Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, quinta-feira, 03 de agosto de 2017. Atualizado às 22h45.

Jornal do Comércio

Opinião

CORRIGIR

artigo

Notícia da edição impressa de 04/08/2017. Alterada em 03/08 às 19h40min

Empreendedorismo e intervencionismo

Rodrigo Leke Paim
No Brasil, os empresários enfrentam diariamente regulações das mais diversas que atrapalham seu desempenho nos negócios. Considerando como premissa que o empresário é movido por sua ambição e objetivo de gerar lucros, uma intervenção de qualquer natureza do Estado fará com que seus objetivos possivelmente se tornem inviáveis. Quando o Estado faz intervenções, ele atrapalha o fluxo natural da economia, dificultando a previsibilidade de forças externas do mercado e a própria sobrevivência de seus negócios.
No entanto, muitos esquecem que a regulamentação excessiva não só barra o crescimento econômico do País, como também gera barreiras gigantescas para os empreendedores. Em estados como São Paulo, por exemplo, até o início deste ano, o tempo médio de abertura de uma empresa chegava a ser de no mínimo 128 dias. Já em países como Chile, o processo dura apenas algumas horas. Essa menor burocracia faz com que se tenha muito mais liberdade para se empreender. É inadmissível aceitar o fato de que a maioria dos empreendedores brasileiros trabalha informalmente, já que seguir os padrões da nossa legislação não lhes permite atingir o sucesso por completo.
O tamanho do Estado tem direta conexão com o potencial de desenvolvimento do país e, por consequência, de todos que lá habitam. Tendo um Estado paquidérmico como o nosso e uma população sem força para mudá-lo, esperar por um Brasil melhor é um sonho que continuará a passar de geração para geração. A intervenção, como já ocorreu em diversos países no mundo, só contribuiu para estagnação econômica. Exatamente o que está a traçar o nosso insucesso até aqui.
Não podemos acreditar cegamente que tais medidas visem proteger a nossa economia e "igualdade competitiva", se são elas que estão contribuindo para nossa crise econômica atual. Sem a devida liberdade para os empreendedores, os empresários de amanhã, o Brasil corre sérios riscos.
Publicitário e associado do IEE
CORRIGIR
Seja o primeiro a comentar esta notícia