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Porto Alegre, domingo, 10 de setembro de 2017. Atualizado às 18h39.

Jornal do Comércio

Esportes

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campeonato brasileiro

Alterada em 10/09 às 18h40min

Santos derrota o Corinthians e diminuiu sua distância para o líder do Brasileirão

O Santos cumpriu o objetivo de se aproximar do líder ao vencer o Corinthians por 2 a 0, neste domingo, no estádio da Vila Belmiro, em Santos, pela 23.ª rodada do Campeonato Brasileiro. A diferença entre os dois times ainda é grande - caiu de 12 para nove pontos (50 a 41), mas pode criar um novo cenário. Com os gols de Lucas Lima e Ricardo Oliveira, o clube santista se aproxima do Grêmio, vice-líder com 43, e abala a confiança do rival. Em quatro jogos no returno, a equipe comandada pelo técnico Fábio Carille já soma três derrotas, sendo duas delas consecutivas.
A vitória do Santos não tem um efeito mais importante na tabela de classificação do Brasileirão, pois o Grêmio perdeu o seu jogo na rodada - 1 a 0 para o Vasco, no último sábado, no Rio. Caso contrário, poderia ter se aproximado do Corinthians. A distância entre os dois permanece em sete pontos. O Santos entra na briga e soma 16 jogos de invencibilidade, sendo 13 no Nacional.
O desenho tático esboçado nos treinamentos ao longo da semana foi confirmado nos primeiros minutos de jogo. O Santos se propôs a manter a posse de bola e acelerar as jogadas. Para marcar, a estratégia era pressionar desde o início da jogada, ainda quando os zagueiros dominam. O caminho também estava traçado: aproveitar o lado esquerdo onde Marciel jogava improvisado no lugar de Guilherme Arana.
O Corinthians se colocou no papel sempre eficiente de esperar o erro do adversário para o contra-ataque. Aquela estratégia conhecida e eficiente que o transformou em um visitante letal com oito vitórias e dois empates fora de casa.
O Santos foi mais objetivo em seu estratégia. Ao longo do primeiro tempo, o time exigiu pelo menos duas boas defesas de Cássio. Após escanteio aos 7 minutos, Ricardo Oliveira desviou e Cássio espalmou. Aos 42, o grande momento do goleiro. Na pequena área, o mesmo centroavante finalizou sozinho, mas em cima do arqueiro corintiano. O tempo espaçado entre as jogadas de relevo - uma aos sete minutos e outra só aos 30 - indica que a temperatura do jogo não foi elevada. Muitos toques laterais, muita marcação, poucas chances reais. Os dois times conseguiram neutralizar as armas do rival.
É possível especular uma explicação para essa espécie de apatia corintiana: os longos períodos sem jogos quebram o ritmo do Corinthians. No intervalo anterior, com o adiamento da partida contra a Chapecoense, entre o final do primeiro e o início do segundo, o time voltou a atuar depois de duas semanas e perdeu uma invencibilidade de cinco meses quando foi derrotado para o Vitória dentro de casa. Neste domingo, após duas semanas só de treinos por causa das Eliminatórias da Copa do Mundo de 2018, a equipe voltou desligada. Essa falta de ritmo ficou explícita em lances que não costuma desperdiçar. Na metade do primeiro tempo, por exemplo, armou um contra-ataque com seis jogadores contra quatro santistas, mas finalizou mal.
O segundo tempo concentrou mais chances de gol nos primeiros minutos do que em toda a etapa inicial. Aos 4 minutos, Romero chutou forte, do meio da área, e Vanderlei fez grande defesa. Dois minutos depois, o volante Gabriel tirou a bola nos pés de Lucas Lima.
O jogo mais dinâmico permitiu a inversão de papéis dos times. Foi em um contra-ataque, a estratégia que o Corinthians havia chamado para si, que o Santos abriu o placar. Aos 12 minutos, Bruno Henrique, o jogador mais rápido do Brasileirão, saiu do seu próprio campo, ganhou de Fagner e tocou na área. Lucas Lima fez seu primeiro gol na competição.
Novamente no contra-ataque, o Santos poderia ter ampliado com Ricardo Oliveira, mas a auxiliar Tatiane Barros apontou impedimento corretamente. Fábio Carille fez todas as alterações para modificar o panorama da partida, mas não conseguiu criar chances claras. Desorganizado, algo raro no torneio, o time deu espaços e permitiu que o rival santista novamente usasse o contra-ataque. Aos 47, Lucas Lima lançou Bruno Henrique, que tocou para Ricardo Oliveira. O Santos está vivo no Brasileirão.
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