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Porto Alegre, sexta-feira, 08 de setembro de 2017. Atualizado às 16h04.

Jornal do Comércio

Expointer 2017

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energia

Notícia da edição impressa de 01/09/2017. Alterada em 01/09 às 12h09min

Energia fotovoltaica ganha espaço no campo

caderno expointer 2017
entrevista com Marco Weirich, representante da Fockink, fornecedora de paines fotovoltáicos

A geração por meio de painéis solares, alternativa ao uso de diesel para com impacto na emissão de gases de efeito estufa


MARCELO G. RIBEIRO/JC
Bruna Oliveira
A redução de custo para implantação de painéis de geração de energia fotovoltaica nos últimos anos vem expandindo as possibilidades de adoção deste tipo de fonte sustentável também no campo. A geração por meio de painéis solares, alternativa ao uso de diesel para com impacto na emissão de gases de efeito estufa, tem peso importante no bolso do produtor rural. A tecnologia não é novidade no País.
O gerente comercial de energias da Fockink, Marco Weirich, empresa gaúcha que implanta a tecnologia nas propriedades e também atua com pivôs de irrigação, destaca que a procura por essa energia está em alta. "Desde 2015, quando surgiu a possibilidade de fechar consórcio entre os produtores para a implantação das usinas, o uso da tecnologia cresceu mais de 200%", conta. Weirich acredita que a energia fotovoltaica vai continuar em alta até 2021, quando se espera uma nova resolução para o setor.
Desde 2012, a instalação dos painéis está mais fácil. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) criou novas regras para a geração de energia independente. O sistema é ideal para propriedades com alto consumo de luz, como as que lidam com irrigação e armazenagem de grãos. O produtor gera energia com os painéis e pode abastecer o sistema geral. Weirich ainda destaca a demanda por profissionais para instalação, operação e manutenção das tecnologias.
O custo para implantação do sistema ainda é elevado, na casa dos R$ 6 mil por KW, mas o modelo vem se tornando mais atrativo aos consumidores. A durabilidade das placas fotovoltaicas, segundo Weirich, é de 20 a 25 anos, e o retorno do investimento para o produtor rural, que era de até 10 anos, atualmente é de quatro a cinco anos. Além disso, já há várias opões de financiamento, inclusive pelas linhas Finame, do Bndes, para os modelos acima de 75 KW.
O Sicredi, por exemplo, disponibiliza três linhas para a implantação de sistemas de energia limpa. Uma delas, específica para a energia solar, via Pronaf Mais Alimentos, opera com taxas de 5,5% ao ano para o produtor, com carência de três anos e 10 anos para pagar, e outras duas englobando outros tipos de energia renovável. O banco também tem opção de consórcio para a compra das placas, em vigor desde julho de 2015. Em três anos, foram vendidas 7,5 mil cotas mas em várias modalidades de fontes renováveis somando R$ 266 milhões em créditos. Este ano os consórcios somam R$ 106 milhões de janeiro a julho. 
Até a Unicred, cooperativa ligadas a profissionais de saúde, está atenta ao segmento e divulgou na Expointer sua linha de crédito para aquisição de equipamentos para gerar energia solar com prazo de pagamento de 71 meses, carência de 120 dias e taxa a partir de 0,49% mais juros pelo CDI mensal conforme a região do Estado. O diretor geral da Unicred, Rodrigo Borges, acredita que o produtor do Estado está atento às energias sustentáveis, e inclusive já as vê com o viés de investimento.
O financiamento de usinas solares também é viabilizado pelo Banco Regional de Desenvolvimento (BRDE), através das linhas para projetos de Eficiência Energética e Geração de Energias Renováveis.
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