Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, quarta-feira, 18 de outubro de 2017. Atualizado às 11h06.

Jornal do Comércio

Colunas

COMENTAR | CORRIGIR
Edgar Lisboa

Repórter Brasília

Notícia da edição impressa de 17/10/2017. Alterada em 16/10 às 21h42min

Reforma tributária

Desde que o Brasil começou a debater a reforma tributária com maior intensidade, no início dos anos 1990, as dificuldades e a falta de decisão política, de parlamentares e governo, faz com que o projeto ande a passos lentos. Na onda das reformas trabalhista e da Previdência, a reforma tributária ganhou fôlego e velocidade. Mas durou pouco. Aquela vontade de aprovar uma nova reforma tributária parece que começou, de novo, a andar mais devagar. Entre as propostas, a defesa de um grande Imposto sobre Valor Agregado (IVA), federal, no País, que já foi derrubado há 20 anos, quando a Câmara dos Deputados pretendia instituí-lo. Houve uma ferrenha oposição de Roberto Campos, ex-ministro da Fazenda.
Difícil votar agora
Alguns economistas e políticos avaliam que, agora, seria o grande momento para votar a reforma tributária. O deputado federal gaúcho Afonso Motta (PDT) não concorda com isso. Ele disse que acompanha de perto o trabalho do relator Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR), e não acredita numa votação desta envergadura neste momento. Afirma que, "enquanto não distensionar, a gente não tiver um rumo aí e puder ver as consequências de todo esse momento, não acredito, de forma nenhuma, que possa ser votado, porque tem uma questão de cenário para ser resolvida". Na opinião de Afonso Motta, as coisas estão acontecendo muito rápidas. "Assim, se decidem que arquivam o pedido em relação ao presidente Michel Temer (PMDB), há uma espécie de negociação branca, alguma coisa que possa ser possível, aí sim. Mas, por enquanto, não vejo isso agora. Temos que ver primeiro o que vai acontecer. E isso pode levar de 15 a 20 dias", prevê o parlamentar.
Retorno de Aécio
Quanto à situação do retorno de Aécio Neves (PSDB-MG), que o Supremo Tribunal Federal (STF) transferiu a responsabilidade ao Parlamento pela decisão, Afonso Motta acredita que fica cada vez mais difícil o tucano reassumir as funções de senador, porque "vai ter um grande constrangimento por parte dos senadores, pois seriam acusados de votar em causa própria, ainda mais com voto aberto. Há incertezas", concluiu.
Fazendo cálculos
Para o deputado federal gaúcho Paulo Pimenta (PT), o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), está fazendo os cálculos. Se, pelos cálculos, ele conseguir chegar aos 342 votos necessários para que seja aceita a denúncia da Procuradoria-Geral da República contra Michel Temer em plenário, "ele vai tocar". O presidente da Câmara está fazendo sondagens, e dizendo claramente que topa a denúncia se tiver os votos. "Ele está fazendo o mapa. Se sentir que tem os votos, ele encara." Na opinião de Paulo Pimenta, Maia tem boa chance de conseguir os votos necessários. O mais importante no momento, segundo o parlamentar, "é que Rodrigo Maia deu sinais de que pode ser uma alternativa, e está vendo como isso reage. Durante a semana, vai continuar fazendo os cálculos para ver se tem chance", acentuou.
Curta
A Frente Parlamentar Mista de Prevenção à Violência, de iniciativa da deputada federal gaúcha Yeda Crusius (PSDB), faz a sua primeira reunião hoje, no Plenário 16, Anexo II da Câmara dos Deputados.
 
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Ari Bruno Lorandi 18/10/2017 09h09min
Edgar Lisboa mostra que continua desinformado e usando comentários de parlamentares desinformados. Errou no caso Aécio e nada a ver a análise sobre o presidente da Câmara trabalhar para aceitar a denúncia contra Temer.
Jorge 17/10/2017 10h47min
Simplificar o sistema tributário, destinando a cada unidade da federação os recursos necessários para atender adequadamente as suas atribuições. Exemplo: União - Imposto sobre movimentações e operações financeiras. Estados - Imposto sobre a venda de produtos e serviços. Municípios - Imposto sobre bens imóveis. Previdência - Contribuição previdenciária individual. "Simples, três impostos e uma contribuição".