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Porto Alegre, terça-feira, 12 de setembro de 2017. Atualizado às 23h42.

Jornal do Comércio

Opinião

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editorial

Notícia da edição impressa de 13/09/2017. Alterada em 12/09 às 20h52min

Mais um capítulo da Lava Jato atrai a atenção do País

O esperado depoimento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao juiz Sérgio Moro, em Curitiba, que será realizado hoje, salvo reviravolta jurídica, algo comum no Brasil, é mais um capítulo da Lava Jato a atrair a atenção do País. A operação tem o apoio da maioria da população.
Por outro lado, é certo que militantes petistas e apoiadores do ex-presidente estarão na capital do Paraná. Por isso, medidas de segurança foram tomadas. Há acampamentos improvisados no entorno da Justiça Federal.
As críticas a procuradores, imprensa e Justiça não ajudam Lula, segundo os observadores da cena político-jurídica nacional. O ex-presidente insiste em falar que as acusações não procedem. Sua defesa argumenta que há perseguição, apesar dos testemunhos, inclusive do ex-ministro e amigo Antonio Palocci (PT).
É importante observar que os procedimentos da Justiça estão sendo respeitados, isto é, seguem o processo legal, mesmo que isso incomode a muitos, principalmente os que estão sendo indiciados.
Mudar o rito conforme o desejo deste ou daquele acusado não seria razoável, isso sim causaria desconfiança na opinião pública. Agora e até o fim da Lava Jato, o juiz Sérgio Moro tem que manter o modelo que vem adotando há três anos, guiando-se pelo cumprimento das leis.
A opinião pública, no geral, sente-se saturada com tantas e sistemáticas acusações, com o entra e sai da cadeia, com delações ditas de favorecimento de uma das partes e envolvendo até mesmo um agora ex-membro da Procuradoria-Geral da República, Marcelo Miller.
Por isso, a transparência legal e a divulgação sistemática dos fatos apurados são necessidades que os responsáveis pela Lava Jato devem continuar seguindo.
O encaminhamento de processo contra o ex-mandatário da nação tem gerado tantas controvérsias que fica difícil ao cidadão comum, preocupado com sua faina diária laboral e familiar, avaliar com exatidão o que está acontecendo.
A inspiradora da Lava Jato, a Operação Mãos Limpas, na Itália, completou 25 anos em 2017. A investigação de uma rede de cobrança de propinas no país europeu levou pelo menos 3 mil pessoas à cadeia e investigou cerca de 500 parlamentares, empresários e seis primeiros-ministros.
Mas os procuradores italianos que combateram e preveniram a corrupção alertam para o legado negativo da Mãos Limpas. Dizem que a Itália não ficou menos corrupta depois da operação e lançam um alerta para o Brasil: a Lava Jato não vai curar o País. Mas a esperança dos brasileiros é a de que as práticas criminosas no País serão bastante reduzidas.
A Operação Mãos Limpas começou em 1992, quando um funcionário público de pouca projeção chamado Mário Chiesa foi preso após receber propina de empresa que mantinha contratos com o governo. O que parecia um pequeno caso de corrupção logo se transformou no maior escândalo político recente da Itália.
A investigação dos juízes italianos chegou a uma rede de corrupção que cobrava propina em contratos com governos e que beneficiava os partidos políticos.
A operação durou pelo menos quatro anos e transformou o cenário político da Itália. Por aqui, o que os brasileiros querem é que a corrupção seja punida, não interessando o partido dos culpados. A corrupção tem que ser combatida sempre. Basta de desvios do dinheiro que é da sociedade. A impunidade só estimula a que se repitam essas ações criminosas.
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