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Porto Alegre, quinta-feira, 14 de setembro de 2017. Atualizado às 00h18.

Jornal do Comércio

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Edgar Lisboa

Repórter Brasília

Notícia da edição impressa de 14/09/2017. Alterada em 13/09 às 21h31min

Novo sistema eleitoral

RENATO ARAÚJO/AGÊNCIA CÂMARA/JC
"Estamos nesse momento trabalhando na possibilidade para ter um acordo para a votação da reforma política. Principalmente no tema que diz respeito ao novo sistema eleitoral. Buscamos um entendimento de uma intermediaria entre o distrital e o distritão", afirmou o ex-presidente da Câmara e deputado federal gaúcho Marco Maia (PT, foto). Para o deputado, superada esta fase da reforma política, costurado esse acordo, embora o processo não se encerre apenas com a votação da Câmara, a discussão vai ainda até o final deste mês.
Impactar o debate
Maia chama atenção para o pedido de abertura de investigação da Procuradoria-Geral da República contra Michel Temer (PMDB) que "deve chegar, de novo, à Câmara". Alguns dizem que chega com menos força em razão da situação frágil do procurador atual, Rodrigo Janot; mas, para Maia, "os elementos probatórios e as delações, principalmente, de Lúcio Funaro, esse novo delator, são de que há provas muito fortes, "contundentes, cabais e que irão impactar o debate da sociedade e também o debate na Câmara". Deveremos entrar o mês de outubro discutindo o pedido de investigação do Supremo Tribunal Federal (STF) contra o presidente Temer, acentuou o petista.
Não realização de eleições
"Na minha compreensão", avalia Marco Maia, "não está descartada a não realização de eleição no próximo ano, porque se esses setores que deram o golpe perceberem que existe a mínima possibilidade de perderem a eleição, podem construir um debate, uma discussão e um clima no Congresso para não realizar as eleições. Tenho visto declarações das mais variadas possíveis, inclusive, aqueles que acham que, para o bem do País, a estabilidade da economia, uma eleição agora será muito ruim. São aqueles que já enxergam a possibilidade de o Lula concorrer à presidência e com isso romper o golpe que foi dado no ano passado".
Sem plano B
Para o deputado, o PT não trabalha com o plano B. Está trabalhando com o plano A, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) candidato. "Ter uma eleição, e o Lula estar inviabilizado de concorrer, o PT teria nomes como: Jacques Wagner, por exemplo, um nome forte, governador que se reelegeu na Bahia e vem do Nordeste brasileiro, portanto é uma possibilidade. Um Tarso Genro, que pode ser candidato, ex-governador do Rio Grande do Sul, foi ministro. O PT tem nomes que, em qualquer circunstância, poderiam enfrentar uma eleição."
Admite alianças
Marco Maia admite que o PT pode também buscar alianças: discutir com o PDT, com PCdoB. Mesmo o PSB, que hoje está na base aliada de Michel Temer, pode, ali na frente, lançar uma candidatura mais à esquerda. Maia não concorda com o deputado pedetista Afonso Motta (coluna de ontem) de um crescimento maior do Geraldo Alckmin (PSDB). Ele acha que o governador de São Paulo é um candidato que não atende à esquerda, não atende à direita e tem profunda dificuldade de dialogar com a centro-direita e a centro-esquerda. O Centrão, argumenta o petista, não se sentiria à vontade numa candidatura de Alckmin. Na opinião de Maia, uma candidatura que poderia crescer seria a de João Doria (PSDB). "Não pelo PSDB, mas talvez por um outro partido menor."
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