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Porto Alegre, sábado, 12 de agosto de 2017. Atualizado às 15h47.

Jornal do Comércio

Política

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GENTE

12/08/2017 - 11h01min. Alterada em 12/08 às 15h49min

Carlos Araújo, ex-marido de Dilma e ex-deputado, morre em Porto Alegre aos 79 anos

Araújo estava internado em estado grave na UTI na Santa Casa de Porto Alegre desde o dia 26 de julho

Araújo estava internado em estado grave na UTI na Santa Casa de Porto Alegre desde o dia 26 de julho


ANTONIO PAZ/ARQUIVO/JC
Faleceu na madrugada deste sábado (12), em Porto Alegre, o advogado trabalhista e ex-deputado estadual gaúcho Carlos Araújo, ex-marido da ex-presidente Dilma Rousseff.
Araújo, que tinha 79 anos, estava internado em estado grave na UTI do Pavilhão Pereira Filho da Santa Casa de Misericórdiade Porto Alegre desde o dia 26 de julho. De acordo com o boletim médico, era portador de doença pulmonar obstrutiva crônica, complicada por quadro de miocardiopatia dilatada isquêmica.
O corpo de Carlos Araújo será velado das 15h às 19h na Assembleia Legislativa (Praça Mal. Deodoro, 101). Depois, o corpo será cremado em cerimônia restrita aos familiares.
Nascido em São Francisco de Paula, na Serra gaúcha, em 1938, Carlos Franklin Paixão Araújo é filho do também advogado trabalhista Afrânio Araújo, de quem herdou o gosto pelo direito e pela política.
Aos 14 anos, ingressou na Juventude do Partido Comunista Brasileiro e posteiormente integrou a delegação brasileira para o Festival da Juventude de Moscou em 1957. Apoiou a Campanha da Legalidade, em 1961, ao lado de Leonel Brizola. Durante a ditadura militar, integrou a organização guerrilheira VAR-Palmares, na qual em 1969 conheceu a futura mulher, Dilma Rousseff, com quem viveu até 2000, e teve uma filha, Paula. 
Carlos Araújo deixa ainda mais dois filhos, Leandro e Rodrigo, e os netos Gabriel e Guilherme.
Max, codinome pelo qual era conhecido nos tempos de luta armada, foi preso pela ditadura militar em julho de 1970, meses após a captura de Dilma. Ele deixou a cadeia em 1974, mesmo ano em que perdeu o pai e assumiu o escritório de advocacia que existe até hoje na capital gaúcha.
Na carreira política, foi um dos fundadores do PDT, partido pelo qual se elegeu deputado estadual por três vezes e chegou a disputar a Prefeitura de Porto Alegre em duas ocasiões, 1988 e 1992. Em 2000, junto com Dilma e outros correligionários, Araújo deixou o PDT e passou a se dedicar a o escritório que mantém na capital gaúcha. Voltou ao partido em 2013. 
Mesmo afastado da vida política, Carlos Araújo não deixou de opinar sobre assuntos políticos contemporâneos. Sobre o processo que levou ao impeachment da amiga e ex-mulher da Presidência, Araújo considerava que houve um "golpe" e que Dilma foi abandonada pelo PT.
Carlos Araújo concedeu diversas entrevistas especiais ao Jornal do Comércio. Na última, em junho de 2016, afirmava que as chances de Dilma voltar ao poder eram remotas. Na época a presidente estava sendo julgada no Senado. Veja suas opiniões no vídeo.
Com reportagem da Folhapress e da Agência Estado.
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