: a expectativa que se cria, desde a compra do ingresso até o dia do show, as horas esperando na fila. E as imagens—não as que ficam no celular, mas as que ficam na memória—são únicas, indescritíveis.” 
Aline Peterson

RS na rota dos shows

Fã e pesquisador de Beatles, Rodrigo Corrêa aponta um novo papel do Rio Grande do Sul no cenário de shows internacionais, comparando as vindas de Paul McCartney a Porto Alegre, em 2010 e, agora, em 2017. Segundo ele, as empresas de entretenimento locais vêm percebendo novas possibilidades de negociação para trazer bandas ao Sul, como aproveitar festivais brasileiros consolidados, tais como Rock in Rio e Lollapalooza.
O produtor da Olelê Music e comunicador, Leandro “Lelê” Bortholacci, destaca que a proximidade a Buenos Aires facilita encaixar a cidade como escala entre Brasil e Argentina. “Em alguns casos, Porto Alegre tem até dado mais público do que o Rio de Janeiro, mas, pela quantidade excessiva de show no segundo semestre, alguns têm menos pessoas”, acrescenta.
Rodrigo aponta que, ao contrário do que acontecia antes, a maior parte do faturamento das bandas vem de shows, devido à decadência nas vendas de CDs e DVDs. No entanto, uma dificuldade são os altos custos de operação fora dos grandes centros dos países.
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Produtor musical aponta alto custo para fazer shows. Foto: Lucas Ferreira/Especial/JC
“Muitas vezes, os valores dos ingressos não cobrem o custo do evento. Por isso, são importantes patrocinadores, mas as dificuldades econômicas diminuíram cotas de patrocínio.”
Para Lelê, a tendência é que isso continue em 2018. As bandas Foo Fighters e Queens of the Stone Age, por exemplo, já estão confirmadas para dia 4 de março, no Beira-Rio.

Economia Local

Mesmo com a crise, Rodrigo considera que o Brasil tem potencial “criativo e energético” para superá-la. “O mundo do entretenimento ainda é uma opção rentável, e a realização de grandes eventos cada vez mais é fruto de práticas de gestão”, avalia o músico.
Um exemplo disso é a área da hotelaria: várias empresas estão oferecendo pacotes especiais para os hóspedes, mediante apresentação de ingresso. Além disso, dentre os dez hotéis mais próximos do Estádio Beira-Rio, indicados pelo site do Trip Advisor, sete não têm mais possibilidade de reserva para uma pessoa em 13 de outubro, dia do show de Paul McCartney, embora ofereçam para datas anteriores.
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Fagundes (1º à esquerda), sócio de hostel, saindo com hóspedes para a Monster Tour. Foto: Solar 63/Divulgação/JC
Para quem quer economizar na estadia, os hostels também são uma boa opção em que muitos estão apostando. O sócio do Solar 63, Éverton Fagundes, conta que também estão com lotação completa para os dias 12 e 13 de outubro, com reservas de até sete dias. Ele aponta que 2017 teve mais shows e eventos internacionais, se comparado ao ano anterior, quando a crise econômica estava em seu auge. No entanto, as vantagens vão além do ganho financeiro:
“É uma oportunidade das pessoas conhecerem a cultura local, dando visibilidade para Porto Alegre, o que é muito bom a longo prazo”, avalia Éverton.
Pensando nisso, o administrador conta que o hostel procura proporcionar experiências diferentes durante a estadia. Sendo ele mesmo um fã, Éverton organiza caronas e excursões até os lugares dos shows, participando junto com os hóspedes. Os clientes vêm de vários lugares, desde o interior do Rio Grande do Sul e outros estados até países da Europa. Porém, ele ressalta que os altos índices de violência em Porto Alegre causaram diminuição na vinda de estrangeiros.
Éverton comenta, ainda, que alguns hostels têm dificuldades financeiras, porque “não se dão conta da lei da oferta e da demanda”. Ele explica que os grandes eventos—como a Copa do Mundo, em 2014, que incentivou a criação de vários hostels em Porto Alegre, como o próprio Solar—, incluindo os próprios shows, são uma oportunidade para aumentar o valor das diárias.
“Os fãs vão vir de qualquer forma, e tem gente que até paga 15 reais por uma cerveja nos shows. Para eles, o impacto é mínimo, mas para a receita de um hostel, faz muita diferença”, argumenta.
Éverton Fagundes

Lennon e Eu

Tanira Lebedeff 

Ou uma professora que tenta explicar aos alunos de Jornalismo o que é ser fã dos Beatles

Coisas que eu salvaria de um incêndio em casa:
Meu Yellow Submarine de Lego
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Meu Yellow Submarine de Hot Wheels
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Meu Sgt. Peppers Lonely Hearts Club Band (edição comemorativa dos 50 anos do álbum)
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Um ingresso para o show de Paul McCartney em Los Angeles, em 2002
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Eu tinha uns nove anos quando um primo me disse: “Quer aprender inglês, Tanira? Ouça Beatles”. E disse isso enquanto tocava alguma dos Beatles ao piano. Tocava “de ouvido”. Nunca soube a justificativa pedagógica para o método - só sei que aquela sugestão marcou minha vida. Ouvi Beatles. Virei fã. Aprendi inglês. E com o inglês afiado na bagagem, boa ferramenta para uma jornalista, viajei pelo mundo. Many thanks, Paul, John, Ringo e George (o meu Beatle favorito)!

Many thanks, Paul, John, Ringo e George (meu Beatle favorito)!

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Por que nos apaixonamos por determinada obra ou artista? Por que um tipo de música me fala mais ao coração que outras?Décadas depois daquele meu primeiro encontro com The Beatles, Ticket to Ride ou The Long and Winding Road não envelheceram ou perderam sentido. Ao contrário. A obra deles se reinventa. Na minha cabeceira tem uma “bíblia” contando como cada letra foi composta. Gosto de ouvir Beatles assim, conhecendo os bastidores das músicas.
E não estou sozinha nesse submarine.
Como mostra o (fabuloso) documentário Eight Days a Week—The Touring Years, de Ron Howard, os Beatles pararam de fazer shows quando perceberam que já não conseguiam mais se escutar no palco—parte por causa da pobre estrutura nos estádios, parte por causa dos gritos histéricos das fãs.

Por que nos apaixonamos por determinada obra ou artista?

Por que um tipo de música me fala mais ao coração que outras?

Décadas depois do meu primeiro contato com The Beatles, Ticket to Ride ou The Long and Winding Road não envelheceram ou perderam sentido. Ao contrário. A obra deles se renova a cada etapa da minha vida. Na minha cabeceira tem uma “bíblia” contando como cada letra foi composta. Gosto de ouvir Beatles assim, conhecendo os bastidores das músicas.
E não estou sozinha nessa. Como mostra o (fabuloso) documentário Eight Days a Week – The Touring Years, de Ron Howard, os Beatles pararam de fazer shows quando perceberam que já não conseguiam mais se escutar no palco – parte por causa da pobre estrutura nos estádios, parte por causa dos gritos histéricos das fãs.

Que troço é esse?

O fã e pesquisador Rodrigo Corrêa arrisca um palpite: a música dos Beatles não tem territorialidade, e o que faz com que ela se perpetue são as pessoas. Foi um “estalo” que Rodrigo teve em 2009 durante o International Beatles Week no Cavern Club, na cidade inglesa de Liverpool (onde a banda surgiu). A “Band on the Run”, que Rodrigo integrava na época, tocou o repertório beatle junto a 40 bandas de diferentes países. Daí veio a ideia de promover eventos em Porto Alegre para reunir esse tipo de público. O Beatles Festival realizado em 2014 na Cidade Baixa reuniu 40 mil pessoas. O suficiente para lotar o Beira-Rio em dia de show como o do Paul.
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O aposentado Carlos Augusto, 70 anos, pertence ao que podemos chamar de primeira geração de fãs. Era adolescente quando The Beatles estouraram nas paradas de sucesso mundo afora. Naquela época “todo mundo era Beatle Futebol Clube”, ele lembra. Curiosamente, Carlos Augusto conheceu a música dos Fab Four num programa humorístico da TV. Ele e o irmão Marco Antônio se renderam! Deram um jeito de comprar os compactos simples que eram lançados antes do LP com duas músicas de trabalho. A primeira aquisição trazia If I fell, uma balada, e o rock I Feel Fine. Só que para curtir a novidade tinham que se esconder do pai, que era militar e não gostava nada daqueles “cabeludos” roqueiros.
Comprovando a teoria do Rodrigo Corrêa, de que são as pessoas que perpetuam a obra dos guris de Liverpool, em 2010 Carlos Augusto foi ao show de Paul McCartney com o filho Rodrigo. Nesta sexta-feira, vai com a irmã, Nelma – que por causa dos irmãos ouvia Beatles ainda no berço. Para essa turma, a sexta-feira 13 de outubro será um dia de sorte e felicidade.

Caderninho da repórter

Agora uma nota do caderninho de memórias da repórter. Aconteceu quando eu morava nos Estados Unidos e cobria a indústria do cinema em Los Angeles.
Pré-estreia de filme em Hollywood é assim: em frente a um cinema instalam o muito disputado red carpet por onde passam elenco, equipe técnica e convidados; os fãs e curiosos se aglomeram do outro lado da rua e ao longo do tapete vermelho ficam os jornalistas. É uma espera que sempre compensa: se não conseguirmos entrevistar todas as estrelas, sempre tem algum convidado com alguma novidade ou um papo interessante.
Pois numa dessas premières avistei Sean Lennon, filho de John e Yoko Ono. Ele me atendeu gentilmente quando gritei “Ei, Sean! Venha conversar com imprensa brasileira!”.
Ele veio para contar que estava trabalhando em um novo álbum, e que sua música tem muita influência da nossa. Falou dos Mutantes e Rita Lee, de Tom Jobim e Vinícius de Moraes.
“Você entende português?”, eu perguntei. “Eu entendi em alguns momentos, depois de alguns drinques eu acho que entendo, mas depois esqueço…”, disse Sean, rindo de si mesmo. E cantarolou: “É pau, é Pedro (sic), é o fim do caminho, é um pouco sozinho…”.
E eu não me contive: “Isso é um intercâmbio cultural: eu aprendi inglês ouvindo a música do teu pai”.

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Reportagem publicada em 11/10/2017 pelo

© 2017 Cia Jornalística J.C. Jarros.