Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, quinta-feira, 03 de agosto de 2017. Atualizado às 22h45.

Jornal do Comércio

Opinião

COMENTAR | CORRIGIR

editorial

Notícia da edição impressa de 04/08/2017. Alterada em 03/08 às 19h45min

O Brasil precisa de estabilidade política e reformas

Previsível, por 263 a 227 votos - mas não com a folga prevista por alguns analistas políticos -, a vitória do presidente Michel Temer (PMDB) na Câmara dos Deputados, coloca, a partir de agora, sobre os seus ombros mais do que a responsabilidade dos destinos da nação. Afinal, o presidente sempre afirmou que não buscava popularidade, mas, sim, implantar as reformas de que tanto o Brasil precisa.
A favor ou contra a decisão da Câmara, o fato é que os brasileiros mostram cansaço com a situação jurídico-político-policial que o País vive. Passado o grave episódio de julgamento político de um presidente da República, é hora de repensar o modelo eleitoral, fazer a reforma política e, pelo menos, aprovar uma idade mínima para a aposentadoria de homens e mulheres na Previdência Social.
Porém, para alterar a Constituição, o que a reforma da Previdência exige, são necessários 308 votos na Câmara - mais que os 263 que asseguraram o arquivamento da denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra Temer.
No pronunciamento do presidente logo após a votação, ele afirmou que tocará a esperada reforma tributária. Fez coro com entidades empresariais segundo as quais a parafernália de tributos e contribuições, além de alta, é quase um bloqueio para o empreendedorismo no País.
Passada a borrasca política quanto à denúncia da PGR, é fundamental que os Três Poderes mantenham suas respectivas missões precípuas. Caso novas acusações surjam, que sigam o rito legal. Basta das agressões diárias que ocupam a agenda política brasileira.
Evidentemente, o País necessita da oposição, que é inerente à democracia e que tem a função de ajudar o País com formualação de críticas construtivas. Da mesma forma, os governos têm de aceitar críticas e dialogar com a oposição, sem descartar, a priori, tudo o que venha dos adversários ocasionais em nível federal, estadual e municipal.
Não se quer, com isso, que, passada a votação na Câmara, caia no esquecimento o procedimento legal para continuar investigando, denunciando à Justiça e vendo ser aplicada a devida punição aos responsáveis por atos contra a lei.
Só assim os brasileiros recuperarão a crença nos superiores destinos do País, em dias melhores e acreditarão que, mais adiante, vamos superar os óbices socioeconômicos pelos quais estamos passando há cerca de três anos.
Vencer essa etapa é muito importante, independentemente do resultado, ainda que se reconheça que a troca de presidente, agora, traria agitação política e econômica, com a reconfiguração ministerial e, provavelmente a mudança das metas traçadas para tirar o País da crise.
A votação foi mais um dos capítulos da crise jurídico-administrativa e política. Espera-se que seja superada, cumprindo o regimento da Câmara e obedecendo a Constituição. Por isso mesmo, o País não aceita os que pregam soluções de força, sem respaldo na lei.
Vamos retomar a estabilidade, mas acreditando que o Judiciário não abrirá mão do seu dever de aceitar acusações, ou não, e, depois, julgar e condenar, se for o caso. O esgarçamento emocional pelo qual o Brasil passou não pode ser repetido.
Devemos manter as instituições funcionando, aplicando mais em educação - base de toda mudança para melhor -, saúde e segurança. Basta de fanatismos que só têm servido para nos deixar confusos e sem sabermos de que lado está a razão, a lei e o que interessa ao Brasil.
 
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia