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Porto Alegre, sexta-feira, 11 de agosto de 2017. Atualizado às 00h02.

Jornal do Comércio

Política

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Notícia da edição impressa de 11/08/2017. Alterada em 10/08 às 21h56min

Bolsonaro condiciona filiação à retirada de ação no STF

'Perco a eleição, mas não perco o caráter, não perco as calças', disse Bolsonaro

'Perco a eleição, mas não perco o caráter, não perco as calças', disse Bolsonaro


JONATHAN HECKLER/JC
O deputado federal e pré-candidato à presidência da República Jair Bolsonaro (PSC-RJ) causou saia justa em evento promovido pelo PEN (Partido Ecológico Nacional), ocorrido nesta quinta-feira, no Rio de Janeiro. O objetivo do encontro seria selar a intenção de que o político se filie ao partido com vistas à disputa de 2018. O evento foi transmitido ao vivo nas redes sociais e chegou a ter pico de audiência de cerca de 20 mil expectadores simultâneos.
Bolsonaro iniciou o discurso dizendo que aquele evento marcaria o início de um relacionamento com o partido, mas não significaria um acerto definitivo ainda. A intenção é que o PEN passe a se chamar Patriota. "Hoje, não será um casamento, nem vamos marcar a data para esse casamento. O que está em jogo é o futuro do País. Perco a eleição, mas não perco o caráter, não perco as calças. Não estou no meio de santos, mas não farei conchavo com o diabo", disse Bolsonaro.
O pré-candidato surpreendeu plateia e assessores ao condicionar sua entrada no partido à retirada de ação movida pelo PEN no Supremo Tribunal Federal (STF) contra o entendimento da Corte de permitir prisões de pessoas condenadas em segunda instância. 
O PEN entrou, em setembro do ano passado, no STF contra a decisão, em uma ação declaratória de inconstitucionalidade. O partido foi assistido pelo advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, conhecido por representar políticos em ações criminais.
Bolsonaro disse que o projeto de derrubar o entendimento do STF tinha como objetivo liberar presos em primeira instância na Lava Jato, em decisões proferidas na justiça dos estados. O deputado disse que a ação, na prática, significaria o fim da operação. Criticou ainda a iniciativa que teria sido "patrocinada" por Kakay, que Bolsonaro disse ter sido advogado de José Dirceu, ex-ministro petista.
"Com o fim da Lava Jato, essa verdade terá um pai. E esse pai se chamará PEN", disse Bolsonaro. "Ou o partido descobre uma maneira de desistir da ação... A gente não pode entrar numa possível campanha presidencial sendo atacado como o partido que enterrou a Lava Jato", disse.
Neste momento, a transmissão ao vivo tinha atingido o auge de expectadores, com 21,5 mil pessoas simultaneamente. "Aguardo a decisão do partido sobre a desistência dessa questão", concluiu Bolsonaro. No final do discurso, o deputado pediu desculpas se "desapontei alguém". O presidente do PEN prontamente se justificou.
Ele disse que decidiu pela ação por ter lido relatório que mostrava que mais de mil pessoas poderiam ir para a cadeia com a medida aprovada pelo STF. Ele disse que pensava nos mais pobres, que, sem recursos para bancar advogados de renome, teriam seu direito à ampla defesa cassado.
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