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Porto Alegre, quarta-feira, 20 de setembro de 2017. Atualizado às 11h52.

Jornal do Comércio

Economia

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Mercado de Capitais

Notícia da edição impressa de 22/09/2017. Alterada em 21/09 às 21h54min

Ibovespa tem queda de 0,53%

O cenário internacional adverso pesou sobre o Índice Bovespa nesta quinta-feira, e favoreceu um movimento de realização de lucros no mercado brasileiro de ações, que levou o índice aos 75.604 pontos, com queda de 0,53%. A tensão geopolítica, com anúncio de novas sanções dos EUA à Coreia do Norte, e a queda de mais de 5% do preço do minério de ferro na China foram os principais fatores de influência internacional, que levaram os investidores a recolherem parte dos ganhos acumulados. O volume de negócios somou R$ 9,288 bilhões.
Mesmo com a queda, o Ibovespa acumula ganho de 6,73% em setembro e de 25,53% no ano. Outros papéis vão bem além desses percentuais. É o caso das ações do setor financeiro, que, em geral, contabilizam valorização superior a 30% em 2017.
O minério de ferro caiu 5,11% no mercado à vista chinês, a US$ 66,09 a tonelada seca. Na terça-feira, a commodity já havia recuado 4%, em meio a sinalizações de que a China pode reduzir a produção de aço em algumas províncias. A nova queda do minério derrubou preços de ações do setor de mineração pelo mundo e não poupou os papéis da Vale, que terminaram o dia em queda de 1,99% (ON). O setor siderúrgico acompanhou: CSN ON caiu 2,94% e Gerdau PN perdeu 2,37%.
As ações da Petrobras, que na quarta-feira foram destaque de alta, devolveram na sessão boa parte desses ganhos. Petrobras ON e PN terminaram com quedas de 1,22% e 1,26%.

Acusação de Funaro de que Temer recebeu propina fortalece dólar

O dólar acelerou os ganhos ante o real nesta tarde de quinta-feira, depois da notícia de que o doleiro Lúcio Bolonha Funaro afirmou em depoimento à Procuradoria-Geral da República (PGR) que o presidente Michel Temer foi um dos destinatários de propina paga pela Odebrecht e Andrade Gutierrez em uma obra da estatal Furnas no Rio Madeira, em Porto Velho, Rondônia. O movimento de alta já vinha desde cedo diante da cautela com o cenário geopolítico, após os EUA anunciarem novas sanções contra a Coreia do Norte. Além disso, os investidores seguiram digerindo a possibilidade de o Federal Reserve (Fed) elevar os juros neste ano.
Diante disso, o dólar subiu ante a maioria das moedas emergentes em uma busca maior por segurança. O índice do dólar - que mensura a divisa dos EUA ante outras moedas fortes - também sinalizou busca por proteção. No entanto, o comportamento do dólar ante o iene - que é considerado um porto seguro - foi positivo. De acordo com profissionais do mercado, este destaque refletiu ainda a percepção do mercado de que os juros nos EUA podem realmente subir em dezembro, como sugeriu o Fed.
No mercado à vista, o dólar fechou em alta de 0,38%, aos R$ 3,1423. O giro financeiro somou US$ 1,54 bilhão. No mercado futuro, o dólar para outubro subiu 0,16%, aos R$ 3,1420.
 
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