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Porto Alegre, terça-feira, 12 de setembro de 2017. Atualizado às 13h43.

Jornal do Comércio

Economia

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Mercado Financeiro

Alterada em 12/09 às 13h46min

Maioria das Bolsas da Europa fecha em alta, com maior apetite por risco

O azul continuou a ser a cor predominante nos mercados acionários europeus, com a continuidade do otimismo por parte dos investidores em relação a dois temas que causaram dor de cabeça na semana passada: as tensões geopolíticas envolvendo a Coreia do Norte e os possíveis impactos do furacão Irma nos Estados Unidos. O índice pan-europeu Stoxx-600 fechou em alta de 0,54% (+2,04 pontos), aos 381,47 pontos.
A pausa na retórica bélica entre Estados Unidos e Coreia do Norte, além do não lançamento de um míssil, cuja possibilidade deixou os mercados apreensivos na semana passada, continua gerando um sentimento de busca por ativos mais arriscados, impulsionando as ações.
Na segunda-feira (11) o Conselho de Segurança das Nações Unidas impôs uma nova rodada de sanções contra Pyongyang, mas as penalidades não incluíam itens mais pesados, como o corte de fornecimento de petróleo ao país asiático e o congelamento de ativos do líder Kim Jong-un.
Somando-se a esse cenário, a menor intensidade do Irma, que foi rebaixado a tempestade tropical, gerou alívio, já que meteorologistas previam um impacto maior por parte da tormenta no Estado da Flórida. Apesar disso, o Irma ainda pode causar danos em outros Estados americanos, como a Carolina do Sul, Alabama e Geórgia.
Nesse ambiente, papéis de bancos se destacaram e o setor financeiro liderou os ganhos em solo europeu. Em Milão, o índice FTSE-Mib avançou 0,45%, aos 22.233,40 pontos. Entre as instituições financeiras, o Intesa Sanpaolo ganhou 0,91% e o Unicredit teve alta de 3,14%. A Bolsa de Paris viu o mesmo movimento ocorrer: o índice CAC-40 fechou com ganhos de 0,62%, aos 5.209,01 pontos. Entre os bancos, o Crédit Agricole teve expansão de 1,50%, o BNP Paribas subiu 2,40% e o Société Générale avançou 2,63%.
Na Bolsa de Frankfurt, o índice DAX fechou em alta de 0,40%, aos 12.524,77 pontos. Instituições financeiras, como Commerzbank (+2,23%) e Deutsche Bank (+3,40%) ajudaram no movimento altista, assim como montadoras, que apresentaram novidades em uma feira automobilística na cidade alemã. A Volkswagen subiu 1,66% e a Daimler ganhou 0,94%.
No Reino Unido, o sentimento positivo não foi visto na Bolsa de Londres, mas sim na libra esterlina. A moeda britânica avançou ao maior nível em mais de um ano ante o dólar, motivada pelo Brexit e pela inflação, após o avanço de 2,9% no índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) na comparação anual de agosto.
Na quinta-feira, o Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês) revela sua decisão de política monetária. Para o J.P.Morgan, uma alta na taxa básica de juros; atualmente em 0,25%, é improvável, apesar de poder haver uma sinalização hawkish no comunicado.
Em relação ao Brexit, a Câmara dos Comuns aprovou, na noite de segunda-feira, o projeto de lei da saída britânica da UE por 326 votos a 290. O texto tem como principal tema a conversão de leis do bloco comum em regulações internas.
Com o favorecimento da libra, o índice FTSE-100, da Bolsa de Londres, fechou em queda de 0,17%, aos 7.400,69 pontos. Bancos se favoreceram com a inflação: o Royal Bank of Scotland subiu 2,42% e o Barclays ganhou 2,52%. No entanto, a Ryanair perdeu 0,22%, após ter voos cancelados, os quais afetaram diretamente 20 mil passageiros, devido a protestos contra a reforma trabalhista proposta pelo presidente da França, Emmanuel Macron.
O índice Ibex-35, da Bolsa de Madri, fechou em alta de 0,13%, aos 10.336,20 pontos. Em Lisboa, o índice PSI-20 avançou 0,61%, aos 5.138,27 pontos.
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