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Porto Alegre, quinta-feira, 24 de agosto de 2017. Atualizado às 01h22.

Jornal do Comércio

Economia

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CONSTRUÇÃO CIVIL

Notícia da edição impressa de 24/08/2017. Alterada em 23/08 às 19h54min

Empresários estão menos pessimistas, indica a CNI

Trabalhadores da Construção Civil.foto Eduardo Seidl.24 06 04

Trabalhadores da Construção Civil.foto Eduardo Seidl.24 06 04


/EDUARDO SEIDL/ARQUIVO/JC
Mesmo com a retração da atividade e a alta ociosidade no setor, as perspectivas dos empresários da indústria da construção estão menos pessimistas, segundo informou ontem, em Brasília, a Confederação Nacional da Indústria (CNI).
De acordo com a pesquisa Sondagem Indústria da Construção divulgada pela entidade, os indicadores de expectativas para os próximos seis meses para o nível de atividade, contratação de novos empreendimentos e serviços, compra de insumos e matérias-primas e número de empregos se aproximaram da linha divisória dos 50 pontos, que separa o otimismo do pessimismo.
O índice de expectativa do nível de atividade ficou em 49,8 pontos, o de número de empregados subiu para 48,2 pontos e o de novos empreendimentos e serviços alcançou 48,4 pontos, informa o estudo. Os indicadores da pesquisa variam de zero a 100 pontos. Quando ficam acima de 50 pontos mostram otimismo.
Além disso, o índice de confiança do empresário do setor aumentou 1,9 ponto em relação a julho e ficou em 50,3 pontos. De acordo com a CNI, embora ainda esteja em um nível muito baixo, o índice de intenção de investimentos também melhorou um pouco, ao subir para 29,1 pontos neste mês, 2,3 pontos acima do registrado em agosto de 2016.
A pesquisa mostra ainda que diminuiu o ritmo de retração da atividade do setor. O índice de nível de atividade na indústria da construção aumentou para 44,3 pontos em julho, valor 1,5 ponto superior ao de junho.
O índice de número de empregados subiu de 41,8 pontos em junho para 42,6 em julho. Os indicadores variam de zero a 100 pontos. Quando estão abaixo dos 50 pontos mostram queda na produção e no emprego.
Com a atividade retraída, o nível de utilização da capacidade de operação ficou em 56% em julho, oito pontos percentuais abaixo da média histórica para o mês. Isso significa que 44% das máquinas, dos equipamentos e do pessoal do setor ficaram parados em julho.
A edição da Sondagem Indústria da Construção foi feita entre 1 e 10 de agosto com 624 empresas: 209 são pequenas, 289 médias e 126 de grande porte.
 
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