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Porto Alegre, sábado, 28 de outubro de 2017.

Jornal do Comércio

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Edgar Lisboa

Repórter Brasília

Notícia da edição impressa de 27/10/2017. Alterada em 26/10 às 21h40min

Folha de pagamento

Renato Mollign

Renato Mollign


LUCIO BERNARDO JR./AGÊNCIA CÂMARA/JC
O deputado federal gaúcho Renato Molling (PP) comandará o colegiado da desoneração da folha de pagamento. O parlamentar foi eleito presidente na terça-feira, e já convocou uma reunião para a próxima semana, na terça-feira, às 15h, para que sejam aprovados alguns requerimentos. O relator da matéria é o ex-ministro do Turismo e deputado federal Orlando Silva (PCdoB-SP). O projeto do Executivo prevê o fim da desoneração da folha de pagamento para a maioria dos setores atualmente beneficiados. O parlamentar destaca que o ponto principal do projeto é identificar quem deve ou não estar na desoneração, e argumenta que hoje 56 setores contribuem pelo faturamento, e isso dá uma arrecadação que é a menor do governo.
Tem que merecer
"A gente sabe que todo mundo gostaria de pagar menos impostos, mas tem que merecer", avaliou o deputado. Segundo Renato Molling, "têm alguns setores que conseguem trabalhar perfeitamente, sem estar na desoneração. Isso nós vamos avaliar na convenção e fazer um filtro. O governo já preveniu alguns setores, e nós vamos aprofundar isso. Ver quem precisa ficar e quem não precisa ficar. Vamos fazer algumas audiências públicas para discutir essa questão", assinalou Molling.
Voltam a contribuir
O projeto prevê que voltam a contribuir, com alíquota de 20% sobre a folha, as empresas do ramo de tecnologia da informação, teleatendimento (call center), hoteleiro, comércio varejista; e alguns segmentos industriais, como de vestuário, calçados e automóveis. A contribuição sobre a receita bruta mensal ficará restrita apenas às empresas de transporte coletivo de passageiros rodoviário, metroviário (metrô) e ferroviário, construção civil, de obras de infraestrutura, e comunicação (como rádio, TV e prestação de serviços de informação).
Custos da desoneração
Conforme os cálculos do governo, a aprovação da proposta resultará em uma redução da renúncia fiscal da ordem de R$ 12,585 bilhões em 2018. Em 2019, segundo a justificativa, o montante será de R$ 13,580 bilhões; e em 2020, de R$ 14,639 bilhões. O governo alega que os setores preservados são intensivos de mão de obra.
 
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Comentários
Bruno Pedro Rech 28/10/2017 16h56min
É lamentável termos representantes gaúchos que não conheçam a realidade da indústria do vestuário, para dizer que não merece a desoneração da folha de pagamento. Principalmente da empregabilidade que representa a indústria do vestuário e principalmente da concorrência do Paraguai e dos países Asiáticos.