Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, quarta-feira, 13 de setembro de 2017. Atualizado às 12h48.

Jornal do Comércio

Economia

COMENTAR | CORRIGIR

conjuntura

Alterada em 13/09 às 12h52min

PIB gaúcho cresceu 2,5% no 2º trimestre

Desempenho agrícola ajudou a puxar o resultado positivo do Estado no período

Desempenho agrícola ajudou a puxar o resultado positivo do Estado no período


JONATHAN HECKLER/JC
Guilherme Daroit
Na comparação com o mesmo período do ano passado, o Produto Interno Bruto (PIB) do Rio Grande do Sul cresceu 2,5% no 2º trimestre. O resultado, muito acima do nacional, que foi de 0,3%, foi puxado pela agricultura, mas teve números positivos em praticamente todos os setores que compõem o cálculo – apenas o total da indústria caiu, na base de -0,3%. “Dado o contexto de crise econômica que enfrentamos desde 2014, com maior força a partir de 2015, é um grande resultado”, comentou Roberto Rocha, economista da Fundação de Economia e Estatística (FEE), órgão responsável pelo cálculo e pela divulgação dos números.
Na agropecuária, que cresceu 7,9% no Estado (ainda assim abaixo do resultado nacional, onde cresceu 14,9%), o principal destaque foi a soja, com uma produção 15,7% maior nessa safra do que na anterior. Todas as outras culturas mais relevantes também cresceram. A maior queda foi vista na mandioca, que caiu -4,1%.
Na indústria, o destaque positivo ficou por conta da indústria de transformação, que cresceu 2,8%. Foi o terceiro trimestre consecutivo de expansão no valor produzido pelas fábricas gaúchas. O resultado, porém, foi anulado pelos outros segmentos da indústria. Eletricidade, água e gás (-9,5%), extração mineral (-7,9%) e construção (-6,8%) continuam em queda.
Já nos serviços, que viram um crescimento de 0,5% no Estado, a grande notícia foi a retomada do comércio, que expandiu seu valor em 2,9%. A liberação odo FGTS, a baixa inflação, a estabilidade no mercado de trabalho e o impacto da renda agrícola no varejo do interior são as justificativas para a expansão. Apenas o transporte e armazenagem (-4,6%) e a intermediação financeira (-0,2%) registraram quedas.
Nas outras comparações possíveis, o PIB gaúcho cresceu em todas, algo que não acontecia há muito tempo e que ainda não foi visto na economia nacional desde o início da crise até agora. Em relação ao trimestre imediatamente anterior, com ajuste sazonal, o Estado cresceu 0,7% (o PIB nacional teve expansão de 0,2% nessa análise). Na taxa acumulada em quatro trimestres, também houve resultado positivo, na casa dos 0,2% (nessa comparação, o desempenho nacional ainda apresenta queda, -1,4%). E no acumulado de 2017 até aqui, que engloba todo o primeiro semestre em relação ao primeiro semestre de 2016, a economia gaúcha registra um crescimento de 2,1%, contra um resultado de variação zero no Brasil como um todo.
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia