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Porto Alegre, quarta-feira, 20 de setembro de 2017. Atualizado às 11h52.

Jornal do Comércio

Economia

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Agronegócios

Notícia da edição impressa de 22/09/2017. Alterada em 21/09 às 21h57min

El Niño reduziu área colhida em 2016 no País

Soja foi um dos produtos que mais contribuiu para o crescimento

Soja foi um dos produtos que mais contribuiu para o crescimento


EMATER/EMATER/DIVULGAÇÃO/JC
O fenômeno climático El Niño provocou redução de 0,7% na área colhida no Brasil no ano passado, embora a área total cultivada com 63 produtos tenha somado 77,2 milhões de hectares, 0,5% maior que em 2015. Os números estão na pesquisa PAM 2016 (Produção Agrícola Municipal), divulgada nesta quinta pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
"Deixamos de colher 1,9 milhão de hectares por conta desse fenômeno", disse a engenheira agrônoma Larissa Leone Isaac Souza, supervisora da pesquisa. Nos cultivos de milho e de feijão, por exemplo, houve redução de área colhida de 447,1 mil hectares e de 280,5 mil hectares, respectivamente, na comparação com 2015.
Apesar da queda na área colhida, o valor da produção subiu 20% em 2016, chegando a R$ 317,5 bilhões. Segundo o IBGE, o aumento foi impulsionado pelo aumento significativo dos preços dos produtos, sobretudo da soja, do milho e da cana-de-açúcar.
Na soja, o aumento do valor de produção foi 16,1% em relação a 2015, com valor da tonelada atingindo R$ 1.089,30, o que dá média por saca de R$ 65,34. O valor total da produção do grão foi R$ 104,9 bilhões em 2016.
Na cultura do milho, o acréscimo de valor foi de 26,5%, com total de R$ 37,7 bilhões (R$ 587,58 por tonelada e média de R$ 35,25 por saca). Já o valor da produção da cana-de-açúcar subiu 18,3%, somando R$ 51,6 bilhões, o que significa R$ 67,13 por tonelada. Juntos, os três produtos responderam por 61,2% do valor de produção nacional. "São o nosso carro-chefe na questão da produção", destacou a supervisora da pesquisa.
A produção de grãos (cereais, leguminosas e oleaginosas) caiu 11,4% em 2016 em relação ao ano anterior, chegando a 185,8 milhões de toneladas. Os dois principais produtos desse grupo foram soja, que representou 51,8% do total produzido; e o milho, com 34,5%. O valor de produção dos grãos subiu 19% em 2016, chegando a R$ 174,2 bilhões.
Entre as unidades da federação, São Paulo aparece na primeira posição em valor de produção, com R$ 52 bilhões, aumento de 1,4 pontos percentuais em relação ao ano anterior. Segundo Larissa Souza, o estado paulista concentra 16,4% do valor da produção agrícola do País. Em seguida, vem Mato Grosso, com 13,8% do total nacional, atingindo R$ 43,7 bilhões. Na terceira posição, aparece o Paraná, com R$ 39,9 bilhões (12,6% do valor nacional).
Já o Rio Grande do Sul está em quarto lugar no ranking, com
R$ 38,4 bilhões, concentrando 12,1% do valor da produção agrícola brasileira. Com esse resultado, a participação gaúcha caiu 0,4 pontos percentuais em relação a 2015.
Por municípios, a liderança do ranking nacional de valor da produção agrícola em 2016 ficou com Sorriso (MT), com R$ 3,2 bilhões, aumento de 28,3% em relação a 2015. A área colhida em Sorriso alcançou 1,1 milhão de hectares. "Passou à frente de São Desidério (BA), que era o nosso principal produtor em 2015", comparou a supervisora. Segundo ela, por causa do El Niño, a produção caiu muito na região, levando o município de São Desidério a cair para a 13ª colocação no ranking este ano, com redução do valor de produção de 33,5%.
O segundo lugar na lista ficou com o município de Sapezal (MT), com valor de produção de cerca de R$ 2,8 bilhões, aumento de 29% em comparação a 2015. As cinco primeiras posições do ranking de valor de produção agrícola em 2016 são de cidades mato-grossenses, seguidas pela goiana Cristalina, todas com predomínio de produção de grãos.
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