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Porto Alegre, domingo, 05 de novembro de 2017.

Jornal do Comércio

Empresas & Negócios

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opinião

Notícia da edição impressa de 06/11/2017. Alterada em 03/11 às 18h10min

Design estratégico é caminho para a inovação

Manu Nascimento
Pensar o futuro nunca fez tanto sentido. E quando diz respeito às organizações, isso se torna imprescindível. Inovar em produtos e serviços, oferecendo novas experiências, é essencial para alcançar um público tão exigente como o atual. Para isso, empresas estão realizando mudanças internas, com análises profundas em seus processos organizacionais.
Exemplos como a Nintendo, que fez do Nintendo Wii, um console de entretenimento acessível a todos por meio da socialização, ou ainda a Whole Foods Market, que transformou a escolha por uma nutrição saudável em uma experiência única, são provas de que a mudança de processos é necessária por toda e qualquer empresa que deseja continuar no mercado. Para alcançar essas mudanças, o Design Estratégico tem demonstrado que é possível, com uma perspectiva orientada à gestão, pensar o futuro como algo presente e projetar oportunidades de negócios até então inexploradas.
Atuante nas áreas de comunicação e marketing para agregar valor estético e funcional aos produtos e serviços, o design pode ser executado estrategicamente nas organizações. Em nível estratégico, tem como princípio a preocupação com toda a cadeia de valor, além de prezar em seus processos pela geração de empatia, cocriação, colaboração e aprendizado. Trabalhando as lideranças e equipes, o Design aplicado à Gestão faz com que processos tradicionais sejam repensados e potencializados.
O ponto de partida dá-se na compreensão de dois cenários: externo competitivo e cultural. O Design Estratégico não está preocupado apenas com a forma em função dos produtos e serviços, mas sim em gerar soluções que façam sentido a todos os atores entorno das organizações (colaboradores, fornecedores, mercado e sociedade). Sua forma de agir acaba por complementar as práticas tradicionais da gestão, na medida em que busca um equilíbrio entre a lógica analítica da administração com a lógica exploratória do design. Desse modo, a gestão do design cultiva a inovação e a criatividade dentro das empresas que, além de focar seus esforços para gerações de soluções inovadoras, acabam potencializando suas capacidades para a identificação de novas oportunidades de negócios.
O objetivo do Design Estratégico é identificar oportunidades de melhorias nos setores de uma empresa engajando líderes e equipes nesse processo. A colaboração é a palavra-chave para que a identificação de oportunidades seja feita e as melhorias, implantadas. Três estágios ajudam na implantação do Design Estratégico: o Conceito, o Props e o Empreendimento. A partir desses estágios, é gerada uma trilha do movimento, que visa envolver lideranças, stakeholders, especialistas e parceiros num diálogo cocriativo e construtivo, envolvendo diversas áreas. Para implantação devem-se levar em conta a formulação de perguntas, a prospecção de tendências e sinais, a especulação de visões do futuro, a projeção de territórios e conceitos e a experiência de modelos.
O Design Estratégico, quando bem aplicado, encontra soluções, engaja líderes, equipes e parceiros, proporciona evoluções nos processos operacionais e de gestão, promove redução de custos, e oferece produtos e serviços eficazes, inovadores e que façam sentido para a vida das pessoas.
 Mestre em Design Estratégico econsultora da Prisma Resultados
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