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Porto Alegre, quarta-feira, 18 de outubro de 2017.

Jornal do Comércio

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Edgar Lisboa

Repórter Brasília

Notícia da edição impressa de 19/10/2017. Alterada em 18/10 às 21h40min

Biscate político

Durante os dois dias da sessão da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara que avalia a segunda denúncia da Procuradoria-Geral da República contra o presidente Michel Temer (PMDB), os parlamentares da oposição tinham como alvo direto tanto na sessão como fora dela, o presidente da República. Já os governistas procuraram desqualificar Joesley Batista e Lúcio Funaro. O deputado federal gaúcho Alceu Moreira (PMDB) disse que "Temer está sendo julgado por uma delação mentirosa. Quem merece crédito?", indagou, ao criticar o ex-procurador Rodrigo Janot: "Um pinguço bêbado, num porão, numa distribuidora de bebidas, tomando um trago de canha com um advogado ou o presidente da República, contra quem não há absolutamente nada provado?", enfatizou Alceu Moreira, acrescentando que, "se esses argumentos não convencem, é porque vocês não querem esse convencimento. Vocês querem é o direito à retórica, porque a única verdade que vocês querem aqui é oportunidade de fazer biscate político", atacou.
País voltou a respirar
Na opinião do parlamentar, "querem que se diga que a economia vai mal, que temos 14 milhões de desempregados. Só não dizem que é do governo anterior, que queria implantar no Brasil o sistema venezuelano", assinalou o peemedebista. "Se alguém perguntar à população brasileira quem quer que volte aquela desgraça de ter uma inflação de 10,35%, de ter uma taxa Selic de 14,75%, as pessoas vão dizer que não. O que querem é uma economia que funcione, querem dizer que o País voltou a respirar outra vez, que a economia voltou a dar dignidade às pessoas", avaliou Alceu Moreira.
Interesse negocial
Alceu Moreira comentou as verbas de campanha e afirmou que tinha que admitir que uma empresa privada, que "patrocina a grande maioria dos parlamentares deste congresso, tem interesse negocial depois". Na opinião do parlamentar, "significa que, em muitos momentos desta casa, os mandatos se misturam com ponto comercial. Nada inusitado, estranho. A Constituição e alguém aqui, com argumentação, inclusive com bela educação acadêmica, me diz que não há afronta à Constituição. O §4º do artigo 56 diz que um presidente não pode ser processado senão por crime cometido durante o mandato. Qual o crime que cometeu Michel Temer durante o mandato?", questionou.
Poder e influência
O deputado federal gaúcho Pompeo de Mattos (PDT) alertou que a população, antes de dar o voto a alguém, tem que ver quem está elegendo. Lembra que quem tem o poder tem a influência. "Foi o poder que devolveu ao Poder Aécio (Neves, PSDB)." O parlamentar diz que as denúncias contra o presidente Temer são bem graves e que a sociedade tem que ficar de olho nos deputados. "Há deputados aqui que vão votar com Temer, até porque também estão denunciados no Supremo. E, mais do que isso, aqui também tem o toma lá, dá cá."
 
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