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Porto Alegre, segunda-feira, 25 de setembro de 2017. Atualizado às 17h20.

Jornal do Comércio

Economia

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ENERGIA

Notícia da edição impressa de 22/09/2017. Alterada em 21/09 às 21h50min

Governo fará enquete sobre o horário de verão

Economia de energia no ano passado foi de R$ 159,5 milhões

Economia de energia no ano passado foi de R$ 159,5 milhões


/FERNANDO C VIEIRA/DIVULGAÇÃO/JC
A manutenção ou não do horário de verão será uma decisão da presidência da República. Após a conclusão de estudos que mostram que o horário diferenciado não proporciona economia de energia, o Ministério de Minas e Energia (MME) decidiu encaminhar a questão para instâncias superiores. Prevendo polêmica, já que o assunto divide opiniões e tem amantes e detratores, o governo estuda fazer uma enquete nas redes sociais para deliberar sobre o assunto.
O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, evitou qualquer apreciação prévia. Quem vai bater o martelo sobre a questão é o presidente Michel Temer. Se vigorar neste ano, o horário de verão começa em 15 de outubro e termina em 17 de fevereiro. "Tendo em vista as mudanças no perfil e na composição da carga que vêm sendo observadas nos últimos anos, os resultados dos estudos convergiram para a constatação de que a adoção desta política pública atualmente traz resultados próximos à neutralidade para o consumidor brasileiro de energia elétrica, tanto em relação à economia de energia, quanto para a redução da demanda máxima do sistema", informou o MME.
A conclusão dos estudos sobre a aplicação do horário de verão já havia sido informada em junho. Na época, o MME havia constatado que a mudança nos hábitos do consumidor e o avanço da tecnologia tornaram inócua a economia de energia que o horário de verão proporcionava no passado. Autoridades do setor elétrico atribuíram sua manutenção a "questões culturais".
De acordo com esses estudos, não é mais a incidência de luz natural que influencia os hábitos do consumidor, mas, sim, a temperatura. A popularização dos aparelhos de ar-condicionado é uma das principais razões dessa mudança.
Como o calor é mais intenso no final da manhã e início da tarde, os picos de consumo são registrados atualmente nesse período. De acordo com dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), o horário de ponta ocorre entre 14h e 15h, e não mais entre 17h e 20h.
No passado, o horário de maior consumo de energia era registrado entre 17h e 20h, quando os trabalhadores retornavam para casa e tomavam banho. Para dar mais folga e segurança ao sistema, adiantar os relógios em uma hora permitia, por exemplo, adiar o acionamento da iluminação pública nas ruas. Isso deslocava parte da demanda e diminuía a concentração do uso de energia, reduzindo custos do sistema elétrico.
Em 2016, de acordo com dados do MME, o horário de verão durou 126 dias e gerou uma economia de R$ 159,5 milhões ao sistema. O valor é considerado irrelevante para o setor. A primeira vez em que o País o adotou foi em 1931. Desde 1985, ele foi aplicado todos os anos.
Nos países desenvolvidos, o horário de verão é mais extenso que no Brasil. Na Europa, vigora de março a outubro; nos Estados Unidos, México e Canadá, de março a novembro; na Austrália, de outubro a abril; na Nova Zelândia, de setembro a abril.
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Comentários
Daniel Pereira DAlascio 25/09/2017 17h21min
O Horário de verão é necessário, e economiza e, torno de 4% de energia, pois a iluminação pública é acionada uma hora mais tarde.Com relação, a saúde, com todo o respeito, se fosse problemático, ninguém poderia viajar para a europa, pois o fuso horário iria fazer mau a saúde. É só dormir melhor, maneirar no álcool, fazer atividades físicas, que o resto é conversa furada! O Brasileiro gosta de reclamar de tudo!
CECILIA PEREIRA DE BORBA 23/09/2017 21h42min
SOU CONTRA O HORÁRIO DE VERÃO .TENHO MEUS MOTIVOS QUE NÃO DARÁ PARA EXPLICAR AQUI .CONFIRMO SOU CONTRA ESSA MEDIDA
joao carlos pedros 22/09/2017 13h08min
O horário de verão é um absurdo!!nEstudos comprovam o aumento de ataques cardíacos e avc, logo após a troca de horário, pois o organismo é submetido a um stress violento. Além do mais é uma grande falácia a tal de economia. Tem que levantar ainda escuro, ou seja o que se não gasta a noite gasta-se pela manha. Sempre achei que a propagada economia era uma grande mentira, e isso se comprava agora!!nA dois anos atrás na Bahia, fez-se um plebiscito, e a maioria rejeitou esse horário. de verão.
Eloy Santos 22/09/2017 11h45min
Não precisamos do horário de verão. Temos mais de 14:00 de Luz do dia no verão. O nosso corpo agradece.