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Porto Alegre, segunda-feira, 11 de setembro de 2017. Atualizado às 10h56.

Jornal do Comércio

Colunas

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Antônio Hohlfeldt

Teatro

Notícia da edição impressa de 08/09/2017. Alterada em 08/09 às 18h48min

Programe-se: é hora do Porto Alegre em Cena

Maratona em Nova York, do grupo El Hormiguero Teatro, é uma das atrações internacionais

Maratona em Nova York, do grupo El Hormiguero Teatro, é uma das atrações internacionais


Carlos Mario Lema/Divulgação/JC
A partir do próximo dia 12, a cidade viverá o seu 24º Porto Alegre em cena, festival de artes cênicas e musicais que está praticamente chegando a um quarto de século, o quê, em termos de Brasil, é um milagre e só se deve, evidentemente, à persistência e ao talento articulador de Luciano Alabarse.
Se antes era difícil promover um evento deste tipo, imagine-se agora, com toda(s) a(s) crise(s)! Por isto, neste ano, o conjunto de convidados é um pouco menor, mas eu diria que a grade de espetáculos ficou mais interessante, na medida em que haverá mais oportunidades para se ver a cada um dos trabalhos trazidos à cidade. Ao mesmo tempo, reviver-se-ão algumas iniciativas que marcaram época no festival, como as encenações da meia noite.
É sempre difícil, antecipadamente, falar-se a respeito dos espetáculos. Mas pode-se mencionar as expectativas que eles projetam, tendo em vista suas carreiras nos locais de origem. Ou seus elencos. Assim, por exemplo, da Colômbia, virá Maratona em Nova York, do dramaturgo italiano Edoardo Erba, pelo grupo El Hormiguero Teatro. Do Brasil, na contrapartida, a querida Nathalia Timberg retornará a Porto Alegre em Chopin, que terá estreia nacional na cidade. Andréa Beltrão viverá Antígona, de Sófocles, enquanto Drica Moraes encenará Lifting - Uma comédia cirúrgica, e Grace Passô - hoje das dramaturgas mais importantes do País - mostrará O líquido tátil, parceria com o grupo Espanca!, sob a direção do argentino Daniel Veronese, ao mesmo tempo em que assina a dramaturgia de Guerrilheiras ou para a terra não há desaparecidas, a respeito das mulheres que lutaram e desapareceram na Guerrilha do Araguaia.
Roberto Alvim traz a adaptação do romance Leite derramado, de Chico Buarque, enquanto Denise Weinberg vive O testamento de Maria, solo assinado por Ron Daniels. Por fim, do Uruguai, que sempre nos envia coisas extraordinárias, teremos Big bang, um concierto de danza contemporânea, com a Companhia Gen Danza, da coreógrafa Andrea Arobba, e a Espanha nos mostrará Genbesis VI:6-7, concebido por Angélica Liddell, que também interpreta o texto, para o Atra Bilis Teatro. Da França, teremos Tremor and more, com o bailarino brasileiro Jorge Ferreira interpretando coreografia do holandês Herman Diephuis, com trilha sonora de Pierre Boscheron.
Do Brasil, dentre tantos espetáculos, deve-se mencionar O evangelho segundo Jesus, rainha do céu, com texto de Jo Clifford, dramaturga transgênero escocesa,na interpretação da travesti Renata Carvalho. Também a partir de referências estrangeiras, no caso, os autorretratos da norte-americana Cindy Sherman, teremos Retratos, espetáculo solo de dança, com direção de Cristina Moura e interpretação de Carol Cony.
Uma das iniciativas mais legais do festival, em anos anteriores, e que será revivida nesta edição, é o conjunto de sessões da meia noite, as chamadas "sessões malditas", sempre no centro Municipal de Cultura, com os espetáculos #CabarédoCaio, em homenagem a Caio Fernando Abreu, com os grupos Cia. de Comédias Dercy Bocú e a Cia. teatrofídico; Arthur de Faria fará um espetáculo em torno de Áurea Baptista e Georgette Fadel; Deborah Finocchiaro trará uma releitura de seu ainda recente Caio em construção, enquanto Noite pretagô será uma performance cênico-musical deste grupo, um quilombo de artistas do DAD da Ufrgs, e Valéria Houston promoverá o lançamento do primeiro CD da cantora gaúcha Valéria Houston. Ou seja, teremos espetáculos para todos os gostos. Mais importante: gradualmente, Luciano Alabarse, agora Secretário Municipal de Cultura, vai cruzando outras iniciativas da pasta com esta programação. Assim, na abertura, assistiremos à Orquestra Villa Lobos e à Companhia Jovem de Dança, ambas apoiadas pela prefeitura municipal de Porto Alegre que, pela primeira vez se apresentarão juntas, e, juntas, no festival. Em resumo, atrações é que não faltarão.
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Comentários
Klaus Pereira 10/09/2017 23h27min
Que se registre a deplorável a atitude do Santander em pactuar com essa censura. Lastimável a atitude dos Sartori, Marchezan, Alabarse em apoiarem com seu silêncio esta censura. O dever dos gestores públicos e garantir o direito a livre expressão. Lembretes: entra quem quer, ninguém foi ou é obrigado a assistir uma exposição e em São Paulo frente a problema idêntico na Bienal, o estado garantiu o direito aos protestos frente a Bienal, mas manteve a exposição. Uma maturidade que não vemos no RS.