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Porto Alegre, quarta-feira, 13 de setembro de 2017. Atualizado às 17h08.

Jornal do Comércio

Economia

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mercado financeiro

Alterada em 13/09 às 17h11min

Ações da JBS sobem, apesar de prisão de Wesley Batista

Agência O Globo
As ações da JBS passaram a subir na tarde desta quarta-feira, avançando 2,35%, apesar de a Polícia Federal ter prendido o sócio e diretor-executivo Wesley Batista, irmão de Joesley Batista. A Bolsa, após ter batido seu recorde histórico na segunda-feira e ter registrado nova alta terça-feiera, tem nova alta, subindo 0,61%, aos 75.000 pontos. No câmbio, o dólar comercial registra alta de 0,25%, cotado a R$ 3,137 para venda.
"A JBS como existia acabou, então a ação da empresa hoje é literalmente um cassino. Não dá para fazer preço a partir de fundamentos, logo o papel oscila ao sabor das forças compradoras e vendedoras", disse Adeodato Volpi Netto (Eleven Financial Research). "Mas para o mercado como um todo, a prisão é uma mensagem positiva, já que o crime de manipulação e uso de informação privilegiada é sempre nocivo", completou.
Wesley Batista foi preso na segunda fase da Operação Tendão de Aquiles, que apura o uso de informações privilegiadas para lucrar no mercado financeiro. A operação apura a venda de ações da JBS na Bolsa e a compra de contratos futuros e a termo de dólar antes da divulgação da delação premiada dos sócios da JBS em 17 de maio. A informação provocou fortes oscilações no mercado, das quais os sócios da JBS conseguiram se proteger e lucrar por causa daquelas operações.
Os investidores analisam o cenário eleitoral do ano que vem, com o líder do PSD na Câmara, deputado Marcos Montes, afirmando que o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, recebeu com entusiasmo proposta de candidatura à presidência em 2018. Meirelles, por sua vez, negou que seja pré-candidato.
As ações ordinárias da Petrobras sobem 0,32%, cotadas a R$ 15,45, enquanto as ordinárias permanecem estáveis, a R$ 14,86. Entre os bancos, o Banco do Brasil sobe 0,71%, o Bradesco tem alta de 0,53%, e o Itaú Unibanco, de 0,39%. A Vale cai 2,04% (ON, a R$ 34,54).
O petróleo tem a maior alta em uma semana, com tanto a Agência Internacional de Energia (AIE) e a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) melhorando suas previsões para a demanda do produto. O barril do tipo Brent tem alta de 1,58%, a US$ 55,13.
Os mercados acionários da China subiram nesta quarta-feira para perto das máximas de 20 meses, uma vez que o crescimento econômico robusto e as expectativas de novas reformas reforçaram a confiança dos investidores, mesmo com os reguladores evitando os tipos de crédito mais arriscados.
O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, avançou 0,15%, enquanto o índice de Xangai teve alta de 0,18%. Os setores de consumo e imobiliário lideraram a alta, enquanto as ações bancárias recuaram.
Em Wall Street, os mercados operam perto da estabilidade. Entre os destaques negativos está a Apple, cujos papéis recuam 1,66%, reduzindo a alta de 40% acumulada no ano que vinha sendo influenciada por expectativas com relação ao lançamento do iPhone X, anunciado nesta terça-feira.
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