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Porto Alegre, quinta-feira, 14 de setembro de 2017. Atualizado às 00h18.

Jornal do Comércio

Economia

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comércio exterior

Notícia da edição impressa de 14/09/2017. Alterada em 13/09 às 21h53min

Exportações da indústria gaúcha caem em agosto

Nos oito primeiros meses do ano, negócios externos alcançaram US$ 11,6 bi, 4% mais que em 2016

Nos oito primeiros meses do ano, negócios externos alcançaram US$ 11,6 bi, 4% mais que em 2016


SUPRG/DIVULGAÇÃO/JC
As exportações do Rio Grande do Sul caíram em agosto, na comparação com o mesmo mês do ano passado. A análise desagregada mostra que a indústria de transformação interrompeu uma sequência de nove altas consecutivas nessa base de comparação, ao recuar 2,6% (total de US$ 1,13 bilhão). Já as vendas externas totais somaram US$ 1,74 bilhão, o que representa queda de 0,6% em relação ao mesmo período. "Já estávamos observando com preocupação a perda de dinâmica do setor exportador da indústria gaúcha ao longo dos últimos meses. A manutenção desse cenário certamente atrasará a retomada econômica do nosso Estado, uma vez que as condições do mercado interno ainda seguem difíceis", afirma o presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs), Gilberto Petry. Por sua vez, o grupo dos produtos básicos, cujos embarques no exterior alcançaram US$ 603 milhões, cresceu 3,6% no período.
Apenas nove das 23 categorias do setor industrial que registraram alguma operação de exportação no mês passado cresceram, sete caíram, e outras sete permaneceram estáveis. Os destaques positivos ficaram com veículos automotores, reboques e carrocerias ( 33,7%), e químicos ( 23,2%). Por outro lado, as perdas mais significativas vieram dos alimentos (-17%) e de tabaco (-19,4%). Em todos os casos, seja para as maiores altas ou baixas, as quantidades foram determinantes para explicar a variação dos valores.
A Argentina foi o principal destaque do mês de agosto, ao elevar sua demanda externa por produtos gaúchos do segmento em 37,3%, especialmente veículos automotores. O avanço, apesar de intenso, foi menor do que a média registrada ao longo de 2017: 44,8%. O país vizinho segue como o segundo principal destino das exportações do Estado, atrás apenas da China, que aumentou suas compras em 15,5%, atingindo US$ 627,5 milhões.
Ainda sobre agosto, as importações totais foram de US$ 881 milhões, alta de 5,5%. Na separação por categoria de uso, combustíveis e lubrificantes ( 159,4%), bens de capital ( 24,5%), e bens de consumo ( 1,6%) cresceram. Já os bens intermediários sofreram queda de 5,8%.
O resultado do acumulado, porém, revela um desempenho diferente ao de agosto para as exportações do Estado. Nos oito primeiros meses de 2017, as vendas externas alcançaram US$ 11,6 bilhões, 4% superiores ao mesmo período de 2016. Desse total, a indústria foi responsável por US$ 8 bilhões, incremento de 4,6%. Os melhores resultados vieram de veículos automotores, reboques e carrocerias ( 55,0%), químicos ( 18,6%) e produtos de metal ( 28,3%). Já tabaco (-14,1%), celulose e papel (-16,6%), e alimentos (-2%) registraram as maiores perdas.

Embarques do agronegócio voltam a crescer no Estado

Após dois meses de quedas consecutivas, as exportações do agronegócio gaúcho voltaram a ter resultado positivo. Na comparação com julho deste ano, as vendas de agosto do setor para o exterior cresceram 9,2% no valor e 13,5% no volume. O resultado é equivalente a um incremento de US$ 98,9 milhões na comercialização. Os dados estão no Relatório do Comércio Exterior do Rio Grande do Sul, divulgado pela Assessoria Econômica da Farsul.
Os produtos que mais impulsionaram as vendas foram soja, carnes e produtos florestais, com 19,2%, 9,7% e 6,9%, respectivamente. Já cereais (-42%) e fumo (-1,9%) apresentaram movimento contrário.
Em relação a agosto de 2016, o resultado é uma queda de 8,5% no volume exportado, uma retração de US$ 109 milhões. Nessa comparação, novamente, o grupo carnes registrou aumento, tendo os subgrupos frango e suína como principais responsáveis. Destaque também para o grupo cereais, que aumentou as vendas em 74%, puxadas pelo arroz. Outros grupos importantes registraram queda, como soja (9,7%), fumo (19,8%) e produtos florestais (14,3%).
No acumulado do ano, o Rio Grande do Sul exportou US$ 7,508 bilhões, queda de 5% na comparação com o mesmo período de 2016. Dos principais produtos comercializados pelo Estado, somente o grupo cereais apresentou resultado positivo, com 4,8%, atingindo US$ 1,309 bilhão. Entre os principais destinos das vendas de agosto, a China permanece como principal comprador, respondendo por 44% do total do valor comercializado. Em segundo lugar aparecem os EUA, com 4%, e a Rússia, em terceiro, com 3,5%.
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