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Porto Alegre, sexta-feira, 11 de agosto de 2017. Atualizado às 11h57.

Jornal do Comércio

Internacional

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Venezuela

11/08/2017 - 11h57min. Alterada em 11/08 às 11h59min

Assembleia Constituinte da Venezuela ratifica Maduro como presidente

Decisão de ratificar Maduro como presidente foi tomada por unanimidade em sessão especial

Decisão de ratificar Maduro como presidente foi tomada por unanimidade em sessão especial


JUAN BARRETO/AFP/JC
Agência Brasil
A Assembleia Nacional Constituinte (ANC) da Venezuela confirmou nessa quinta-feira (10) o presidente do país, Nicolás Maduro, como chefe de Estado, de governo e como comandante em chefe da Força Armada Nacional Bolivariana, horas depois de ele se colocar à disposição do órgão.
A decisão de ratificar Maduro como presidente foi tomada por unanimidade e apresentada, durante sessão especial, pelo deputado constituinte Aristóbulo Istúriz. O documento assinado diz que Maduro "cumpriu cabalmente todos os seus deveres e obrigações constitucionais" e que, além disso, é "suporte fundamental" para as decisões da Constituinte e "uma garantia para o atual processo democrático de transformação integral" do país.
A Assembleia Nacional Constituinte fez sua terceira sessão plenária com uma convocação especial que contou com a presença de Maduro, a quem foi entregue um acordo em apoio aos ataques "imperialistas".
Durante a sessão no Palácio Legislativo, Maduro fez um discurso de aproximadamente três horas e entregou seu projeto de Constituição que, segundo ele, é o mesmo do presidente Hugo Chávez.
Com atribuições quase ilimitadas, a Constituinte foi eleita no dia 30 de julho e tem mais de 500 integrantes, todos eles vinculados ao governo e que se ocuparão de refundar o Estado. Ela foi rejeitada pela oposição venezuelana, além de não ser reconhecida por boa parte da comunidade internacional.
A ANC tem poder para destituir e nomear qualquer autoridade do Estado venezuelano, ditar e reformar leis e implementar decisões sem a necessidade do aval de qualquer outro poder, como ocorreu com a polêmica destituição da agora ex-procuradora-geral Luisa Ortega, que entrou em rota de colisão com Maduro.
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