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Porto Alegre, sexta-feira, 08 de setembro de 2017. Atualizado às 18h25.

Jornal do Comércio

Opinião

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editorial

Notícia da edição impressa de 06/09/2017. Alterada em 05/09 às 19h46min

Instituições fortes ajudarão a superar a crise no País

Estamos chegando ao 7 de Setembro, dia da Independência do Brasil. Com certeza, já passamos por dias melhoras quando da data magna do País. As notícias cotidianas envolvendo delações, suborno para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro em 2016, malas de dinheiro, versões fantasiosas e desmentidos são a rotina nacional, tristemente.
No entanto temos que unir forças e realimentar os ideais que levaram Dom Pedro I a proclamar a nossa independência de Portugal, em 1822. São 195 anos construindo uma nação, a qual, a partir de 1889, preconizou Ordem e Progresso em sua bandeira republicana.
Os problemas enfraquecem e eclipsam a razão de milhões de nós. As previsões ainda indicam um pífio aumento da economia de 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2017. A inflação e os juros - nova baixa nesta quarta-feira, segundo pesquisas - estão em queda, um consolo para quem vive tantas agruras.
Nestes quase dois séculos de independência, não conseguimos - como todos desejam - moldar uma nação forte, consolidada e mantendo trajetória de inclusão social, muita educação, saúde e segurança, aspirações máximas dos brasileiros.
Assim vivemos um ano de 2017 embalados por números desanimadores, com 13,6 milhões de desempregados. E para a tristeza geral da nação, a quase rotineira revelação de ligações perigosas e incestuosas entre empreiteiras e estatais, incluindo ministérios.
Para piorar o quadro, agora foi citado o nome de até um ex-procurador da República, além de ilações culposas sobre ministros do Supremo Tribunal Federal, algo que ninguém admite ser verdade. Aliás, por isso mesmo, delações premiadas agora não são mais confiáveis totalmente, segundo o procurador-geral da República, Rodrigo Janot.
Enquanto as reformas não surtem os efeitos desejados, porque ainda não foram aprovadas pelo Congresso Nacional ou porque não entraram em vigor, vamos mantendo a esperança em dias melhores, nos três níveis de governo, União, Estado e prefeitura de Porto Alegre, com déficits crônicos.
Muitos estão céticos quanto às projeções favoráveis dos números da economia, começando pela indústria. O Brasil ainda depende das exportações, hoje com surpreendente saldo positivo na balança comercial, que poderá chegar ao final do ano com mais do que US$ 50 bilhões de superávit. Por isso o Brasil tem que avançar em meio às dificuldades.
Não se pode só lastimar quando o Executivo, o Legislativo e o Judiciário estão funcionando e cumprindo as suas finalidades Os Poderes são independentes, porém harmônicos, vale lembrar. E essa harmonia deve ser usada em prol dos superiores interesses do Brasil. Só tumultuar e criticar não resolverá nada. Dentro da lei e da ordem, podemos mudar o que julgamos errado.
Nesta data magna da nacionalidade, só nos resta trabalhar ainda mais pela nação. Afinal, ela é um espelho, um corte vertical da sociedade, de todos nós, com as nossas virtudes e defeitos.
A independência real que almejamos virá quando tivermos inclusão social plena, quando os campos, a indústria e o comércio estiverem alimentando, produzindo e vendendo bem, gerando empregos para todos que desejarem trabalhar.
É isso o que desejamos. Só aí teremos, realmente, um Brasil altaneiro, espelhando a pujança das nossas potencialidades em benefício de todos.
 
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