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Porto Alegre, domingo, 27 de agosto de 2017. Atualizado às 22h33.

Jornal do Comércio

Economia

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Infraestrutura

Notícia da edição impressa de 28/08/2017. Alterada em 27/08 às 21h29min

Gestão de Temer pode concluir concessões

Meirelles cita como positiva reação do mercado com o caso Eletrobras

Meirelles cita como positiva reação do mercado com o caso Eletrobras


JOSÉ CRUZ/JOSÉ CRUZ/AGÊNCIA BRASIL/JC
A ambiciosa agenda de privatizações do governo, que inclui a venda da participação acionária na Eletrobras e ativos como a Casa da Moeda e o aeroporto de Congonhas, é factível e pode ser concluída até o final do mandato do presidente Michel Temer. A avaliação é do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles.
"É factível por uma razão muito simples. O processo mais complexo é exatamente a definição das normas das diversas áreas: geração de energia, rodovias, ferrovias, portos, aeroportos, segundo uma seleção dos ativos", afirmou.
De acordo com Meirelles, esse processo de definição de quais ativos seriam privatizados levou muito tempo, assim como a análise das regras específicas de cada setor. "No momento em que está tudo definido e avançado formalmente, aí tende a ser muito mais rápido", defendeu.
"O processo tende a andar com muito mais rapidez do que se ficássemos andando nos pequenos passos: 'Agora vamos discutir que aeroportos, aí depois as normas, agora vamos discutir as rodovias'", complementou. O ministro diz não estar preocupado com a possibilidade de as eleições de 2018 encurtarem a janela para aprovação das privatizações anunciadas.
"Acreditamos que é viável, a questão da Eletrobras é muito importante, haja vista a reação dos mercados de capitais, que mostra que os investidores estão acreditando, que será viável e que haverá interesse, sim", disse. Meirelles também não descartou que outros ativos sejam colocados à venda, a exemplo da Eletrobras, que terá a participação acionária da União diluída via emissão de novas ações ordinárias.
Entre esses ativos estão a Casa da Moeda e a Lotex, a "raspadinha". Meirelles criticou a repercussão em torno da privatização da Casa da Moeda. "No caso da Casa da Moeda, fizemos estudos para saber até que ponto é justificável e conveniente privatizar", disse.
O ministro afirmou que a discussão sobre a Casa da Moeda não é se ela está ou não sendo bem administrada, e sim a tendência de uso da moeda. "É menos consumo de cédulas. Ela produziu 3 milhões de cédulas há quatro anos, e, neste ano, vai ser 1 (milhão). E a tendência internacional, como sabemos, é para baixo."
"Então a Casa da Moeda tem que se modernizar, mudar o foco, passar a ter uma visão de procura de outros modelos tecnológicos, e passa a ser menos relevante aquela história de Casa da Moeda para produzir a moeda nacional."
 
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