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Porto Alegre, quarta-feira, 13 de setembro de 2017. Atualizado às 12h33.

Jornal do Comércio

Política

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investigação

Alterada em 13/09 às 12h36min

Garotinho é preso quando apresentava programa de rádio no Rio de Janeiro

Ele teve prisão domiciliar decretada em operação que apura compra de votos em eleição para prefeito

Ele teve prisão domiciliar decretada em operação que apura compra de votos em eleição para prefeito


LEONARDO PRADO/AGÊNCIA CÂMARA/JC
Folhapress
O ex-governador do Rio Anthony Garotinho (PR) foi preso na manhã desta quarta-feira (13) por agentes da Polícia Federal quando apresentava seu programa diário na rádio Tupi, em São Cristóvão, zona norte da capital fluminense.
Três agentes cumpriram mandado que determinava a prisão domiciliar do ex-governador quando o programa estava no ar, por volta das 10h30min. Um apresentador substituto teve de conduzir os 30 minutos finais do programa.
Garotinho foi levado pelos agentes para Campos dos Goytacazes, cidade a 270 quilômetros do Rio, onde o político mora com sua mulher, a também ex-governadora Rosinha.
Ele teve prisão domiciliar decretada no âmbito da Operação Chequinho, que apura suposta compra de votos na eleição para a prefeitura de Campos, em 2016, por meio do programa social Cheque Cidadão.
O processo corre no Tribunal Regional Eleitoral. Garotinho chegou a ter prisão cautelar decretada em novembro do ano passado, um dia antes de ser preso o também ex-governador do Rio Sérgio Cabral, em outro processo, neste caso da Lava Jato.
Garotinho era acusado de usar seu programa de rádio e seu blog pessoal para pressionar testemunhas e difamar integrantes do Judiciário durante o processo.
Na ocasião, o político alegou questões de saúde e foi levado ao hospital antes de ser encaminhado à detenção. Dias depois, conseguiu no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) liminar que derrubou a prisão e não precisou passar um dia sequer no cárcere.
Garotinho obteve também junto ao TSE a revogação da medida que o impedia de citar envolvidos no processo no blog e na rádio.
A reportagem apurou que o processo estava prestes a ter decisão proferida em primeira instância, mas ainda não teve acesso ao pedido de prisão desta quarta-feira (13).
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