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Porto Alegre, quinta-feira, 14 de setembro de 2017. Atualizado às 10h18.

Jornal do Comércio

Colunas

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Dom Jaime Spengler

A voz do Pastor

Notícia da edição impressa de 14/09/2017. Alterada em 13/09 às 21h11min

Para onde vamos?

Há sinais contundentes de que a sociedade brasileira está fora dos eixos. Há quem diga que vivemos uma "metamorfose epocal". Aquilo que, até pouco tempo, era impensável, tornou-se manchete no cotidiano. Observam-se mudanças radicais. As velhas certezas que, até um tempo recente, orientavam decisões se enfraquecem sempre mais, e o novo ainda não surgiu.
A sociedade do risco possui a potencialidade de conduzir a humanidade à catástrofe, mas também de abrir estradas para algo inaudito, capaz de forjar uma sociedade marcada por justiça, paz e fraternidade. A atividade política, orientada pela ética, tem a missão de perseguir o bem comum, atuando com vista à criação de um ambiente autenticamente humano em que a todos seja oferecida a possibilidade de um real exercício dos direitos humanos e de um pleno cumprimento dos respectivos direitos.
Fatos recentes lançam questões que exigem reflexão profunda. As muitas denúncias de corrupção e os elementos encontrados que as corroboram não mais produzem indignação! Produzem apatia e preocupante descrédito nas instituições. Enquanto a elite econômica encontra trânsito fácil nos corredores palacianos, parte da elite política ignora as condições de vida da maioria pobre da população.
A violência ganha contornos de guerra. Os indícios são inocultáveis. Corpos decapitados e esquartejados! Crianças vítimas de uma crueldade exacerbada. Estudantes de escolas elementares que rastejam pelo chão para se proteger do fogo cruzado de gangues lutando pelo controle do tráfico de drogas. Chacinas se tornaram algo comum! Vitimas de balas perdidas se tornaram notícia corriqueira. O toque de recolher imposto nos bairros e vilas de nossas cidades é uma realidade. Policiais, que diariamente põem em risco a própria vida, recebem o salário a conta-gotas...
Professores agredidos por adolescentes recebem um indigno salário parcelado. Sindicatos mais interessados em manter privilégios e interesses que representar e defender a categoria que representam. O desrespeito pelo imaginário da fé, agressões e desrespeito pelo que é mais íntimo e sagrado no outro: sua fé e seu corpo, e os ataques discriminatórios à cultura judaico-cristã, que contribuiu na nossa formação cultural, é considerado algo normal. Onde chegamos?
O Brasil é reconhecido mundialmente pela desigualdade social e pela concentração da renda, pela pobreza e corrupção, pela criatividade e pela religiosidade. Urge promover uma séria reflexão sobre a realidade sociopolítica e econômica brasileira, e de como se estende o direito à dignidade dos filhos e filhas desta nação. Para tanto, se requer o cultivo da obra do discernimento, que significa avaliar, colocar à prova, distinguir, separar, julgar em vista do bem. Existe disposição das instituições para realizar tal obra?
Papa Francisco frequentemente pede que se reze por ele. Certamente uma solicitação habitual daqueles que são investidos de alguma responsabilidade não só na Igreja, mas também na sociedade. É que qualquer iniciativa que busque romper velhos hábitos sempre encontrará resistência. Por isso, se faz necessário conhecer a realidade que a todos envolve; urge fomentar espaços de diálogo entre pessoas que acreditam ser possível superar os desafios em vista de uma sociedade marcada pelo respeito das diferenças, pela justiça e pela fraternidade; é salutar promover o espírito de oração e devoção que permite cultivar a necessária compreensão de que ser humano algum é perfeito, e que a condição humana é marcada pelo pecado e resgatada pelo amor de Deus.
O novo que se faz necessário pressupõe cidadãos distintos e generosos, capazes de cultivar horizontes novos caracterizados pela ética e trabalhar verdadeiramente pelo bem comum.
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Comentários
Dorian R. Bueno 14/09/2017 10h04min
O HOMEM ESTÁ SEMPRE BAGUNÇANDO O MUNDO DE TODOS !!!nnSerá que é melhor morar em P. Alegre apenas convivendo com roubos de celulares ocasionados por assaltantes apressados em ter o velho ou novo celular da sua vítima e trocar por drogas? Ver conflitos de motoristas de UBER contra os de TÁXIS por disputa de clientes de todas as classes sociais. Ouvir diariamente que o Estado e a Prefeitura estão quebrados, e que mais uma vez os PROFESSORES pararam de dar aulas, e os alunos que se explodam. As Guerras com armas de fogo também existem em nossa simpática Cidade, mas somente em explosão de caixas eletrônicos, em conflitos entre gangues por domínio de um território maior para seus interesses comerciais de drogas. Lembro que em 2011, no Bairro Cidade Baixa, alguns ciclistas foram atropelados de forma desumana pelo o carro de um bancário apressado. Para as estatísticas foi um caso isolado ainda mais aqui numa Cidade tão culta como P. Alegre. Mesmo assim eu não fugiria do Brasil para morar em num País de Primeiro Mundo como Estados Unidos, Espanha, França, Inglaterra, Irlanda, Alemanha, Itália, Suécia, etc., que volta e meia são aterrorizados com armas de fogo pesado, ameaças de bombas nucleares, e sobre rodas pelas ruas, entre outras formas de levar terror ao povo. Os líderes mundiais destes ricos países ficam sempre blindados, fazendo jogo de palavras lá na ONU. Já o povo e os turistas normalmente ficam ali na linha de tiro para o que der e vier diante das táticas ofensivas dos grupos terroristas e ditadores. Isto mesmo, os extremistas estão atropelando sem dó MUITAS pessoas inocentes por causa das suas desavenças religiosas, políticas e isto, está virando moda no pelo o MUNDO. Não vai demorar muito para o jovem ditador Coreano também querer jogar de verdade vídeo game nuclear com o outro louco Americano, e o resto do mundo que se exploda. Bah Tchê sou TRI feliz por saber que aqui no Brasil nós elegemos os nossos terroristas POLÍTICOS, e Graças a Deus eles não nos matam a bala, mas estão querendo detonar os nossos direitos trabalhistas e a previdência social. Que pena que a metralhadora potente da Lava Jato, começou a perder verbas e potência para continuar arrumando a nossa casa. Quem sabe antes que aconteça a 4ª Guerra Mundial, o Internacional consiga voltar para a série A, e todos possam ficar em Paz por este Mundo a fora. Que Deus tenha misericórdia de todos, por que este Mundo está em tremenda confusão diária. Amém. Abs. Dorian Bueno, Google+Plus, POA, 14.09.2017nn n nn