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Porto Alegre, quinta-feira, 10 de agosto de 2017. Atualizado às 23h57.

Jornal do Comércio

Internacional

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Venezuela

Notícia da edição impressa de 11/08/2017. Alterada em 10/08 às 20h23min

OEA irá a tribunal internacional contra Maduro

Torturas são realizadas de maneira sistêmica, afirma Luis Almagro

Torturas são realizadas de maneira sistêmica, afirma Luis Almagro


ERIKA SANTELICES/ERIKA SANTELICES/AFP/JC
Em visita oficial a Israel, o secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luis Almagro, afirmou que, até o começo de novembro, a organização vai apresentar ao Tribunal Penal Internacional (TPI) provas do envolvimento do regime de Nicolás Maduro em crimes contra a humanidade.
"Nós temos evidências suficientes de que houve e ainda há crimes contra a humanidade na Venezuela. A tortura, especificamente, é um dos mais claros, e foi realizada de maneira sistêmica por parte do regime", argumentou Almagro. O secretário-geral da OEA também afirmou que o assassinato de 130 manifestantes por forças de segurança venezuelanas em recentes tumultos no país são "uma variável na dinâmica de assassinatos políticos".
A OEA não pode enviar uma ação ao TPI, mas pode reunir dados e informações para ajudar em processos que seus países-membros abram na corte. Almagro disse que um ex-fiscal da TPI, Luis Moreno Ocampo, designado como assessor especial da OEA em julho para crimes contra a humanidade, está recolhendo e catalogando o maior número possível de informações para que a organização apresente a documentação ao tribunal.
No dia anterior, em mais um ato de autoritarismo, o líder chavista Diosdado Cabello anunciou que os candidatos da oposição à eleição de governadores do próximo dia 10 de dezembro deverão ter um "certificado de boa conduta" emitido pela Assembleia Constituinte instalada por Maduro há uma semana. "Quem quiser concorrer deverá ter um certificado de boa conduta atestando que você nunca propôs queimar a Venezuela", declarou Cabello em seu programa semanal de televisão.
A coalizão opositora Mesa da Unidade Democrática (MUD) afirmou que irá apresentar candidatos aos governos, apesar da "maior fraude eleitoral da história" na votação para a Constituinte, em 30 de julho.
 
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