Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, terça-feira, 12 de setembro de 2017. Atualizado às 15h21.

Jornal do Comércio

Política

COMENTAR | CORRIGIR

Dinheiro público

Notícia da edição impressa de 12/09/2017. Alterada em 12/09 às 15h26min

Bancada gaúcha gasta R$ 486 mil com combustível

Lívia Araújo
Entre os meses de janeiro e maio, os deputados federais gaúchos ressarciram um total de R$ 486.182,80 com despesas de combustível e troca de óleo, em 2.956 notas fiscais ressarcidas pela verba de gabinete fornecida pela Câmara dos Deputados. O tíquete-médio dos parlamentares do Estado em postos de serviços foi de R$ 223,34. O maior volume gasto pertence ao deputado federal gaúcho Afonso Motta (PDT), que tem base eleitoral no município de Alegrete, na Fronteira-Oeste do Estado. Em 179 reembolsos, Motta ressarciu um total de R$ 26.638,79 da Câmara.
O maior gasto médio, de R$ 1.459,52, é de Renato Molling (PP), que foi prefeito de Sapiranga entre 1997 e 2004. Ele fez 18 ressarcimentos de valores maiores, em um total de R$ 26.261,60. Uma das notas fiscais entregues por Molling à Câmara foi de R$ 6 mil, única despesa ressarcida no mês de março, referente a três abastecimentos de 1.384 litros de gasolina comum e outros três de 420 litros de gasolina aditivada no Posto das Rosas, em Sapiranga.
Outros deputados que também efetuaram outros 18 gastos em postos que superam os R$ 1.000,00 foram Assis Melo (PCdoB), Mauro Pereira (PMDB), Onyx Lorenzoni (DEM) Paulo Pimenta (PT), e Yeda Crusius (PSDB). Isso não necessariamente representa valores totais de ressarcimento elevados.
O deputado federal gaúcho José Otávio Germano (PP), cuja base eleitoral fica em Cachoeira do Sul, foi o que menos gastou com a rubrica. Ele ressarciu da Câmara um total de R$ 3.987,95, em 24 ressarcimentos. O gasto médio mais baixo pertence a Marco Maia (PT), que foi de R$ 93,37. Ele gastou um total de R$ 18.206,83 e também foi o que fez mais ressarcimentos, em um total de 195. Maia tem sua base em Canoas.
Cada um dos 513 deputados federais dispõe, mensalmente, de uma cota parlamentar variável por Estado. No caso do Rio Grande do Sul, o valor total por mês, por deputado, é de R$ 40.875,90. O parlamentar envia a nota fiscal da despesa para a Câmara e recebe o reembolso.
Esse valor não faz parte do salário dos deputados federais, que é atualmente de R$ 33.763,00, sem contar o auxílio-moradia de R$ 4.253,00 para aqueles que não ocupam apartamento funcional.
Gastos dos deputados federais gaúchos com combustíveis - Janeiro a Maio de 2017
Deputados Gastos com combustíveis
Afonso Hamm (PP) R$ 9.997,72
José Otávio Germano (PP) R$ 3.987,95
Yeda Crusius (PSDB) R$ 5.444,73
José Fogaça (PMDB) R$ 7.795,13
Covatti Filho (PP) R$ 7.873,95
Darcísio Perondi (PMDB) R$ 8.538,01
João Derly (Rede) R$ 8.715,01
Sérgio Moraes (PTB) R$ 10.352,81
Jones Martins (PMDB) R$ 11.531,38
Heitor Schuch (PSB) R$ 11.610,53
Giovani Cherini (PR) R$ 11.982,00
José Luiz Stédile (PSB) R$ 13.281,62
Paulo Pimenta (PT) R$ 14.501,18
Pepe Vargas (PT) R$ 15.913,43
Maria do Rosário (PT) R$ 16.042,73
Henrique Fontana (PT) R$ 16.572,31
Pompeo de Mattos (PDT) R$ 16.596,36
Onyx Lorenzoni (DEM) R$ 17.304,16
Jerônimo Goergen (PP) R$ 17.448,03
Alceu Moreira (PMDB) R$ 17.507,43
Marco Maia (PT) R$ 18.206,83
Luiz Carlos Heinze (PP) R$ 18.774,43
Carlos Gomes (PRB) R$ 19.090,86
Bohn Gass (PT) R$ 19.145,36
Danrlei (PSD) R$ 19.496,74
Assis Melo (PCdoB) R$ 19.826,16
Cajar Nardes (PR) R$ 23.306,79
Mauro Pereira (PMDB) R$ 25.819,55
Renato Molling (PP) R$ 26.271,60
Marcon (PT) R$ 26.609,22
Afonso Motta (PDT) R$ 26.638,79
Total: R$ 486.182,80
Fonte: Câmara dos Deputados
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Rui Leopoldo Saueressig 12/09/2017 12h10min
Chegou a hora de corrigir este descontrole financeiro. Não importa se foi votado, se existe lei que permita gastos deste tipo.... assim como numa empresa, ajustes devem ser feitos sempre que houver a necessidade de reduzir custos....No privado corta-se folha, corta-se marketing, corta-se investimentos, corta-se manutenção e corta-se gastos com veículos. Na administração não deve ser diferente porque em algum tempo votou-se uma lei.... AJUSTE-SE AO MOMENTO !!