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Porto Alegre, quarta-feira, 13 de setembro de 2017. Atualizado às 12h28.

Jornal do Comércio

Política

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governo federal

13/09/2017 - 12h19min. Alterada em 13/09 às 12h28min

Temer faz apelo à base aliada para retomar reformas governistas

Presidente participou de um café da manhã com líderes da base aliada na Câmara

Presidente participou de um café da manhã com líderes da base aliada na Câmara


MARCOS CORRÊA/PR/JC
Folhapress
O presidente Michel Temer fez um apelo para a retomada das discussões das reformas governistas, como a da Previdência, em café da manhã com parlamentares governistas, no Palácio da Alvorada, nesta quarta (13). Segundo o ministro Maurício Quintella (Transportes), o governo mira a reforma tributária, menos polêmica, e fala em esforço para discutir a previdenciária.
"É preciso reorganizar a base, votar a reforma tributária, que é menos polêmica, e voltar a discutir a reforma da Previdência", disse. "A expectativa é que outubro ou novembro seja possível avançar, se não na reforma da Previdência ideal, a possível", reforçou.
Quintella admitiu que a base parlamentar se encontra desmobilizada neste momento, mas negou que a desmobilização tenha se dado apenas pelas denúncias envolvendo o governo.
Segundo ele, há uma resistência clara de parte do Congresso Nacional em relação à reforma previdenciária em razão da proximidade das eleições. Ele disse ainda que a Previdência foi atropelada por outros temas, como a reforma política, e medidas provisórias.
Temer expôs os recentes dados econômicos de recuperação, considerados o principal trunfo de seu mandato, e pediu aos parlamentares governistas que, em reposta às críticas ao governo, divulguem as informações.
Com a deflagração de uma nova crise política, o presidente Michel Temer pediu à base aliada que defenda o atual governo e que rebata as críticas feitas a ele. Pregou que não se pode ficar em silêncio ou se aquietar diante de acusações contra a administração peemedebista.
"Eu pediria que vocês incentivem os nossos deputados e senadores para fazer um discurso de rebate. Porque, muitas vezes, eu vejo que a pessoa ouve uma coisa negativa e se aquieta, fica em silêncio. Não pode se aquietar", disse.
Em discurso, ele ressaltou que o país não pode ficar paralisado e que não é hora de se envolver em questões da alçada de outros poderes, em uma referência às investigações contra o governo analisadas pelo STF (Supremo Tribunal Federal).
"Se nos envolvermos em outras questões, nós vamos nos embaralhar, nos embaraçar. Certas questões não são da nossa alçada e nós temos de pensar na nossa", disse.
Em menos de 24 horas, o presidente foi citado em investigação da Polícia Federal e se tornou alvo de inquérito aberto pelo STF. Há ainda a expectativa de apresentação de uma denúncia por obstrução judicial e formação de quadrilha pela PGR (Procuradoria-Geral da República).
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