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Porto Alegre, quinta-feira, 10 de agosto de 2017. Atualizado às 00h18.

Jornal do Comércio

Opinião

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Notícia da edição impressa de 10/08/2017. Alterada em 09/08 às 20h24min

O pacote de maldades

Sillas B. Neves
Sem conseguir reorganizar a casa, o governo federal resolveu passar a conta para o cidadão, isto é, vem aumento de impostos por aí.
O novo pacote prevê, entre outras medidas, a criação de uma nova faixa de Imposto de Renda para quem ganha mais de R$ 20 mil mensais, a tributação de lucros e dividendos, o fim da isenção de Imposto de Renda sobre as Letras de Crédito do Agronegócio (LCA) e Crédito Imobiliário (LCI), a instituição de ganho de capital sobre heranças e doações e o congelamento da correção da tabela do Imposto de Renda.
A elevação do PIS e da Cofins que incidem sobre os combustíveis foi só a primeira pancada e serviu para a equipe econômica ver a reação da população. Como teve pouca resistência, o governo sente que tem espaço para avançar com mais aumentos.
O interessante dessas propostas é que o PMDB vem dando continuidade à política de divisão já iniciada pelo PT, isto é, o governo espera obter apoio popular por causa da tributação das pessoas com maior renda. Nunca a frase "dividir para conquistar" fez tanto sentido em nosso país. Esse tipo de política só serve para tornar a população ainda mais desunida e, portanto, mais fraca. Consequentemente, o governo fica mais forte e consegue aprovar aquilo que bem entender.
Muito se tem falado em justiça fiscal, mas o que não se fala é que, se o empresário não for remunerado pelo capital empregado, dezenas de empregos deixarão de existir, e não haverá geração de riqueza para a sociedade. Ou alguém acredita que uma pessoa irá correr riscos sem ter contrapartida? Ser empresário no Brasil é ser um herói.
Portanto, temos que ficar muito atentos para toda e qualquer medida proposta pelo governo. Não podemos aceitar que a população, de qualquer classe de renda, pague a conta pela ineficiência do poder público.
Advogado e associado do IEE
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