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Porto Alegre, quinta-feira, 10 de agosto de 2017. Atualizado às 21h23.

Jornal do Comércio

Internacional

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Venezuela

Alterada em 10/08 às 21h27min

Maduro diz que se subordina à Assembleia Constituinte da Venezuela

"Reconheço os poderes plenipotenciários para reger os destinos da República e me subordino a eles", afirmou Maduro

"Reconheço os poderes plenipotenciários para reger os destinos da República e me subordino a eles", afirmou Maduro


FEDERICO PARRA/AFP/JC
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, participou nesta quinta-feira pela primeira de uma sessão da Assembleia Constituinte e afirmou que se coloca às ordens dessa instância.
"Reconheço os poderes plenipotenciários para reger os destinos da República e me subordino a eles", afirmou Maduro ante os 545 membros da Constituinte.
O gesto é meramente simbólico, uma vez que a Constituinte foi convocada por Maduro e está sob controle absoluto de seus partidários, incluindo a esposa dele, Cilia Flores.
Apesar das críticas da comunidade internacional, liderada pelos Estados Unidos, que desconhecem a Constituinte, Maduro defendeu a iniciativa afirmando que ela surgiu do clamor de se chegar a um diálogo.
O presidente também disse que a Constituinte vai neutralizar a violência, que deixou ao menos 122 mortos e quase 2 mil feridos
Desde a instalação, em 4 de agosto, a Constituinte não deixou dúvidas de que os poderes são virtualmente ilimitados e que estaria disposta a usá-los contra a oposição.
Naquele que foi um dos primeiros atos oficiais, a Constituinte abriu espaço para destituição da procuradora-geral da República, Luisa Ortega, ex-aliada de Maduro. Os constituintes também tentam impor o controle sobre o restante dos poderes, enquanto o Congresso, que é controlado pela oposição, insiste em desconhecer suas decisões.
O ato da Assembleia Constituinte ocorreu horas depois de manifestantes bloquearem as vias ao leste de Caracas.
O governante de Cuba, Raúl Castro, manifestou em uma carta enviada a Maduro o respaldo ao processo constituinte e disse que Havana está comprometida com Caracas. "Seguramente, veremos dias de forte luta, de acusações internacionais, de bloqueios e limitações", disse Castro. Fonte: Associated Press.
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