Porto Alegre, segunda-feira, 11 de setembro de 2017. Atualizado às 21h21.

Jornal do Comércio

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Entidades

Notícia da edição impressa de 12/09/2017. Alterada em 11/09 às 21h17min

Sinduscon-RS intensifica ação institucional

Sessegolo ressalta que os aspectos tecnológicos também estão na pauta de eventos como seminários e cursos

Sessegolo ressalta que os aspectos tecnológicos também estão na pauta de eventos como seminários e cursos


MARCELO G. RIBEIRO/JC
O desenvolvimento das empresas da construção e a representatividade do setor junto ao poder público são os objetivos prioritários do Sindicato das Indústrias da Construção Civil no Estado do Rio Grande do Sul (Sinduscon-RS). Prestes a completar 68 anos de fundação, a entidade tem buscado contribuir para a qualificação dos empreendimentos e dos profissionais envolvidos, ao mesmo tempo em que atua na defesa dos interesses do ramo construtivo em meio às administrações do Estado e dos municípios.
Com atuação espalhada por mais de 300 cidades gaúchas, o sindicato representa cerca de 11 mil empresas afiliadas, principalmente incorporadoras e construtoras. A direção do Sinduscon estima que 95% desse universo empresarial é composto de pequenas companhias, somando um total de cerca de 123 mil trabalhadores. O número, embora expressivo, dá uma ideia das dificuldades enfrentadas pela indústria da construção em decorrência da recessão. "Eram em torno de 154 mil colaboradores em 2014. A crise teve esse impacto", reconhece o presidente do sindicato, Ricardo Sessegolo.
Mesmo nesse cenário, a entidade não deixou de apostar na disseminação de informações importantes para as empresas vinculadas. O site do sindicato, por exemplo, traz dados atualizados sobre o mercado - é possível consultar a evolução salarial do setor ou do Custo Unitário Básico (CUB), entre outros indicadores. Os aspectos tecnológicos, cada vez mais importantes na construção civil, também estão na pauta de eventos como seminários e cursos. "Nossa primeira preocupação é o desenvolvimento das empresas nessas questões técnicas e tecnológicas. Recentemente, tivemos cursos de Dry Wall e patologias de fachadas, por exemplo", explica Sessegolo.
Em paralelo às ações de qualificação do setor, o Sinduscon também tem intensificado a atuação institucional, especialmente na relação com as administrações públicas. "O que mais nos toma tempo é o relacionamento com os governos municipal e estadual", afirma Sessegolo. Nesse contexto, uma das questões mais decisivas para o setor em Porto Alegre é a demora na aprovação de novos projetos - que se agravou na atual gestão, com as mudanças nas secretarias municipais. "Os setores de aprovação e licenciamento estão parados, sem orientação. Ninguém assina nada. Estão faltando lugar e pessoas (para a função)", alerta Sessegolo, lembrando que a nova estruturação do serviço foi aprovada pela Câmara Municipal e a reforma administrativa foi sancionada pelo prefeito no final de agosto.
Na esfera estadual, o Sinduscon tem lutado para minimizar os entraves decorrentes da nova legislação sobre prevenção e combate a incêndios - a chamada "Lei Kiss". O problema, segundo a entidade, está na necessidade de uma estruturação mais adequada para o cumprimento das novas regras. "Com a mudança, o Corpo de Bombeiros passou a ter mais atividades, sem tanta estrutura para isso. Os projetos acabam levando meses para ser aprovados por eles, que também estão encarregados de vistoriar as obras. Estamos há dois anos sofrendo com isso, o risco se torna muito alto", observa Sessegolo.
Quanto à conjuntura nacional, o sindicato vê boas chances de terminar este ano - e atravessar o próximo - em uma situação mais confortável. "A taxa de juros é decisiva para o setor. A sinalização de algo em torno de 9%, podendo chegar a entre 7% e 8% até o final do ano, é excepcional. É um dos principais indicadores de que a economia está começando a retomar (o crescimento). E 2018 será ano de eleições, o governo deverá soltar mais verbas, vai girar mais dinheiro no mercado", prevê Sessegolo.

Monumentos da Capitalterão restauro em 2018

Mais de R$ 1,5 milhão já foram gastos nos três anos do projeto de restauração do patrimônio, incluindo o diagnóstico do Laçador
Mais de R$ 1,5 milhão já foram gastos nos três anos do projeto de restauração do patrimônio, incluindo o diagnóstico do Laçador
JONATHAN HECKLER
A restauração do Monumento ao Laçador e a reforma de parte da área do Parque da Redenção estão na pauta do Sindicato das Indústrias da Construção Civil no Estado do Rio Grande do Sul (Sinduscon-RS) para o ano que vem. As duas ações fazem parte do projeto Construção Cultural - Resgate do Patrimônio Histórico, uma das principais frentes de relacionamento do sindicato com a sociedade gaúcha.
Iniciado em 2014, o projeto começou pela revitalização de 32 monumentos e marcos históricos da Redenção. Em uma etapa seguinte, foi realizado o diagnóstico da estátua do Laçador, já concluído. A fase agora é de elaboração do projeto de restauro, com previsão de começar os trabalhos no segundo semestre de 2018. Conforme o vice-presidente do Sinduscon, Zalmir Chwartzmann, haverá pelo menos dois grandes desafios no momento de realizar a obra do Laçador. Um é a delicada logística de retirada, deslocamento e recolocação de um monumento desse porte. Outro é mais sutil: a localização ideal da estátua. "Já existe uma discussão sobre se o ponto atual é o melhor lugar para o Laçador. A cidade terá de enfrentar esse tema", adianta
Chwartzmann, também coordenador do projeto de resgate do patrimônio histórico.
A reforma do Recanto Europeu e do Recanto das Rosas do Parque Farroupilha deverá começar antes, já no primeiro semestre de 2018. Serão recuperados pontos como a Fonte Francesa e o Pergolado Romano, incluindo jardinagem e reforma do piso e do sistema hidráulico. "O Recanto Europeu está muito degradado, acabou se tornando uma área de difícil acesso, porque de um lado estão os fundos do Auditório Araújo Vianna e de outro, a avenida José Bonifácio", descreve Chwartzmann. Para o engenheiro, assim como no caso do Laçador, a restauração deverá despertar novos questionamentos - nesse caso, sobre a possibilidade de cercar a Redenção: "Parque preservado é parque cercado. Esse debate vai acabar vindo à tona novamente".
Chwartzmann estima que mais de R$ 1,5 milhão já foram gastos nos três anos do projeto de restauração do patrimônio, incluindo o diagnóstico do Laçador.
Os recursos são captados via Lei de Incentivo à Cultura (LIC), com crescente interesse dos empresários. "O projeto piloto era para recuperar 12 monumentos. As empresas se apaixonaram pela ideia e, em duas horas, já tínhamos todo o dinheiro", lembra o dirigente. "Percebemos que o projeto era importante para a cidade e serviria de exemplo. Existem mais empresas interessadas em participar. E vimos que a comunidade estava se apropriando do projeto. Isso é responsabilidade social", diz
Chwartzmann.
 
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