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Porto Alegre, domingo, 01 de outubro de 2017. Atualizado às 22h46.

Jornal do Comércio

Economia

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EMPREGo

Notícia da edição impressa de 02/10/2017. Alterada em 01/10 às 21h15min

Contratação de temporários vai crescer 5%, conforme previsão da Asserttem

Beatriz quer empregar 18 pessoas em dezembro para reforçar equipe

Beatriz quer empregar 18 pessoas em dezembro para reforçar equipe


/MARCO QUINTANA/JC
Carolina Hickmann
A previsão da Associação Brasileira do Trabalho Temporário (Asserttem) é de que 6.363 empregos sazonais sejam criados entre setembro e dezembro no Rio Grande do Sul. O dado representa um incremento de 5% em relação aos números do ano passado - elevação consideravelmente menor na comparação com os 30% de aumento que ocorreram entre 2015 e 2016, quando o consolidado dos postos de trabalho criados na modalidade passou de 4,7 mil e 6 mil, respectivamente.
Mesmo assim, a diretora da agência de seleção GP Trabalho Temporário, Graziele Pachla, recebe os números com satisfação. "Nos últimos dois anos, em razão da crise econômica, não houve necessidade clara de contratação de temporários, pela falta de aumento expressivo na demanda, diferentemente deste ano", avalia Graziele, pelos números de sua agência, que, no momento, dispõe de 150 vagas para início imediato, com salário médio de R$ 1,3 mil.
Por outro lado, o último mês do ano é o de maior expressividade na criação de vagas temporárias, devido ao aquecimento econômico ocasionado pelas celebrações de fim de ano e pelo pagamento do 13º salário. A Asserttem projeta que mais de 30% das vagas criadas nos últimos quatro meses de 2017 serão destinadas a contratações em dezembro. O varejo costuma protagonizar a geração de postos devido ao Natal.
Ciente da sazonalidade de demanda, a supervisora-geral da loja de brinquedos Del Turista, Beatriz Dias, vai contratar temporariamente 18 pessoas só em dezembro - uma a mais do que no ano passado. Porém, enquanto em outubro de 2016 quatro funcionários foram adicionados a sua equipe, neste ano, a supervisora optou por abrir três vagas. "As vendas estão empatando com o ano passado, então, no final, o número de postos também", lamenta, ao enfatizar que, por ela, abriria outras oportunidades de emprego.
Pelo lado da procura de emprego, a bacharel em Direito Lisete Picoli Fortes aposta nas oportunidades que surgem com o aquecimento da demanda para o seu reposicionamento no mercado de trabalho. Sua última assinatura na carteira de trabalho foi em abril, quando iniciou um trabalho temporário junto à área administrativa de uma empresa. "Quando assinaram a minha carteira, eu já sabia que seria cumprir o prometido e iriam rescindir o contrato", comenta.
Lisete também possui cursos técnicos em Enfermagem, Contabilidade e Administração. Mesmo com estas qualificações, explica, aceitaria cargos de nível médio, como os criados pelo varejo. "Dizem que as coisas estão melhorando, mas eu, com todos os cursos, estou com dificuldades para conseguir uma vaga temporária, em qualquer área", argumenta.
Outro segmento diretamente impactado pelas demandas sazonais é o de serviços. A proprietária do restaurante Love Pasta, Juliana Natorf, pretende contratar ao menos duas pessoas em uma empresa que conta com equipe fixa de cinco. "Pelo nosso carro-chefe ser as massas, geralmente contratávamos no inverno; mas, devido à crise, precisamos nos reinventar e criaremos uma linha fitness para o verão", conta Juliana, que espera que o final do ano e a nova formulação tragam melhores ventos ao seu negócio.
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