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Porto Alegre, domingo, 05 de novembro de 2017.

Jornal do Comércio

Empresas & Negócios

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Com a palavra

Notícia da edição impressa de 06/11/2017. Alterada em 03/11 às 18h13min

Grupo Marpa investe na área tributária

Valdomiro Gomes Soares

Valdomiro Gomes Soares


CLAITON DORNELLES /JC
Carolina Hickmann
Com 30 anos de atuação, o grupo Marpa, prepara-se para abrir uma filial no principal centro econômico do País, a cidade de São Paulo, que já detém 30% dos trabalhos realizados pela empresa. Sem citar valores, o presidente, Valdomiro Soares, afirma que "chegarão bem" no segundo estado no qual o grupo contará com escritório - atualmente, existe uma sede física em Maringá, no Paraná, além de Porto Alegre. A empresa conta com representantes em Passo Fundo, Pelotas, Jaguarão, Lajeado; e também na Grande São Paulo, no Rio de Janeiro e no Distrito Federal.
Por outro lado, o momento atual da marca é especial por outro motivo. A vice-presidente do grupo, Rosemari Silva Soares; o responsável comercial pela Marpa Marcas e Patentes e diretor da Marpa Virtual, William Silva Soares; a diretora financeira e administrativa do grupo, Greice Silva Soares; e o diretor tributário, Michael Silva Soares, são, respectivamente, esposa e filhos do gestor, que preocupou-se em estabelecer parâmetros para as futuras gerações entrarem no grupo e já preparou seus herdeiros para a sucessão da empresa.
Empresas & Negócios - Como está o planejamento de sucessão da empresa?
Valdomiro Gomes Soares - Estamos preparando a segunda geração há cinco anos. Hoje, cada um assume uma área dentro da empresa. Eles farão a parte executiva, com mais dois ou três gestores. Minha esposa e eu, o presidente e a vice-presidente, montaremos um conselho. Isso está programado para 2022.
Empresas & Negócios - Onde estão concentrados os maiores investimentos atualmente?
Soares - Está na área tributária, que foi assumida pelo meu primogênito, o Michael. Estamos com investimento significativo em uma filial em São Paulo, não revelamos valores, mas lá não pode ser pequeno. Está previso para o final do ano que vem. Se não chegarmos bem estruturados, seremos só mais um, e essa não é a nossa política. Cerca 30% de nossa operação já está em São Paulo.
Empresas & Negócios - Os empreendedores confundem registro de marca e Junta Comercial?
Soares - Sim, bastante, e é diferente. Nós estamos ligados ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi), mas ele não tem um trabalho de divulgação importante. Quem difunde essas boas práticas são as próprias empresas do segmento, como a Marpa. Há 30 anos, diria que o empresário não tinha cultura alguma de registro de marca. Hoje, está um pouco mais atento, especialmente nas empresas de maior porte. Mensalmente, temos duas mil empresas abertas, e digo que nem 5% registra a sua marca. Se dá problema e há registro na Junta Comercial, existe uma discussão judicial, mas pode ser que tenha que tirar a marca do mercado e arcar com esse prejuízo no processo. Para trocar uma marca, mesmo que conhecida apenas em um bairro, englobam-se muitos valores.
Empresas & Negócios - Quais são os segmentos que compõem a carteira de clientes da Marpa em patentes?
Soares - O maior volume de patentes de inovação é na área de tecnologia, e também metalmecânica. No agrobusiness não tem crise, então muitas inovações surgem na área de maquinário agrícola. A Tecnologia da Informação (TI) é a mais numerosa e evolui muito rapidamente. As maiores brigas judiciárias também aparecem por lá. Em uma época, elas estavam no segmento de confecções. Hoje, se procurarmos uma marca livre nesta área, é difícil, tudo tem registro ou está encaminhado. A área de alimentos está em uma situação semelhante.
Empresas & Negócios - Como está o trabalho da Marpa Virtual, tendo em vista que a internet costuma ser tratada como uma "terra sem lei"?
Soares - A criamos em razão da demanda de nossos clientes por registro de domínio e criação de sites. Se não tivermos atualizados e atentos às mudanças que vêm com a tecnologia, estamos fadados a ficar para trás. Hoje, ela atende também a aplicativos, mas esse segmento está igual à internet e suas redes sociais: não existe uma portaria para regulamentar e isso dificulta. É possível colocar o que quiser e fazer do jeito que bem entender. Quem se sentir lesado precisará entrar na Justiça.
Empresas & Negócios - E para o setor, qual é o maior imbróglio?
Soares - O próprio órgão federal. Para dar o registro de uma marca, demora cerca de quatro anos. Sempre valendo o registro que estiver na frente, pelo princípio da anterioridade. Caso haja descumprimentos de prazos, o segundo é o prioritário. Aí está a importância de uma empresa que faça a gestão desses prazos. Qualquer pessoa pode fazer o registro sozinha, mas é importante que haja uma empresa por trás que entenda esses tramites. É como um processo judicial, tudo é publicado na Revista da Propriedade Industrial (RPI) semanalmente, dali saem os prazos. São mais de 60 mil publicações toda a terça-feira. Se não existe controle de prazo, tu estás fadado a perder o registro.
Empresas & Negócios - Qual é o principal motivo da quebra?
Soares - É justamente a perda de prazo, mas também acontece bastante é que estamos passando por uma crise. As empresas colocarm a marca no mercado e, diante da adversidade econômica, acabam desistindo da marca. Não existe uma estimativa de quebra, nem o próprio órgão daria isso, mas são vários fatores, e o mais comum é falta de interesse na marca, por terem mudado ou pela crise.
 
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