Porto Alegre, segunda-feira, 11 de setembro de 2017. Atualizado às 21h21.

Jornal do Comércio

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Notícia da edição impressa de 12/09/2017. Alterada em 11/09 às 19h35min

Melnick Even: recorde de lançamentos imobiliários em 2016

Da esquerda para a direita, Daniel Matone, diretor administrativo e financeiro; Leandro Melnick, presidente; Michel Gasparin, diretor comercial; Milton Melnick, diretor institucional; João Rubem Piccoli, diretor técnico; Juliano Melnick, diretor de desenvolvimento de produto; e Marcelo Guedes, diretor de incorporação

Da esquerda para a direita, Daniel Matone, diretor administrativo e financeiro; Leandro Melnick, presidente; Michel Gasparin, diretor comercial; Milton Melnick, diretor institucional; João Rubem Piccoli, diretor técnico; Juliano Melnick, diretor de desenvolvimento de produto; e Marcelo Guedes, diretor de incorporação


FREDY VIEIRA/JC
Mesmo em meio às dificuldades impostas ao mercado pela recessão econômica, a Melnick Even se mantém como uma das empresas mais ativas do cenário da construção civil no Estado. Tanto que, em 2016, a incorporadora, uma das mais premiadas do Estado, teve um de seus períodos mais produtivos, inclusive batendo o próprio recorde de novos lançamentos - foram 12 projetos, praticamente um por mês. Em 2017, o trabalho não para: a companhia está envolvida em 19 obras em andamento no Rio Grande do Sul, espalhadas por sete cidades.
Nessa conta estão 13 canteiros em Porto Alegre e Canoas - incluindo torres residenciais e comerciais, condomínios de casas e prédios de uso misto, de diferentes padrões - e seis loteamentos - em Xangri-Lá, Gravataí, Rio Grande, Pelotas, Caxias do Sul e na Capital. O diretor da Melnick Even, Juliano Melnick, admite que houve retrações significativas no setor, sem que o impacto fosse tão grande no ritmo dos projetos: "Conseguimos não perder em volume de lançamentos e vendas, e manter a máquina rodando como se não houvesse crise".
Um dos principais obstáculos enfrentados pelas incorporadoras na fase atual foi o crescimento dos distratos - casos em que os compradores desistem de imóveis adquiridos na planta ou em construção. "Isso cresceu muito nos últimos dois anos, mas, no ano que vem, deve começar a reduzir, com melhora da economia e queda dos juros", prevê Melnick. Esse fenômeno, segundo ele, fez com que a recessão tivesse um efeito diferente no mercado porto-alegrense: "Aqui, tivemos crise sem superoferta. Nos últimos cinco anos, venderam-se mais imóveis do que foram lançados. O estoque ficou baixo, mas não em um nível crítico, por causa dos distratos. Isso fez com que a cidade enfrentasse a crise um pouco melhor que outras, como Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador e Brasília, por exemplo".
O ritmo intenso de lançamentos de 2016 foi freado neste ano por um outro fator, ainda mais específico da capital gaúcha: a demora na aprovação de projetos por parte da prefeitura municipal. Devido às mudanças na estrutura das secretarias, o processo se tornou mais lento - tanto que, apenas em junho, a empresa teve o primeiro empreendimento aprovado no ano. "A situação é dramática nesse aspecto. É normal (que haja um período mais lento) quando começa uma gestão. Por um lado, entendemos. Por outro, queremos manter os empregos e os investimentos. Sabemos das dificuldades, mas ficamos desapontados, pela nossa capacidade de realizar, que não é atendida. Esperamos que normalize e agilize no segundo semestre", diz o diretor.
Em um contexto mais amplo da conjuntura econômica, a perspectiva é um tanto mais favorável, na opinião do empresário. "Apesar da crise política, a crise econômica está diminuindo. Há queda nos juros, a inflação está baixando, isso é muito bom para o nosso negócio. Estamos nos encaminhando para o final dessa crise. Temos praticamente 1 milhão de novas famílias no Brasil por ano. Essas famílias precisam de um lugar para morar. Há déficit habitacional no País e necessidade de lares, então temos clientes em potencial", observa Melnick.
Em paralelo aos empreendimentos, a Melnick Even também tem apostado na responsabilidade social - e uma das ações mais importantes nessa seara é o Projeto Praças. Desde 2003, a empresa já adotou 10 áreas verdes em Porto Alegre, realizando reforma, jardinagem e manutenção. Neste ano, a empresa - em parceria com Panvel, Zaffari e Hospital Moinhos de Vento - assumiu o compromisso de revitalizar e manter o Parque Moinhos de Vento (Parcão). O trabalho deverá envolver cerca de R$ 1,8 milhão em 48 meses. A proposta é contribuir para o bem-estar da cidade como um todo. "Quanto melhor for a cidade, melhor será para vender apartamentos nessa cidade", resume Melnick.
 

Complexo une saúde, moradia e comércio no bairro Teresópolis

Projeto do Hub da Saúde, na avenida Aparício Borges
Projeto do Hub da Saúde, na avenida Aparício Borges
ANA SCHANTZ/DIVULGAÇÃO/JC
O primeiro lançamento da Melnick Even em 2017, apresentado comercialmente em agosto, é um projeto ambicioso, que une comércio, moradia e saúde. O complexo Linked Teresópolis, concebido em parceria com o Grupo Zaffari e o Hospital Moinhos de Vento, terá um shopping center, um supermercado, uma torre residencial e um prédio comercial para uso médico - com consultórios e um centro médico na base. Tudo no mesmo local - uma área entre as avenidas Aparício Borges e Teresópolis.
O Linked é parte de um projeto mais amplo, o Hub da Saúde, todo voltado ao conceito de integração. A primeira unidade do Hub, o Maxplaza, foi lançada em 2015 e está sendo construída em Canoas, reunindo shopping, clínicas, consultórios, apartamentos, salas comerciais, hotel e centro de eventos. O Hub deverá contar com mais três unidades - ainda aguardando aprovação do município - em diferentes regiões de Porto Alegre: zona Norte, Cavalhada e Pontal do Estaleiro.
A ideia, segundo Juliano Melnick, é descentralizar o atendimento de saúde. "Hoje, os hospitais atendem a casos de alta, média e baixa complexidade. E estão lotados, é preciso descongestionar (esse serviço). Nossa proposta é implementar unidades do Hub em diferentes zonas da cidade e, nelas, oferecer atendimento de baixa e média complexidade. Assim, vamos levar a saúde para perto da população, desafogar os hospitais e baratear serviços", descreve o diretor.
O Hub da Saúde segue uma tendência nacional de complexos de saúde integrados, vide projetos semelhantes em cidades como Belo Horizonte, Curitiba e a própria Porto Alegre - o Medplex Santana, da Cyrela Goldsztein, que teve uma das torres entregues recentemente. Um dos diferenciais do projeto da Melnick Even é a criação de uma rede de saúde, interligando as diferentes unidades do Hub e o Hospital Moinhos de Vento. "Os ambientes da torre de saúde são especialmente projetados para consultórios. Isso poderá contribuir para expandir o negócio médico", ressalta Melnick.
Com um total de mais de 300 salas e apartamentos, o Linked - com inauguração prevista para 2020 - teve um lançamento promissor. "Foi tudo reservado no primeiro fim de semana. Todos os contratos foram emitidos, temos uma lista de espera. Talvez no primeiro mês, o Linked chegue a 80% de vendas", projeta Melnick.
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