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Porto Alegre, terça-feira, 12 de setembro de 2017. Atualizado às 23h42.

Jornal do Comércio

Internacional

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Crise Diplomática

Notícia da edição impressa de 13/09/2017. Alterada em 12/09 às 20h52min

EUA sentirão 'a maior dor da história', diz Pyongyang

Resolução aprovada foi mais branda do que a desejada por Washington

Resolução aprovada foi mais branda do que a desejada por Washington


/KENA BETANCUR/AFP/JC
Após rejeitar a resolução do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) que impôs novas sanções a Pyongyang, a Coreia do Norte disse ontem que os Estados Unidos sentirão em breve "a maior dor que já experimentaram em sua história". Presente na Conferência de Desarmamento, promovida pela ONU, o embaixador da Coreia do Norte em Genebra, Han Tae Song, afirmou que o desenvolvimento da força nuclear de Pyongyang está em fase de finalização e que os EUA estão obcecados em reverter esse avanço.
"O regime de Washington disparou um confronto político, econômico e militar, está obcecado com o jogo selvagem de reverter o desenvolvimento de força nuclear pela Coreia do Norte, que já atingiu a fase de finalização", afirmou Tae Song, que garantiu que "as próximas medidas da Coreia do Norte farão com que os EUA sofram a maior dor que já experimentaram em sua história".
Na segunda-feira, o Conselho de Segurança aprovou uma resolução que determinou novas sanções contra a Coreia do Norte, mas não previu proibição às exportações de petróleo ao país, como queriam os Estados Unidos. Foi a oitava rodada de sanções aprovada contra o país asiático por seu programa nuclear desde julho de 2006 - a metade delas ocorreu no último ano e meio.
De última hora, o governo norte-americano cedeu e apresentou um texto menos duro para ter o apoio da China, aliada do regime norte-coreano, e da Rússia. A nova resolução proíbe exportações do setor têxtil pela Coreia do Norte e a venda de gás natural para o país. Em relação ao petróleo, a decisão foi de colocar um limite nas exportações do óleo refinado ao país, de 2 milhões de barris por ano. Segundo a Agência de Informação de Energia norte-americana, isso vai representar um corte de cerca de 10% do petróleo que Pyongyang hoje importa da China.
Washington tinha pedido, na última semana, que o conselho aprovasse sanções "mais duras possíveis" após o regime fazer o seu sexto e mais potente teste com bomba nuclear, no dia 3 de agosto.
O texto aprovado também não impõe uma proibição de viagem nem congela os bens do líder Kim Jong-un, como estava no primeiro rascunho norte-americano. A resolução determina que todos os países inspecionem navios que entram e saem de portos norte-coreanos em busca de materiais que possam servir para pesquisa ou desenvolvimento militar, mas não autoriza o uso da força contra navios que não permitam a inspeção.
 
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