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Porto Alegre, terça-feira, 03 de outubro de 2017. Atualizado às 21h20.

Jornal do Comércio

JC Contabilidade

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Opinião

Notícia da edição impressa de 04/10/2017. Alterada em 03/10 às 21h21min

Impacto da tenologia e novos desafios em auditoria

Paulo Ricardo Alaniz
Os novos desafios para as firmas e os profissionais de auditoria frente ao impacto da tecnologia nos novos negócios, esse tema foi amplamente abordado na 7ª Conferência Brasileira de Contabilidade e Auditoria realizada pelo Ibracon - Instituto dos Auditores Independentes do Brasil e certamente deverá ser objeto de muitas reflexões, tanto para os novos profissionais de contabilidade e auditoria como para os que hoje são prestadores desses serviços. Sem a pretensão de esgotar as abordagens possíveis sobre o tema apresento algumas considerações para reflexão.
Com o processo de automação e criação de bancos de dados digitalizados e organizados, um dos pontos que merece atenção dos auditores é a aplicação da técnica de amostragem para análise de saldos contábeis significativos. Será que devemos continuar a aplicação do procedimento de amostragem ou a análise mais ampliada, talvez até de 100 % da base de dados pode ser feita de maneira efetiva e eficaz. Outro aspecto a considerar é a possibilidade de fazer revisões analíticas substantivas a partir dos bancos de dados existentes.
O fato é que hoje ainda são adotados procedimentos de auditoria muito manuais com uso de amostragem para suportar as conclusões dos auditores, mas a tecnologia aplicada aos novos negócios merece uma análise dos auditores quanto a novos processos de auditoria mais efetivos e eficientes. Será que as confirmações obtidas de terceiros ainda devem utilizar a carta-resposta como ferramenta para suportar o trabalho do auditor, como vem sendo praticado a muito tempo.
Atualmente, os auditores têm utilizado softwares para evidenciar os procedimentos das metodologias utilizadas, bem como o arquivamento dos papéis de trabalho, em sua maioria no formato eletrônico, mas certamente existem muitas possibilidades a serem exploradas no uso dos novos bancos de dados existentes e acessíveis.
No cenário atual e no futuro próximo, o uso de tecnologia deve acelerar as solicitações de entregas mais tempestivas do resultado dos serviços, e essa tendência representa um desafio aos profissionais que deverão planejar e executar o seu trabalho de forma mais eficiente. Um dos impactos a ser enfrentado é o gerenciamento da força de trabalho, considerando que as novas gerações já nasceram num mundo digitalizado e conectado.
Uma comparação das habilidades requeridas para os profissionais que atuam em auditoria atualmente e as novas habilidades que serão requeridas para os próximos profissionais demonstra que o pensamento crítico e a criatividade devem ser priorizados, sendo mantido a resolução de problemas complexos como a principal habilidade. Além disso, a diversidade de habilidades e a capacidade de entrega das demandas deverá provocar mudanças significativas no modelo de negócio utilizado atualmente.
A complexidade dos novos negócios exige a formação de equipes multidisciplinares incluindo vários atores, tais como: gerenciadores de projetos, arquitetos de técnicas de auditoria; consultores de negócios; técnicos especialistas em diversas áreas de conhecimento (direito; matemática atuarial; finanças; engenharia e outras) e os auditores como maestros dessa orquestra, a quem cabe fazer a avaliação dos riscos e a formação da opinião.
Nesse futuro próximo caberá as firmas de auditoria repensar seu modelo de negócios priorizando não apenas titulação e tempo de experiência, mas principalmente as funções desempenhadas, suas habilidades e a capacidade de entrega dos profissionais. O modelo piramidal com uma base ampla e o processo de afunilamento e redução da continuidade dos profissionais poderá ser substituído por um modelo que considere a transformação das funções, novas habilidades e o remanejamento de talentos, incluindo a percepção de benefícios e de remuneração.
Contador, conselheiro do CRCRS e auditor independente
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