Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, terça-feira, 12 de setembro de 2017. Atualizado às 18h43.

Jornal do Comércio

Geral

COMENTAR | CORRIGIR

artes visuais

Alterada em 12/09 às 18h43min

Exposição suspensa em Porto Alegre pode reabrir em Belo Horizonte

A exposição Queermuseu - Cartografias da diferença na arte brasileira, que causou polêmica após ter sido cancelada em Porto Alegre no último domingo (10), por conta de protestos, pode reabrir em Belo Horizonte. O secretário de Cultura de Belo Horizonte, Juca Ferreira, confirmou que foi procurado na manhã desta terça-feira (12), por um gestor cultural da capital gaúcha próximo ao curador do evento, Gaudêncio Fidelis.
Na conversa, a possibilidade de BH receber a exposição foi levantada. "Vejo com bons olhos, até por ter tradição de lutar contra qualquer tipo de censura e restrição, mas a conversa não avançou", afirmou Ferreira, que foi ministro da Cultura entre 2008 e 2010. Cauteloso, diz ser necessário analisar os custos e a viabilidade de organizar o evento.
A exposição tinha 270 trabalhos de 85 artistas que abordavam a temática LGBT, questões de gênero e de diversidade. Entre os artistas presentes, havia nomes como Alfredo Volpi, Cândido Portinari e Ligia Clark. A mostra foi viabilizada pela captação de R$ 800 mil por meio da Lei Rouanet.
Em nota, o Santander afirmou que cancelou a exposição porque entendeu que algumas obras "desrespeitavam símbolos, crenças e pessoas". "Quando a arte não é capaz de gerar inclusão e reflexão positiva, perde seu propósito maior, que é elevar a condição humana".
Em publicação no Facebook na última segunda, Juca Ferreira escreveu que a interdição de obras de artes e outras formas de expressão baseados na opinião de "grupos moralistas" é inadmissível. Ele argumenta que é preciso repudiar a "escalada reacionária que ameaça a democracia e os direitos humanos".
Segundo o secretário, há uma tentativa de "calar os artistas e amordaçar a arte, pois sabem que é por meio da cultura que as sociedades se defendem contra os ataques externos e contra as tentativas de romper sua soberania".
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia