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Porto Alegre, sexta-feira, 11 de agosto de 2017. Atualizado às 00h02.

Jornal do Comércio

Esportes

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campeonato brasileiro

Notícia da edição impressa de 11/08/2017. Alterada em 10/08 às 21h32min

Grêmio terá reservas contra o Botafogo

A quinta-feira, que era para ser tranquila no Grêmio, com a vitória sobre o Godoy Cruz e a classificação às quartas de final da Copa Libertadores na véspera, foi agitada. A demissão do coordenador técnico, Valdir Espinosa e a entrevista coletiva de Luan ofuscaram o treino grupo, que se reapresentou visando o confronto com o Botafogo, domingo, pela primeira rodada do returno, do Campeonato Brasileiro.
Conforme o técnico Renato Portaluppi antecipou após o triunfo sobre o Godoy Cruz, o Tricolor terá um time totalmente diferente do que vem atuando nas competições em disputa. Para encarar o Fogão, no Engenhão, o Grêmio será repleto de reservas, tendo em vista que, na metade da próxima semana, a equipe gaúcha recebe o Cruzeiro, no primeiro confronto pela semifinal da Copa do Brasil.
Os atletas que iniciaram o duelo com os argentinos, na quarta-feira, não foram ao gramado e ficaram realizando trabalhos regenerativos. A atividade dos suplentes foi observada pelo treinador. A movimentação contou com a participação do lateral-esquerdo Marcelo Oliveira, do volante Arthur e do atacante Fernandinho. Destes, Fernandinho e Oliveira podem viajar para a capital carioca.
Em separado, Douglas, Bolaños e Jael corriam ao redor do gramado. Eles estão em recuperação física, ainda sem data prevista para o retorno. Já o lateral Edílson segue fora, com dores musculares. O grupo volta a treinar nesta sexta-feira pela manhã, no CT Luiz Carvalho. Depois do trabalho de sábado, no mesmo turno, a delegação inicia a viagem ao Rio de Janeiro.

Luan diz que não foi informado sobre proposta do Spartak

Luan prometeu falar sobre sua possível saída do Grêmio nesta quinta-feira, e cumpriu. Pelo menos em parte. O camisa 7 concedeu entrevista coletiva no CT Luiz Carvalho e ouviu diversas perguntas sobre a proposta do Spartak de Moscou, mas se manteve evasivo e rejeitou dar qualquer posicionamento mais certeiro sobre sua permanência ou saída.
"A gente tem que sentar e conversar, para depois eu dar uma resposta. Não quero falar nada sobre isso antes de as coisas estarem resolvidas. Meu pensamento é o Grêmio, só quero estar aqui. Estou bastante feliz, acabei de realizar o sonho de ser convocado. Então, quero viver este momento e aproveitar minha fase", disse.
A transferência de Luan para o Spartak, por cerca de ¤ 24 milhões (R$ 89,3 milhões), estaria encaminhada e até a diretoria gremista admitiu a proximidade do acerto. No entanto, o atleta garantiu que sequer foi procurado por representantes dos clubes para discutir a negociação. "Ninguém do Grêmio me procurou para perguntar. Disseram que estavam acertados os clubes, só que eles que se acertaram. Ninguém ouviu meu lado. Estou dizendo que não estou sabendo, não tenho mais o que falar", destacou.
Luan comentou ainda a convocação de Tite e a relação de onde estará atuando até a Copa do Mundo da Rússia. "Na minha cabeça, no Grêmio tenho mais chances de ser convocado, até pelo entrosamento e pelo trabalho que já estamos realizando. Primeiramente, sonhava em ser jogador. Mas agora, realizado este sonho, também tenho vontade de jogar na Europa. É o sonho de todo jogador", lembrou.

Valdir Espinosa é demitido, chora e mostra insatisfação com a direção

Espinosa se disse surpreendido com o anúncio de seu desligamento

Espinosa se disse surpreendido com o anúncio de seu desligamento


RODRIGO RODRIGUES /RODRIGO RODRIGUES /GRÊMIO FBPA/JC
O anúncio da demissão do coordenador técnico Valdir Espinosa pegou a todos de surpresa, inclusive o próprio. Homem de confiança do técnico Renato Portaluppi, o profissional veio a público no CT Luiz Carvalho, em Porto Alegre, e revelou ter sido dispensado pelo clube.
Ídolo por ter comandado o Tricolor nos títulos da Libertadores e do Mundial de 1983, Espinosa não escondeu a decepção com a diretoria e admitiu desavenças com a cúpula do clube. "Hoje é o dia mais triste da minha vida, pois me mandaram embora do Grêmio. Tivemos algumas desavenças e espero, da parte da direção, que seja dita a verdade", declarou. "Com o Grêmio, não fica nenhuma decepção. Mas com a direção, exceto o presidente, decepção total. Não sei se é 'trairagem' ou burrice, mas mandar uma pessoa com minha experiência e minha rodagem embora é uma coisa ou outra", acrescentou.
Chorando, Espinosa absolveu o presidente Romildo Bolzan, a quem teceu elogios, de culpa sobre a sua demissão. O agora ex-coordenador técnico gremista reclamou do comportamento dos outros cartolas. "Isso não é de agora, eu me sentia de lado. Qual é a função de alguém como eu, ex-treinador? Não é dar opinião sobre as coisas, as contratações? Mas eu não era chamado para nada. Havia viagem que eu não era sequer informado se iria ou não. Era colocado para ver os jogos, mas não era consultado para qualquer coisa. Foi uma série de fatores", afirmou.
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