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Porto Alegre, segunda-feira, 11 de setembro de 2017. Atualizado às 22h46.

Jornal do Comércio

Internacional

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Estados Unidos

Notícia da edição impressa de 12/09/2017. Alterada em 11/09 às 22h01min

Após rastro de destruição, Irma é rebaixado a tempestade tropical

O Irma, que chegou a ser classificado como furacão de categoria 5 - a mais alta existente -, foi rebaixado ontem para o status de tempestade tropical enquanto avançava pelo estado da Flórida, nos Estados Unidos, onde ao menos três pessoas morreram por causa do fenômeno. Apesar de perder força, o Irma continua provocando estragos nos EUA. Segundo autoridades norte-americanas, aproximadamente 4,5 milhões de casas e empresas estão sem energia elétrica na Flórida.
Às 8h locais (9h de Brasília), os ventos alcançavam a velocidade máxima de 110km/h - bem abaixo dos mais de 200km/h registrados no fim de semana. De acordo com o Centro Nacional de Furacões (NHC), o olho do furacão estava, na manhã de ontem, 170 quilômetros ao Norte de Tampa. O instituto afirmou que há possibilidade de novas inundações "que representam ameaças à vida".
"Permaneçam dentro de casa e seguros", disse o governador da Flórida, Rick Scott, após a perda de força do Irma. Ele afirmou que a combinação "de uma tempestade perigosa com a maré provoca, normalmente, inundações nas áreas secas próximas à costa".
Na manhã de domingo, o Irma atingiu a área de Flórida Keys como furacão de categoria 4. Quase 6,3 milhões de pessoas receberam ordem para abandonar suas casas em todo o estado.
O presidente norte-americano, Donald Trump, declarou estado de catástrofe natural na Flórida, medida que permite ao governo desbloquear verbas e recursos federais suplementares para socorrer a península afetada pelo Irma. "Neste momento, estamos preocupados com as vidas e não com os prejuízos", disse Trump, após uma reunião com funcionários da Segurança Nacional e de gestão de emergências. Ele prometeu viajar para a Flórida "muito em breve".
O serviço meteorológico privado Accuweather calculou que os danos provocados pelo Irma devem superar US$ 100 bilhões, e os do Harvey, que devastou o estado do Texas há duas semanas, quase US$ 190 bilhões, o que equivale, no total, a 1,5% do PIB dos EUA.
Cuba também foi afetada pelo Irma e registrou fortes inundações no litoral Noroeste, de Matanzas a Havana, "com ondas entre 6 e 9 metros", segundo o Instituto de Meteorologia cubano. A água do mar avançou 500 metros em Havana. Ao menos 1,5 milhão de moradores abandonaram suas casas na ilha, onde os ventos derrubaram árvores e postes de energia elétrica. As autoridades não anunciaram vítimas fatais, mas afirmaram que há "danos materiais significativos".
No Caribe, a passagem do furacão Irma deixou ao menos 27 mortos, sendo 10 na parte francesa e quatro na área holandesa de Saint Martin; quatro nas Ilhas Virgens americanas; seis nas Ilhas Virgens britânicas e no arquipélago de Anguilla; dois em Porto Rico; e um em Barbuda.
 
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