Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, sexta-feira, 08 de setembro de 2017. Atualizado às 16h29.

Jornal do Comércio

Economia

COMENTAR | CORRIGIR

Infraestrutura

Notícia da edição impressa de 01/09/2017. Alterada em 31/08 às 22h21min

Demanda para concessões deve atingir R$ 75 bilhões

Marilene admite que falhas em planejamento levaram a 'derrotas'

Marilene admite que falhas em planejamento levaram a 'derrotas'


ANTÔNIO CRUZ/ANTÔNIO CRUZ/AGÊNCIA BRASIL/JC
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (Bndes) estima que a demanda por financiamentos para concessões do setor de infraestrutura possa chegar a R$ 75 bilhões no biênio 2018/2019, disse a diretora de Infraestrutura da instituição, Marilene Ramos. A análise é que haverá um aquecimento do apetite por crédito para esses projetos na medida em que haja um reequilíbrio de concessões passadas e a entrada de novas.
Nem todo esse montante, necessariamente, será suprido pelo banco de fomento, embora Marilene afirme que hoje o Bndes tem recursos suficientes para fazer frente à demanda projetada mesmo em um cenário de devolução de mais R$ 100 bilhões ao Tesouro pela instituição. "Faltar recursos para investimentos em infraestrutura hoje seria um bom problema. O problema que nós temos hoje é baixa demanda", disse.
Segundo Marilene, o Brasil investe hoje menos de 2% do Produto Interno Bruto (PIB) em infraestrutura, muito abaixo do percentual ideal para desenvolver o setor (5%), e isso é reflexo do contexto fiscal. "Na hora do aperto fiscal, a primeira coisa que sofre é o investimento em infraestrutura", disse durante o evento InfraInvest, organizado por BID, Bndes e FGV, no Rio de Janeiro, que debate investimentos em infraestrutura sustentável.
Marilene avalia que o grande desafio na infraestrutura é fazer bons projetos, ter planejamento e saber como investir. Ela admitiu que falhas nesses pontos levaram a "grandes derrotas" do setor público e privado em investimentos recentes em infraestrutura. Ela citou os exemplos de projetos do PAC que ficaram pelo caminho e concessões como as de aeroportos, que acabaram tendo problemas por conta de "modelagens muito otimistas".
Sem conseguir avançar em infraestrutura básica, o País deve ter ainda mais dificuldade em avançar na infraestrutura sustentável. Nesse segmento, as prioridades, segundo ela, são eficiência energética e perda de água. "E não entendemos porque há tão baixa demanda mesmo dispondo de linhas de financiamento atrativas", disse.
Marilene destacou, ainda, que, em um contexto em que o Bndes vai financiar com juros de mercado, via TLP, é preciso ter alternativas nesse tipo de financiamento sustentável. "Achamos que, se não tivermos linhas auxiliares com condições mais atrativas, dificilmente programas de reflorestamento vão decolar", exemplificou.
 

Medida Provisória da Taxa de Longo Prazo é lida no plenário do Senado

O senador Antônio Anastasia (PSDB-MG), que presidia sessão do plenário do Senado, leu a Medida Provisória (MP) nº 777/2017, que cria a Taxa de Longo Prazo para balizar os empréstimos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (Bndes) a partir de 2018, durante a reunião desta quinta-feira. Com isso, a proposta, que está prestes a vencer, poderá ser votada na próxima semana.
Segundo o presidente da Casa, Eunício Oliveira (PMDB-CE), a MP será pautada na terça-feira, dia 5, e seria votada no período da tarde. No mesmo dia, está prevista sessão do Congresso Nacional, às 19 horas, para votar a altercação da meta fiscal de um déficit de R$ 129 bilhões para R$ 159 bilhões.
Pelo Twitter, o líder do governo no Senado, senador Romero Jucá (PMDB-RR), confirmou que a intenção é votar a matéria na próxima terça-feira. O Palácio do Planalto tem pressa, já que a MP perde efeito dia 6 de setembro se não for votada pelo Senado. Como a próxima semana será marcada pelo feriado de 7 de setembro, ainda não se sabe se haverá quórum para deliberações.
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia