Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, terça-feira, 12 de setembro de 2017. Atualizado às 23h47.

Jornal do Comércio

Economia

COMENTAR | CORRIGIR

mercado de capitais

Notícia da edição impressa de 13/09/2017. Alterada em 12/09 às 21h29min

Dólar sobe a R$ 3,12 diante de abertura de inquérito contra Temer

O dólar chegou a subir mais de 1% ontem e tocar o patamar de R$ 3,13, mas acabou fechando no nível de R$ 3,12. O movimento comprador foi intensificado depois que o ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a abertura de inquérito contra o presidente Michel Temer, cuja investigação mira o Decreto dos Portos, que teria favorecido uma empresa do setor. O temor do mercado, mais uma vez, é de que o governo se enfraqueça e comprometa as reformas estruturais, sobretudo, a da Previdência.
O dólar já vinha em alta desde a manhã em meio à cautela, após a conclusão de um inquérito da Polícia Federal que apontou a formação de uma organização criminosa do PMDB da Câmara encabeçada por Temer.
O dólar operou em alta durante todo o dia, mas, desde o início da tarde, renovou máximas diversas vezes. De acordo com o operador da corretora Multimoney Durval Corrêa, esse movimento foi encabeçado por importadores, que especulavam que a moeda dos EUA poderia subir ainda mais e tentavam se antecipar. "Se uma nova denúncia for efetiva contra Temer e vier com fundamento, o dólar pode buscar o patamar dos R$ 3,15 em função das incertezas que essa denúncia causará em torno da reforma da Previdência", acrescentou.
No mercado à vista, o dólar fechou em alta de 0,72%, aos R$ 3,127. O giro financeiro somou US$ 1,65 bilhão. Na mínima, a moeda ficou em R$ 3,1054 ( 0,01%) e, na máxima, aos R$ 3,1371 ( 1,02%).
A notícia da autorização para abertura de inquérito contra o presidente Michel Temer no STF impôs um freio à euforia do mercado brasileiro de ações, deflagrando movimentos localizados de realização de lucros. O Índice Bovespa fechou em alta de 0,30%, aos 74.538 pontos. Profissionais do mercado afirmam que o pregão seguiu tranquilo após o anúncio da decisão do ministro Luís Roberto Barroso, mas o fato acabou se tornando o gatilho para correções em papéis específicos.
Mesmo com a forte desaceleração, o Ibovespa renovou seu patamar recorde, atingido na segunda-feira pela primeira vez em nove anos. Assim como ocorreu na véspera, a alta das bolsas de Nova Iorque e a percepção de melhora do quadro econômico interno foram os combustíveis do bom humor do investidor da renda variável.
Entre as ações que fazem parte do Ibovespa, a maior alta foi de Ambev ON ( 3,70%), seguida por Cemig ON ( 3,56%) e Natura ON ( 3,04%). Já Fibria ON (-2,51%) Ecorodovias ON (-2,45%) e Gerdau Metalúrgica (-2,44%) foram as principais quedas. Petrobras ON e PN subiram durante o dia, mas inverteram a tendência após a notícia do STF e terminaram o dia com perdas de 0,77% e 0,80%, respectivamente. Banco do Brasil ON recuou 1,15%. Com o resultado de hoje, o Ibovespa passa a contabilizar alta de 5,23% em setembro e 23,76% em 2017.
 Bolsa
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia