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Porto Alegre, domingo, 29 de outubro de 2017.

Jornal do Comércio

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Responsabilidade Social

Notícia da edição impressa de 30/10/2017. Alterada em 27/10 às 19h40min

Parceiros, voluntários e jovens

Fórum Tribos nas Trilhas da Cidadania, da ONG Parceiros voluntários, que envolve nove mil estudantes na escola estadual Liberato Salzano Vieira da Cunha

Fórum Tribos nas Trilhas da Cidadania, da ONG Parceiros voluntários, que envolve nove mil estudantes na escola estadual Liberato Salzano Vieira da Cunha


CLAITON DORNELLES /JC
Carolina Hickmann
Formar lideranças que possam contribuir para um futuro próspero é o desafio e a meta do programa Valores da Educação, coordenado pela ONG Parceiros Voluntários, que comemora 20 anos neste ano. Vinculada ao programa, a ação Tribos na trilha da cidadania tem chancela da Unesco e vem, há 11 anos, transformando realidades e promovendo a consciência social. Na edição deste ano, foram 268 escolas públicas e privadas do Estado envolvidas em projetos sociais voltados à promoção e ao bem-estar da comunidade na qual os jovens estão inseridos.
A fundadora da ONG e presidente voluntária, Maria Elena Johannpeter, lembra que criou a organização após estudar um programa criado pelo sociólogo colombiano Bernardo Toro, sobre mobilização social e criação de lideranças. "Temos vários jovens que hoje estão no mercado de trabalho fazendo a diferença, e acredito que, pela vivência e interação com o outro iniciada no projeto, a maior parte são líderes ligados às humanidades", diz, orgulhosa. Em 20 anos, são mais de 2,3 mil organizações sociais atendidas e 4,5 mil jovens capacitados pela metodologia Tribos da cidadania, que está organizada nos segmentos de meio ambiente, educação para a paz e cultura.
Na edição deste ano do projeto, Maria Elena comemora o envolvimento dos jovens, que tomaram o protagonismo da organização do Fórum das Tribos, evento de encerramento das atividades, que aconteceu na terceira sexta-feira de outubro na Escola Estadual Liberato Salzano Vieira da Cunha. "No início, a Parceiros precisava tomar a frente; hoje, são os jovens", comenta, lembrando que esta era a intenção inicial do projeto para a ação que reúne jovens de cinco a 20 anos.
Os alunos da escola que sediou o evento trabalharam ao longo do ano letivo na trilha da educação para a paz. Eles organizaram visitas mensais à Casa Lar do Cego Idoso, ligada à Associação de Cegos Louis Braille, nas quais preparam o chá da tarde e interagem com os moradores do local. Uma das professoras responsáveis pelos trabalhos, Ana Maria Reinchardt comenta que nota diferença na formação de pensamentos daqueles que acompanham o grupo. "Eles acabam tornando-se cidadãos ativos das mudanças que eles mesmos notam necessárias na comunidade", conta.
Além disso, Maria Elena explica que os estudantes envolvidos recebem anualmente certificado com o número de horas voluntariadas como meio de valorizar seu desempenho. "Isso também é currículo. Muitos jovens vão tentar cursos ou bolsas que cobram o envolvimento com a comunidade", lembra a idealizadora do projeto. Outras habilidades são postas à prova pela ação, diz, como o trabalho em grupo, que também são estimuladas a partir da iniciativa.
Cerca de 80% das escolas participantes são públicas, entre elas, além da Liberato Salzano, está a Escola Estadual de Ensino Fundamental Oscar Schimitt, que atua na área de sustentabilidade ao criar uma horta comunitária, integrada a uma cozinha sustentável. Os próprios alunos participam ativamente da compra de mudas e preparo de alimentos. "Esse foi o jeito que encontramos para melhorar a realidade difícil de nossa escola", comenta, emocionada, a professora Maria Cristina de Oliveira.
Para Maria Elena, mais do que o bem de transformar realidades pontuais, sua intenção com o projeto é também a criação da cultura de voluntariado. Anteriormente ao envolvimento dos jovens na ONG, diz, quem os procurava para participar dos voluntariados eram pessoas de 40 anos. A constatação fez com que surgisse a parceria com escola no sexto ano de atividades da organização. "Hoje, temos voluntários a partir de cinco anos, que são a nossa caderneta de poupança, para que, quando formos procurados aos 40 anos, já tenham o voluntariado como atitude", comenta a presidente da instituição.
As escolas que desejarem participar das atividades podem consultar o regulamento do programa e se inscrever através do site da instituição, http://www.parceirosvoluntarios.org.br/tribos/.
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