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Porto Alegre, quarta-feira, 20 de setembro de 2017. Atualizado às 11h52.

Jornal do Comércio

Economia

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Comércio Exterior

Notícia da edição impressa de 22/09/2017. Alterada em 21/09 às 21h56min

Valor exportado tem leve recuo em agosto

Venda de produtos manufaturados atingiu US$ 642,002 milhões

Venda de produtos manufaturados atingiu US$ 642,002 milhões


/TECON-RS/DIVULGAÇÃO/JC
As exportações do Rio Grande do Sul somaram US$ 1,738 bilhão em agosto, uma redução de 0,62% em comparação ao mesmo período de 2016, segundo os dados divulgados nesta quinta-feira pelo Núcleo de Dados e Estudos Conjunturais da Fundação de Economia e Estatística (FEE). O decréscimo deriva da queda nos preços (de 0,76%), já que o volume exportado apresentou elevação, ainda que discreta (0,14%). Neste mês, o Rio Grande do Sul foi o quarto maior exportador do Brasil, atrás de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, representando 8,92% das vendas externas nacionais, 1,37 p.p. a menos quando comparado a agosto de 2016.
Houve acréscimo no valor exportado somente das vendas de produtos manufaturados, totalizando US$ 642,002 milhões (aumentos no volume de 15,3% e nos preços de 0,9%). Segundo o economista da FEE Vinicius Dias Fantinel, "a contribuição da venda de automóveis foi determinante para as elevações da quantidade e do valor de produtos manufaturados". A maior parcela desses veículos automotores se destinou a países da América do Sul, principalmente a Argentina, o que decorreu, em grande medida, dos acordos automotivos realizados, a partir de 2015, entre o governo brasileiro e alguns países latino-americanos. "O aumento dessas vendas para o exterior também serviu como alternativa ao menor dinamismo do mercado interno brasileiro de automóveis", pondera Fantinel.
Por outro lado, a redução das vendas de produtos derivados da soja foi significativa para as quedas do valor e do volume dos produtos básicos (US$ 974,496 milhões). Os produtos básicos corresponderam a 56,07% da pauta exportadora, e tiveram alta de 7,3% no volume e retração de 12,9% nos preços. Já os semimanufaturados (6,52% do total exportado ao exterior) também sofreram decréscimo nas vendas para o exterior, com retração de US$ 30,985 milhões (redução de 46,1% em volume, ainda que com elevação de 45,8% nos preços).
Os principais produtos exportados em agosto pelo Rio Grande do Sul foram soja em grão (33,30%), fumo em folhas (8,78%), carne de frango (5,64%), polímeros (5,48%) e automóveis de passageiros (3,74%). Esses cinco produtos representaram mais da metade (56,94%) do valor exportado total obtido pelo Rio Grande do Sul em agosto. Em relação aos principais países de destino dos produtos gaúchos, destacaram-se China (36,10%), Argentina (10,01%), Estados Unidos (6,90%), Bélgica (3,11%) e Paraguai (2,64%), os quais, conjuntamente, foram responsáveis por 58,76% das vendas externas gaúchas em agosto de 2017.
Nos oito primeiros meses de 2017, as exportações gaúchas somaram US$ 11,629 bilhões, representando um acréscimo de US$ 446,779 milhões em relação ao mesmo período do ano passado ( 4,0% em valor: -1,8% em volume e 5,9% em preço), totalizando 7,97% das exportações nacionais. Os maiores crescimentos das receitas, até agosto, vieram das vendas de automóveis de passageiros (aumento de US$ 251,402 milhões), hidrocarbonetos ( US$ 121,767 milhões), máquinas e equipamento para uso agrícola exceto trator ( US$ 61,881 milhões), carne suína ( US$ 56,753 milhões) e tratores ( US$ 48,540 milhões).

Volume das exportações brasileiras cresceu 15,7%; importações aumentaram 10,5%

O volume de exportações cresceu 15,7% em agosto, enquanto o volume importado aumentou 10,5%, na comparação com o mesmo mês de 2016, segundo os dados do Indicador do Comércio Exterior (Icomex), divulgado pela Fundação Getulio Vargas (FGV).
Entre as exportações houve um salto de 54,1% no setor de agropecuária, puxado pelo aumento do complexo da soja. Nas importações, o destaque foi o desempenho da indústria extrativa.
O volume importado de bens de capital registrou aumento de 5,3% em agosto ante o mesmo período do ano passado, após quedas superiores a 30% nos meses de junho e julho.
"É prematuro afirmar que há sinais de recuperação da taxa de investimento", ponderou Lia Valls, pesquisadora do Instituto Brasileiro de Economia da FGV (Ibre/FGV). O bom desempenho da balança comercial em 2017 foi beneficiado pelo aumento do preço das commodities, um cenário internacional favorável e um câmbio que tem se mantido relativamente estável. A FGV prevê que a balança tenha superávit ao redor de US$ 65 bilhões neste ano.
"Para 2018, exceto o cenário favorável externo, os preços das commodities não deverão continuar subindo; e o risco país, que influencia o câmbio, ficará dependente de avaliações das reformas prometidas e, principalmente, das eleições presidenciais. Supondo, porém, que não haja grandes turbulências políticas e com a expectativa de um aumento na taxa de crescimento do PIB em relação a 2017, é esperado um aumento das importações e, logo, menor superávit comercial para 2018", diz a nota divulgada pela FGV.
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