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Porto Alegre, segunda-feira, 11 de setembro de 2017. Atualizado às 12h46.

Jornal do Comércio

Empresas & Negócios

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Opinião

Notícia da edição impressa de 11/09/2017. Alterada em 11/09 às 12h50min

EAM: a tecnologia que apoia a segurança do trabalho

Gabriel Lobitsky
Os riscos são umas das principais preocupações dos gestores, que investem tempo avaliando a complexidade dos projetos para compreender as ações que podem impactar a companhia. Por isso, quando se trata de segurança, a redução de riscos surge como uma missão, e os profissionais da área sempre alertam que a maioria dos incidentes têm origem em três fontes: pessoas, equipamentos e ambiente - ou, geralmente, na combinação desses fatores. Dentro de um cenário econômico desafiador, em que as paradas geram perdas incalculáveis e causam uma avalanche de problemas, a adoção de tecnologias capazes de prever incidentes, como o EAM (Enterprise Asset Management, em inglês) devem ser consideradas para minimizar o risco de perdas que ameacem a segurança em uma organização.
Muitos desses eventos estão associados ao descuido do ser humano em relação às boas práticas de segurança que impactam a economia do Brasil e das empresas. No entanto, a tecnologia tem o papel de apoiar a criação de políticas para minimizar as não conformidades que colocam as operações em risco. Hoje, as funções dos softwares de manutenção e gestão de ativos (EAM - Enterprise Asset Management, em inglês) vão além da gestão básica de ativos físicos e industriais, pois com machine learning e inteligência artificial, a comunicação entre máquinas e previsões baseadas em fatores reais pode evitar problemas sérios de segurança. Há ações simples, que podem facilitar a comunicação e evitar falhas graves. Veja:
Empodere as pessoas da sua empresa: Talvez, a parte mais difícil seja administrar pessoas. Por isso, embora não seja possível estar em todos os lugares em todo tempo, é possível criar processos de segurança para que esse item seja parte integral de todas as atividades da empresa. É claro que tudo começa no planejamento, dessa forma, permitir que as pessoas estejam envolvidas com o reporte de problemas pode ser um bom começo.
Crie processos simples e intuitivos: É preciso criar processos simples de serem assimilados por todos os envolvidos no processo produtivo. Para que questões como identificação de perigos, instruções básicas e avançadas de segurança, sejam facilmente assimiladas por pessoas de diferentes culturas e níveis de escolaridade.
Crie uma rotina de segurança: O problema é que o assunto Segurança é tratado como uma medida tardia e não preventiva. Criar um check list de segurança não é difícil, e pode ser feito por meio dos dispositivos móveis. No entanto, o reforço das ações básicas depende da força de vontade da organização de incluir o item no processo diário da empresa.
Adote um EAM: Em todas as organizações há não conformidades que precisam ser geridas e monitoradas, e soluções de gestão de ativos, conhecidas como EAM, permitem identificar as situações que colocam em risco os custos e a qualidade da empresa. É preciso deixar a tecnologia fazer a parte mais difícil, pois o EAM pode cuidar e monitorar todos os ativos da empresa, permitindo a manutenção preventiva e baseada em uso (preditiva) e a visibilidade sobre o andamento dos processos, como a inspeção periódica às medidas de segurança. Por meio dos KPIs (indicadores de performance), é possível mensurar o sucesso da implementação de programa de manutenção e dar ao público interno o acesso às informações que podem evitar grandes perdas.
 Diretor de vendas da Infor para Brasil e Sul da América Latina
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