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Porto Alegre, segunda-feira, 11 de setembro de 2017. Atualizado às 22h46.

Jornal do Comércio

Internacional

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Nações Unidas

Notícia da edição impressa de 12/09/2017. Alterada em 11/09 às 22h00min

ONU acusa Mianmar de limpeza étnica

Alto comissário para os Direitos Humanos, Hussein fez graves denúncias sobre ambos os países

Alto comissário para os Direitos Humanos, Hussein fez graves denúncias sobre ambos os países


/JEAN-MARC FERRE/UN PHOTO/JC
O alto comissário da Organização das Nações Unidas (ONU) para os Direitos Humanos, Zeid Ra'ad Al Hussein, denunciou ontem, durante a abertura da 36ª sessão do Conselho de Direitos Humanos, em Genebra, que o tratamento de Mianmar à minoria muçulmana rohingya se assemelha a um "exemplo clássico de limpeza étnica". Da mesma forma, pediu uma investigação internacional sobre o uso excessivo de força pelas autoridades na Venezuela.
De acordo com a ONU, mais de 300 mil rohingyas fugiram para Bangladesh desde o fim de agosto, quando a crise humanitária em Mianmar se intensificou após confrontos entre grupos da minoria étnica e o Exército do país. "Como Mianmar impediu o acesso dos investigadores especializados em direitos humanos, não posso fazer uma avaliação atual, mas a situação parece um exemplo clássico de limpeza étnica", disse Hussein.
Os rohingyas não têm direito a cidadania e são considerados por muitos como imigrantes ilegais em Mianmar - país onde mais de 90% da população se declara budista -, apesar da presença de algumas famílias há várias gerações na região. Eles não têm acesso a hospitais, escolas, nem ao mercado de trabalho.
A crise se agravou no dia 25 de agosto, quando rebeldes do grupo Exército de Salvação Arakan Rohingya atacaram postos policiais em Mianmar. Após o embate, o Exército birmanês reagiu com uma grande operação no estado de Rakhine, uma região pobre e remota do país. Segundo dados oficiais, centenas de pessoas morreram.
Em relação à Venezuela, a ONU já havia denunciado violações de direitos humanos do presidente Nicolás Maduro em agosto, após a repressão a protestos da oposição. Em crise, os protestos contra o governo se intensificaram quando grupos se mobilizaram contra a Assembleia Nacional Constituinte, que deve reescrever a Constituição venezuelana e foi instalada no começo de agosto.
Durante seu discurso, Hussein atacou o governo de Caracas e pediu que se crie uma investigação internacional sobre a situação na Venezuela. Essa é a primeira vez que um representante da ONU aponta para tal dimensão dos crimes cometidos no país. Hussein lembrou que, em uma recente apuração realizada por seu escritório, o governo venezuelano foi acusado de "uso excessivo da força", e "várias outras violações de direitos humanos".
Segundo ele, ainda que a ideia de uma Comissão Nacional da Verdade seja um conceito que ele apoie, o modelo proposto na Venezuela é "inadequado". "Peço ao Conselho de Direitos Humanos que instaure uma investigação internacional sobre as violações no país", pediu.
A recomendação será examinada pela entidade em Genebra. No entanto, o governo venezuelano promete angariar seus aliados para frear a proposta.
 
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