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Porto Alegre, quarta-feira, 23 de agosto de 2017. Atualizado às 15h47.

Jornal do Comércio

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Segurança

Notícia da edição impressa de 23/08/2017. Alterada em 23/08 às 15h51min

Campanha para reduzir homicídios é lançada no Rio Grande do Sul

Lançamento do Instinto de Vida, campanha cuja meta é reduzir os homicídios na América Latina em 50% em 10 anos.

Lançamento do Instinto de Vida, campanha cuja meta é reduzir os homicídios na América Latina em 50% em 10 anos.


MARCO QUINTANA/JC
Igor Natusch
O Brasil é campeão mundial em uma estatística das mais indesejáveis: com quase 60 mil homicídios ao ano, é a nação onde mais se registra assassinatos. Uma em cada 10 pessoas assassinadas no mundo vivia no País, e 25 das 50 cidades mais violentas do planeta estão em território brasileiro. Números que encontram reflexo na realidade latino-americana: com apenas 8% da população mundial, a região registra 38% dos homicídios.
Tentando enfrentar esses números, a campanha Instinto de Vida propõe reduzir em 50% os homicídios na América Latina, no período de 10 anos. O lançamento da iniciativa, promovida pelo Instituto Fidedigna (de Porto Alegre) e pelo Instituto Igarapé (com sede no Rio de Janeiro), ocorreu ontem na Capital. Na ocasião, o secretário estadual de Segurança Pública, Cezar Schirmer, e representantes de 14 municípios assinaram uma carta de adesão à campanha. O Rio Grande do Sul é o primeiro estado a comprometer-se com a iniciativa.
"A causa é complexa, mas é possível traduzi-la em objetivos simples", diz Ilona Szabó, diretora executiva do Instituto Igarapé. A Instinto de Vida propõe a elaboração de políticas públicas de longo prazo, baseadas em evidências e dados concretos, buscando a mobilização cidadã e revertendo a tendência de banalização e não punição dos crimes com morte. Uma regulação mais efetiva das armas de fogo, em escala multinacional, também é defendida.
Para Ilona, um dos maiores erros quando se fala em segurança pública é considerar que o aumento da segurança está atrelado à ampliação das forças policiais. "A resposta está mais na prevenção do que na repressão", defende. "Estamos perdendo essa luta nos municípios, onde faltam políticas públicas acima das mudanças de governo. Ver os prefeitos aqui nos enche de esperança", diz ela.
A campanha Instinto de Vida reúne 40 organizações, e tem apoio de órgãos como a Open Society Foundations, o Banco Interamericano de Desenvolvimento, o Banco de Desenvolvimento da América Latina e a Organização dos Estados Americanos.
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